A suspeita morte do fiscal Alberto Nisman comociona à Argentina e desata as dúvidas -veja vídeo completo dobrado em português
a notícia em 20 Janeiro - BUENOS AIRES, 20 Jan. 2015 (Notimérica) -
Argentina encontra-se comovida depois de que na noite deste domingo tenha sido encontrado morto com um disparo na cabeça o promotor Alberto Nisman, que investigava o atentado perpetrado em 18 de julho de 1994contra a sede da Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA) em Buenos Aires.
O corpo de Nisman foi achado no banho da sua casa de Buenos Aires, e com uma pistola junto a ele. A porta da moradia estava fechada com chave por dentro, pelo que as autoridades argentinas estão investigando o caso como um possível suicídio.
No entanto, Nisman devia comparecer esta segunda-feira ao Congresso aargumentar uma polêmica denúncia interposta contra o Governo de Cristina Fernández de Kirchner, o que provocou que se tenham levantado as suspeitas ao longo de todo o país de que o promotor poderia ter sido assassinado.
O promotor não deixou nenhuma carta no seu apartarnento e também não "há testemunhas", segundo explicou esta segunda-feira a fiscal encarregada da investigação da sua morte, Vivian Fein.
O relatório preliminar dos forenses sustenta que a bala entrou pelo parietal direito, situado dois centímetros acima da sua orelha, e não chegou a sair da cabeça. Ainda se desconhece a propriedade da pistola, que decifraria grande parte da enigma da morte do promotor. Da sua parte, a imprensa argentina informa de que Nisman teria pedido a um amigo uma pistola por questões de segurança.
"EU POSSO SAIR MORTO DISTO"
O promotor, em uma frase que o diário 'Clarín' qualifica de "tão trágica como premonitória", disse à uma jornalista desse jornal: "Eu posso sair morto disto." Segundo o diário, o mesmo sábado lhe tinha repetido esta mesma frase a seu jornalista, com a qual tinha estado falando por WhatsApp sobre o caso.
Segundo explica Natasha Niebieskikwiat, este domingo também enviou vários mensagens através desta aplicação a Nisman, quem não os respondeu, ainda que sim apareciam como lidos.
Nas conversações com 'Clarín', Nisman não quis revelar mais detalhes da sua denúncia a menos que se levantasse o segredo e disse que necessitava concentrar-se e encerrar-se este fim de semana para estudar a sua apresentação desta segunda-feira ante a Comissão de Legislação Penal da Câmara de Deputados.
De acordo com o diário, conhecido pela sua postura contrária à presidenta argentina, com a qual manteve numerosos desencontros, Nisman "em nenhum momento dava a sensação de ter um ânimo suicida".
A DENÚNCIA CONTRA O GOVERNO
Na semana passada Nisman apontou a presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, e ao seu ministro de Exteriores, Héctor Timerman, entre outros, como autores e cúmplices de encobrimento agravado dos suspeitos iranianos, membros da Embaixada do Irã na Argentina que teriam sido os responsáveis intelectuais do atentado contra a AMIA.
"À senhora presidente ordenou desviar a investigação, abandonou anos de unslegítimos comercial de Justiça e buscou livrar de toda suspeita aos imputados iranianos, contradizendo a sua provada vinculação com o atentado.Decidiu fabricar 'a inocência do Irã'", disse em um escrito de 300 páginas.
Assim, o representante do Ministério Público solicitou, além de umadeclaração indagatória, um embargo preventivo dos bens de Fernández de Kirchner e dos demais acusados por 200 milhões de pesos (23,3 milhões de dólares).
O atentado contra a AMIA, que deixou 85 mortos e 300 feridos é o maior ataque terrorista perpetrado em solo argentino, apesar de seguir sem resolver-se, principalmente, porque os suspeitos, cinco iranianos entre os quais encontram-se o ex-presidente Akbar Hashemi Rafsanjani e o ex-ministro de Defesa Ahmad Vahidi, nunca foram interrogados.
Em 2013, os governos de Fernández de Kirchner e Mahmoud Ahmadineyad assinaram um Memorando de Entendimento (MOE) com o objetivo de "destravar uma causa que estava absolutamente imobilizada".
O MOE permitia por primeira vez às autoridades argentinas interrogaraos acusados no país sul-americano do atentado contra a AMIA, algo ao que a República Islâmica se tinha negado insistentemente.
AS REAÇÕES
Apesar da gravidade da morte do promotor, a presidenta argentina, Cristina Fernández de Kirchner, não se pronunciou pessoalmente sobre os fatos. O Governo qualificou o ocorrido de "fato doloroso" e prometeu a cooperação das forças de segurança para resolver o caso.
Da sua parte, Fernández de Kirchner sim que ordenou à juíza federal María Romilda Servini desclassificar a informação requerida por Nisman para investigar o caso AMIA, segundo informou a própria magistrada.
Por outro lado, Israel e a própria AMIA lamentaram a morte do promotor epediram que se investigue a sua morte, da mesma maneira que o fez a oposição.
O chefe do Governo de Buenos Aires, Mauricio Macri, advertiu de que seria um "desastre" que se fechasse com impunidade o caso da morte do promotor especial Alberto Nisman, ao mesmo tempo que manifestou a sua indignação.
"Me disse: Como pode ser que a violência esteja ganhando de volta a vida pública argentina?. Por isso hoje é tão importante que a Justiça atue em forma independente, rápida e contundente para nos dizzer o quê passou na morte do promotor", argumentou.
Da sua parte, o líder do opositor Frente Renovador, Sergio Massa, exigiu esta segunda-feira às autoridades argentinas que investiguem a morte de Nisman "com a mesma intensidade" que este ataque terrorista, mas para "chegar à verdade "esta vez.
A deputada Elisa Carrió foi mais além, conhecida pelos seus ataques frontais ao kirchnerismo , negou a possibilidade de um suicídio. "Foi um assassinato ou um suicídio induzido", afirmou em declarações à cadeia de televisão TN.
"Este homem ficou só, isto era previsível, estes são os porões da Argentina real", argumentou. "Não aceitem isso de que se suicidou porque estava deprimido e tudo isso, não acreditem nessa teoria. Pode ter sido um suicídio induzido ou um assassinato", acrescentou.
Em declarações a Rádio Mitre, Carrió lamentou "a morte do promotor que disse a verdade sobre a negociação com o Irã" pela causa AMIA e "isso foi intolerável para o regime", sustentou.
www.notimerica.com.br
VEJA VÍDEO ABAIXO (DURAÇÃO 1H06Minutos)
vídeo recolhido do youtube por António Garrochinho
ATENÇÃO AS LEGENDAS DE VEZ EM QUANDO FICAM DESACTIVADAS PARA ISSO NA PARTE INFERIOR DIREITA DO VÍDEO CLIK NA RODINHA DENTADA EM ACTIVAR LEGENDAS ONDE DIZ LEGENDAS ACTIVADAS EM ESPANHAOL E DEPOIS LOGO ABAIXO EM READUZIR LEGENDAS PROCURE O PORTUGUÊS
Sem comentários:
Enviar um comentário