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domingo, 22 de fevereiro de 2015

MAXIMO E BARTOLA OS LILIPUTIANOS ASTECAS- A informação sobre a origem dos irmãos "Maximo" e "Bartola" -seus reais nomes são desconhecidos- é bastante desencontrada. Alguns dizem que nasceram no México, outros que nasceram em El Salvador no início dos anos de 1840, filhos de camponeses pobres. Ambos tinham uma condição conhecida como microcefalia, com cabeças muito pequenas e eram severamente retardados. Sua idade mental nunca superou os dois anos.

informação sobre a origem dos irmãos "Maximo" e "Bartola" -seus reais nomes são desconhecidos- é bastante desencontrada. Alguns dizem que nasceram no México, outros que nasceram em El Salvador no início dos anos de 1840, filhos de camponeses pobres. Ambos tinham uma condição conhecida como microcefalia, com cabeças muito pequenas e eram severamente retardados. Sua idade mental nunca superou os dois anos.


Ainda crianças foram vendidos pelos pais, Innocente Bergos e Marina Espina, para um comerciante espanhol chamado Ramon Selva que prometeu levá-los para os EUA e curá-los. Na realidade, Ramon vendeu os dois para um promotor americano chamado Morris que criou e distribuiu um livreto de 48 páginas onde contava uma história fantástica sobre os dois irmãos: eles seriam os remanescentes de uma antiga raça asteca que foram encontrados em uma cidade perdida no México onde eram venerados como deuses.
Maximo e Bartola, os Liliputianos Astecas
Na ocasião os EUA vivia o resplendor da exibição de toda sorte de bizarrice, conhecidas como espetáculos de curiosidades etnológicas, e prontamente os dois despertaram enorme interesse tanto da comunidade científica e médica como também do público em geral. Em função disso viajaram toda a América sendo exibidos para milhares de pessoas como "Os Últimos dos Astecas Antigos" e "Os Liliputianos Astecas". A popularidade dos dois irmãos era tamanha que foram considerados patrimônio público americano, inclusive sendo recebidos pelo Presidente Fillmore na Casa Branca.
Maximo e Bartola, os Liliputianos Astecas
Em 1853 Morris levou Maximo e Bartola para a Inglaterra. Lá eles foram exibidos ante a Sociedade de Etnologia Britânica e no Palácio de Buckingham. Durante a exibição pública em Londres, eles atraíram três mil pessoas em somente dois dias (um absurdo para a época).

O anatomista Prof. Richard Owen visitou Maximo e Bartola e logo depois todo o restante da comunidade científica européia estava debatendo o que eram exatamente aquelas crianças astecas. Este debate só fez aumentar ainda mais a popularidade dos irmãos.

Durante a excursão subsequente a Europa eles foram exibidos para Napoleão e a família imperial, para o imperador da Rússia, para o imperador de Áustria como também para os reis e rainhas da Baviera, Holanda e Bélgica. Em todos lugares Maximo e Bartola criavam controvérsia e conjecturas. Muitos, a maioria deles acreditavam que os dois eram realmente exemplos de uma raça desconhecida.
Maximo e Bartola, os Liliputianos Astecas
Maximo e Bartola voltaram eventualmente aos Estados Unidos e passaram a fazer parte dos espetáculos bizarros promovidos por Phineas Taylor Barnum, que mais tarde se transformou no Ringling Brothers and Barnum & Bailey Circus. Muitas das fotografias que existem de Maximo e Bartola são desta época.
Maximo e Bartola, os Liliputianos Astecas
Eventualmente o interesse pelos dois diminuiu com o passar do tempo e com o surgimento de coisas e pessoas mais bizarras. Em uma tentativa de reavivar o interesse público, casaram os dois no dia 7 de janeiro de 1867 em Londres com os nomes de Maximo Valdez Nuñez Sênior e Senora Bartola Velasquez e, apesar de serem irmão e irmã, alegaram que tal matrimônio era permitido na cultura Asteca.
Maximo e Bartola, os Liliputianos Astecas
A tentativa de publicidade foi um fracasso completo, mas apesar disso os dois continuaram sendo exibidos até 1901 aos cuidados de vários promotores diferentes. Os detalhes de que fim levaram são desconhecidos.

Muitos portadores de microcefalia foram explorados pelos circos dos horrores, possivelmente Maximo e Bartola tenham sido os mais espoliados da história. Phineas Taylor Barnum dizia que este era um mal necessário, uma troca até, já que a maioria das famílias com filhos com microcefalia os abandonava.

Após Maximo e Bartola, um novo "Último Asteca" causou furor na década de 40, Schlitzie -qualquer dia conto sua história aqui-, muito conhecido na Internet por causa de uma gif animada que virou viral. O que poucos sabem é que Schlitzie era homem, mas para que ficasse com um aspecto ainda mais bizarro, Tod Browning mandou que ele se vestisse de mulher para fazer o filme Freaks.
Maximo e Bartola, os Liliputianos Astecas
 http://www.mdig.com.br/

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