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quarta-feira, 17 de junho de 2015

Estado paga 600 milhões por serviço de segurança que não funciona. A amizade acima de todos?

Estado paga 600 milhões por serviço de segurança que não funciona. A amizade acima de todos?


O Estado está a pagar por uma rede de comunicações do Ministério da Administração Interna um total de 600 milhões de euros, cinco vezes mais do que poderia ter gasto se tivesse optado por outro modelo técnico e financeiro.

MAS O MAIS GRAVE É QUE O SISTEMA DE URGÊNCIAS, NÃO FUNCIONA 
EM CASOS DE EMERGÊNCIA? Como conta o video...
A empresa a quem se adjudicou o contrato, tinha tido como 
consultor e administrador o Ministro, que no ano seguinte adjudicou 
a obra, no governo de Sócrates. E os beneficiados deste negócio, é a malta 
do BPN, como se explica no segundo video.

video
 

Segurança sem cobertura de rede
Com o intuito de abandonar as redes convencionais (banda baixa, média e alta) 
utilizadas, foi implementado o Sistema Integrado das Redes de Emergência e 
Segurança de Portugal (SIRESP).
Em funcionamento desde Janeiro de 2010, este sistema foi concebido para 
responder adequadamente aos desafios colocados a forças como a 
Autoridade Nacional de Protecção Civil, GNR, PSP e Bombeiros Voluntários 
na sua actuação diária ou em cenários de emergência como catástrofes, 
acidentes, incêndios de grandes proporções ou acções conjuntas. Mas a 
verdade é que não tem funcionado correctamente, nem tão pouco tem 
impressionado as Forças de Segurança e Socorro Estatais que o adoptaram,
No síte do SIRESP (http://www.siresp.com/), é possível ler-se, em letras 
garrafais: “SIRESP cobre a totalidade do território continental”. No entanto, de acordo 
com uma fonte interna, que lida com o sistema de comunicações, existe um autêntico 
problema de cobertura de rede. Um cenário justificado ou por falta de energia ou 
pela operadora a prometer que tal situação será resolvida brevemente. A verdade é que 
o problema persiste e há muitas áreas sem qualquer cobertura.
De acordo com o informador, a própria comunicação entre as várias forças de segurança 
é, agora, mais difícil. Primeiro, porque a rede está longe de cobrir as necessidades. 
Depois, porque as comunicações internas, “homem a homem”, para actividades 
específicas como “muda o carro de sítio, segue pela outra rua, estou sem munições”,
 podem interferir com comunicações realmente importantes. Como, por exemplo, 
“indicações do Comando para implementação de tácticas e forças no terreno”. 
Em relação a forças diferentes, é necessário que haja autorizações para partilha de 
canais. Ou seja, tem que haver abertura desse canal pelo gabinete de gestão do 
SIRESP. Um processo demasiado moroso numa situação de emergência.
 Os antigos sistemas tinham canais previamente programados que, quando 
acedidos pelas diferentes forças, automaticamente estavam em sintonia.

O SIRESP poderia ter sido apoiado nas antenas de uma das operadoras já 
existentes em Portugal, reduzindo os seus custos drasticamente.
A mesma fonte garante que o outro sistema era mais flexível em termos de 
partilha de comunicações entre as várias forças e, dificilmente, uma força ficava 
sem qualquer tipo de transmissão. Permitia, também, comunicações internas, em 
modo walkie-talkie, sem interferir com transmissões importantes. 
O próprio manuseamento dos aparelhos, assim como a funcionalidade dos mesmos, 
era praticamente intuitiva. Para além de permitir um fluxo de informação mais rápido. 
Por exemplo: dentro da mesma força nacional, o SIRESP não permite a comunicação 
em terreno operacional, sem autorizações e abertura de canais. “Em acção, todos 
estes contratempos, causam um enorme transtorno. Até porque o contacto com o 
Gabinete SIRESP não pode ser feito por quem está no terreno”, defendeu um militar. 
Até agora, em termos operacionais, os constrangimentos não têm sido notórios 
porque todas as forças têm mantido os antigos sistemas e apoiam-se neles para as 
suas acções.
O custo real de tamanha implementação, cuja ineficácia pode mesmo colocar vidas 
em perigo, foi como que abafado, mas comenta-se que tenha custado aos cofres do 
Estado, ou seja, aos contribuintes, a módica quantia de 500 milhões de euros. 
Mas porquê mudar de sistema quando o anterior funcionava perfeitamente. 
“A mudança talvez fosse para melhor, porém, na realidade, é apenas porque tem 
que se justificar o investimento”crê a fonte.

vídeo

 



http://apodrecetuga.blogspot.com

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