A NOIVA PORTUGUESA DA JIHAD
Em Menbij, no nordeste da Síria, junto à fronteira com a
Turquia, ninguém a conhece por Ângela. Ali chama-se Umm.
O marido também não é Fábio. É Abdu. Ele cresceu na linha
de Sintra, nos arredores de Lisboa. Ela na Holanda, para
onde os pais alentejanos emigraram. Ele já está na Síria há
mais de um ano. É jihadista, combatente nas fileiras do
exército radical do Estado Islâmico (EI). Ela chegou lá este
mês. Nunca se tinham visto, mas já estavam noivos há vários
meses no Facebook. Através da rede social partilharam
radicalismos e ambições de vida: são ambos muçulmanos
convertidos, extremistas, defensores do califado islâmico,
adversários do Ocidente e dos países "infiéis". E são ambos
portugueses.
Turquia, ninguém a conhece por Ângela. Ali chama-se Umm.
O marido também não é Fábio. É Abdu. Ele cresceu na linha
de Sintra, nos arredores de Lisboa. Ela na Holanda, para
onde os pais alentejanos emigraram. Ele já está na Síria há
mais de um ano. É jihadista, combatente nas fileiras do
exército radical do Estado Islâmico (EI). Ela chegou lá este
mês. Nunca se tinham visto, mas já estavam noivos há vários
meses no Facebook. Através da rede social partilharam
radicalismos e ambições de vida: são ambos muçulmanos
convertidos, extremistas, defensores do califado islâmico,
adversários do Ocidente e dos países "infiéis". E são ambos
portugueses.
Em três anos, a guerra síria atraiu cerca de 2800
combatentes estrangeiros. Nos últimos meses começaram a
chegar as noivas da guerra santa. Em Al-Bab, a norte de
Alepo, os rebeldes abriram em julho um posto onde se
registam as mulheres solteiras e viúvas que querem casar
com os mujahedin. A notícia foi avançada pela agência
Reuters, mas Ângela, 19 anos, não precisou dessa i
nformação. Como qualquer adolescente combinou tudo
pela internet. Fugiu a 9 de agosto, casou a 10.
combatentes estrangeiros. Nos últimos meses começaram a
chegar as noivas da guerra santa. Em Al-Bab, a norte de
Alepo, os rebeldes abriram em julho um posto onde se
registam as mulheres solteiras e viúvas que querem casar
com os mujahedin. A notícia foi avançada pela agência
Reuters, mas Ângela, 19 anos, não precisou dessa i
nformação. Como qualquer adolescente combinou tudo
pela internet. Fugiu a 9 de agosto, casou a 10.
"Sim, sim, são os olhos dela. Não há dúvida de que é ela".
O pai - que pediu para não ser identificado - vê pela primeira
vez o perfil que a filha mais velha criou no Facebook com o
nome árabe que adotou, onde junta à dela a identidade do
marido. Nas fotos, Umm surge de niqab, um véu preto que
lhe cobre o rosto, só deixando de fora os olhos escuros.
No estado civil lê-se: casada. O pai não sabe bem o que
pensar, o que dizer. Quando o Expresso falou com ele
tinham passado poucas horas desde que a ex-mulher lhe
contara da fuga, da Síria, do casamento. A internet estava
agora a confirmar o que lhe parece "inacreditável, irreal".
O pai - que pediu para não ser identificado - vê pela primeira
vez o perfil que a filha mais velha criou no Facebook com o
nome árabe que adotou, onde junta à dela a identidade do
marido. Nas fotos, Umm surge de niqab, um véu preto que
lhe cobre o rosto, só deixando de fora os olhos escuros.
No estado civil lê-se: casada. O pai não sabe bem o que
pensar, o que dizer. Quando o Expresso falou com ele
tinham passado poucas horas desde que a ex-mulher lhe
contara da fuga, da Síria, do casamento. A internet estava
agora a confirmar o que lhe parece "inacreditável, irreal".
Os pais de Ângela estão separados. O pai vive no Alentejo,
onde nasceu. Ela morava com a mãe e a irmã mais nova nos
arredores de Utrecht, na Holanda, para onde o casal tinha
emigrado há largos anos. "No fim de semana em que fugiu a
mãe tinha ido à Bélgica. Ela ficou em casa sozinha, o que era
absolutamente normal. Ninguém suspeitou de nada.
Porventura já estava tudo combinado há muito tempo.
Já lá falou com a mãe pela internet a contar o que tinha feito.
Que nojo. Nem sei com quem casou, não sei nada".
onde nasceu. Ela morava com a mãe e a irmã mais nova nos
arredores de Utrecht, na Holanda, para onde o casal tinha
emigrado há largos anos. "No fim de semana em que fugiu a
mãe tinha ido à Bélgica. Ela ficou em casa sozinha, o que era
absolutamente normal. Ninguém suspeitou de nada.
Porventura já estava tudo combinado há muito tempo.
