Antecipando a resposta aos "bons conselhos" sobre o próximo Orçamento do Estado...
Acho que o texto está actual.
Mas o que tem de se esperar, é de que a prática corresponda à denúncia que é feita e à insistência do PS em fazer orelhas moucas sobre questões fundamentais para os trabalhadores e o povo,.
Questões, como o aumento generalizado dos salários, reformas e pensões, redução do tempo de contagem da carreira contributiva para 40 anos de desconto e reforma aos 60 anos sem penalizações, alteração de todos os aspectos gravosos da legislação laboral, descongelamento e consequente aumento salarial correspondente para os trabalhadores da Administração Pública, contagem integral dos anos de congelamento dos professores, investimento no SNS e na Escola Pública entre outras questões decisivas.
Sendo a proposta de OE um todo, do ponto de vista de classe e ideológico, o que não responde ao que se reivindica como fundamental, tem de ter o correspondente voto...
Luis Piçarra
6 de Outubro de 2017 às 10:12 ·
Os conselhos do "renovado" Carlos Brito e outros anti-comunistas, ou o voo rasante dos abutres sobre a carniça...
O traidorzeco em causa e outros apaniguados, por textos de opinião na comunicação social dominante, entrevistas, blogues, e muita conversa, têm vindo a disseminar opiniões e conselhos ao PCP, assim como que a tentar fazer "escola". Todos concluem e aconselham, para que o rumo actual continue e que não hajam recuos e rompimentos.
Pois bem, sobre o que o PCP faz ou deixa de fazer, só ao Partido diz respeito, analisando e tirando conclusões e lições a partir da sua trincheira de classe e matriz ideológica.
Pelas suas práticas e objectivos, pelo seu anticomunismo, a tropa fandanga quando "aconselha" em bicos de pés, fa-lo, não com o objectivo do reforço do PCP, incluindo no plano eleitoral, mas na velha aposta para o seu enfraquecimento.
E desiludam-se quanto aos seus vaticínios de morte anunciada, se o PCP não seguir os seus "conselhos". Já anunciaram a sua morte mil vezes, terão de a anunciar outras tantas vezes.
É na rua em primeiro lugar, ou seja, nas empresas e locais de trabalho, e nos sectores, numa aprofundada luta de massas, que se imprimirão as mudanças que os trabalhadores e o povo necessitam.
A primazia da acção não está portanto numa manietante acção institucional que tudo condiciona como nos aconselham, mas no terreno da luta de massas.
Porque aquilo que o "país" pode e não pode, não reside no abstracto, mas, no "país" de cada classe em concreto. Só a luta de massas pode produzir avanços.
Ps: Para os Carlos Britos mais ou menos visíveis: vão dar conselhos à mãezinha, ou seja, ao PS. Sim, ao PS, cujo código genético não se alterou. O que se alterou, foi um período muito conjuntural.


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