Já lá falou com a mãe pela internet a contar o que tinha feito.
Que nojo. Nem sei com quem casou, não sei nada".
O Facebook volta a dar uma ajuda ao pai de Ângela.
Como a maioria dos mujahedin, Abdu também tem uma
página pessoal onde promove a guerra santa. Aparece de
cara descoberta, sorridente, com várias armas, a bandeira
preta e branca do Exército Islâmico a surgir em quase todas
as fotografias. "A Guerra Santa é a única solução para a
Humanidade", escreve.
Como a maioria dos mujahedin, Abdu também tem uma
página pessoal onde promove a guerra santa. Aparece de
cara descoberta, sorridente, com várias armas, a bandeira
preta e branca do Exército Islâmico a surgir em quase todas
as fotografias. "A Guerra Santa é a única solução para a
Humanidade", escreve.
O que falta no seu perfil online consta seguramente dos
registos dos serviços secretos portugueses e internacionais:
Fábio é um dos dez radicais islâmicos portugueses
monitorizados por suspeita de atividade terrorista, e um
dos mais ativos, na rede e na guerra. A família tem raízes
em Benguela (Angola), mas ele nasceu e cresceu nos
subúrbios de Lisboa, onde a mãe ainda vive. Apaixonado
por futebol, emigrou para os arredores de Londres,
converteu-se ao islamismo e desde outubro de 2013 que
combate na Síria contra o regime de Bashar al-Assad.
registos dos serviços secretos portugueses e internacionais:
Fábio é um dos dez radicais islâmicos portugueses
monitorizados por suspeita de atividade terrorista, e um
dos mais ativos, na rede e na guerra. A família tem raízes
em Benguela (Angola), mas ele nasceu e cresceu nos
subúrbios de Lisboa, onde a mãe ainda vive. Apaixonado
por futebol, emigrou para os arredores de Londres,
converteu-se ao islamismo e desde outubro de 2013 que
combate na Síria contra o regime de Bashar al-Assad.
A história de Ângela é contada pelo pai (a mãe não quis falar).
"Tornou-se muçulmana radical há cerca de um ano,
foi tudo extremamente rápido. Por isso é que fiquei
surpreendido, não consigo entender". Nasceu na Holanda,
numa família de tradição católica mas não praticante.
Só por azar não foi batizada: uma tia, destinada para
madrinha, morreu no ano em que estava agendada a
cerimónia. Foi adiada para nunca mais. "Era uma miúda
liberal em todos os sentidos: fumava, gostava de se divertir,
de beber uma cerveja ou duas ou três. Era sociável, não
tinha nada a ver com burqas, com os fatos dessas loucas.
De um momento para o outro começou com estas ideias".
"Tornou-se muçulmana radical há cerca de um ano,
foi tudo extremamente rápido. Por isso é que fiquei
surpreendido, não consigo entender". Nasceu na Holanda,
numa família de tradição católica mas não praticante.
Só por azar não foi batizada: uma tia, destinada para
madrinha, morreu no ano em que estava agendada a
cerimónia. Foi adiada para nunca mais. "Era uma miúda
liberal em todos os sentidos: fumava, gostava de se divertir,
de beber uma cerveja ou duas ou três. Era sociável, não
tinha nada a ver com burqas, com os fatos dessas loucas.
De um momento para o outro começou com estas ideias".
Pai proibiu burqa no Alentejo
Pai e mãe conversaram então sobre o assunto.
Concluíram que "era só para chamar a atenção. Andar de
cara e corpo cobertos num meio pequeno como aquele onde
ela vivia punha toda a gente a falar". Ângela vinha todos os
anos a Portugal passar férias. Em 2013 fez a viagem pela
última vez: "Já havia essa questão do islamismo, já não
comia carne de porco, queria respeitar o Ramadão", conta
o pai. "Este ano veio a mãe e a irmã e ela ficou na Holanda.
Proibi-a de usar burqa aqui. 'Vens a Portugal mas a burqa
não metes', disse-lhe. Ela não viajou".
Concluíram que "era só para chamar a atenção. Andar de
cara e corpo cobertos num meio pequeno como aquele onde
ela vivia punha toda a gente a falar". Ângela vinha todos os
anos a Portugal passar férias. Em 2013 fez a viagem pela
última vez: "Já havia essa questão do islamismo, já não
comia carne de porco, queria respeitar o Ramadão", conta
o pai. "Este ano veio a mãe e a irmã e ela ficou na Holanda.
Proibi-a de usar burqa aqui. 'Vens a Portugal mas a burqa
não metes', disse-lhe. Ela não viajou".
Ângela estava desempregada. "Não quis estudar. A mãe
tentou tudo, escolas especiais mas nunca chegou a bom
porto. Ela só queria computador, computador, computador".
No computador era Umm, fundadora e administradora do
grupo Islão no Coração (assim mesmo em português -
entretanto desativado), defensora acérrima da guerra santa
na Síria e no Iraque e frequentadora de vários grupos radicais islâmicos
holandeses e ingleses. Por tudo isto começou então a ser monitorizada
pela secreta portuguesa. Identificava-se como alentejana, e foi assim que,
em maio, o Expresso a descobriu na rede e falou com ela.
tentou tudo, escolas especiais mas nunca chegou a bom
porto. Ela só queria computador, computador, computador".
No computador era Umm, fundadora e administradora do
grupo Islão no Coração (assim mesmo em português -
entretanto desativado), defensora acérrima da guerra santa
na Síria e no Iraque e frequentadora de vários grupos radicais islâmicos
holandeses e ingleses. Por tudo isto começou então a ser monitorizada
pela secreta portuguesa. Identificava-se como alentejana, e foi assim que,
em maio, o Expresso a descobriu na rede e falou com ela.
"Os jihadistas estão na Síria e no Iraque para que o regime
não mate todo um povo. A Jihad é uma coisa boa, não é má
como dizem na televisão", justificou por telefone. Revelou que gostaria
também ela de ir para Síria - "tenho lá uns dez, quinze amigos,
e também amigas holandesas. Os meus pais estão assustados com essa
possibilidade. É normal, sou a única muçulmana da família,
mas já lhes expliquei que não vou, não posso ir, só se
tivesse marido. A minha jihad é na internet. Tenho de cuidar
da minha mãe, que esteve muito doente, e da minha irmã
mais nova. Se partisse agora iria contra as regras do Islão",
explicou Umm.
não mate todo um povo. A Jihad é uma coisa boa, não é má
como dizem na televisão", justificou por telefone. Revelou que gostaria
também ela de ir para Síria - "tenho lá uns dez, quinze amigos,
e também amigas holandesas. Os meus pais estão assustados com essa
possibilidade. É normal, sou a única muçulmana da família,
mas já lhes expliquei que não vou, não posso ir, só se
tivesse marido. A minha jihad é na internet. Tenho de cuidar
da minha mãe, que esteve muito doente, e da minha irmã
mais nova. Se partisse agora iria contra as regras do Islão",
explicou Umm.
O impedimento terminou três meses depois. A decisão foi
comunicada já em solo sírio, num cibercafé. "Alhamdoulilah,
cheguei em segurança ao Sham [grande Síria]. Irmãs, não
hesitem. Sinto-me tão bem, como se tivesse sempre vivido
aqui, sinto-me em casa. Insha'Allah, Alá irá reunir-nos a
todos em breve!".
comunicada já em solo sírio, num cibercafé. "Alhamdoulilah,
cheguei em segurança ao Sham [grande Síria]. Irmãs, não
hesitem. Sinto-me tão bem, como se tivesse sempre vivido
aqui, sinto-me em casa. Insha'Allah, Alá irá reunir-nos a
todos em breve!".
O pai leu todos os posts das páginas de Ângela e de Fábio
à procura de informações e explicações. Em nenhum lado se
lê como a filha chegou ali, mas a pausa declarada por Abdu
no início do mês - "há 30 dias sob disfarce, a frente de guerra
espera por mim" - poderá indicar que o jihadista português foi
buscar a noiva algures no caminho que a levou da Holanda à
Turquia e depois à Síria.
à procura de informações e explicações. Em nenhum lado se
lê como a filha chegou ali, mas a pausa declarada por Abdu
no início do mês - "há 30 dias sob disfarce, a frente de guerra
espera por mim" - poderá indicar que o jihadista português foi
buscar a noiva algures no caminho que a levou da Holanda à
Turquia e depois à Síria.
"Sinto-me acabado, infeliz, atraiçoado, sinto-me perdido.
Se pudesse ir buscá-la ia já, mas é impossível, ela já tem
19 anos, fez este mês. Vou fazer tudo para conseguir
trazê-la de volta à Holanda ou a Portugal. Mas conhecendo-a
como conheço não vai querer regressar". As mensagens com
que Umm alimenta o novo perfil no Facebook indiciam isso
mesmo - "Antes chamava alegria a momentos temporários
de felicidade. Só agora que vim para um estado islâmico
percebi que todos os ingredientes da felicidade estão aqui,
pois estou no paraíso".
Se pudesse ir buscá-la ia já, mas é impossível, ela já tem
19 anos, fez este mês. Vou fazer tudo para conseguir
trazê-la de volta à Holanda ou a Portugal. Mas conhecendo-a
como conheço não vai querer regressar". As mensagens com
que Umm alimenta o novo perfil no Facebook indiciam isso
mesmo - "Antes chamava alegria a momentos temporários
de felicidade. Só agora que vim para um estado islâmico
percebi que todos os ingredientes da felicidade estão aqui,
pois estou no paraíso".
Ângela e Fábio moram numa zona residencial, juntamente
com vários casais ocidentais, da Holanda, Inglaterra e
Alemanha. "Todos aqui vivem sob o estado islâmico, sob as
regras do Alcorão e da Sunnah", escreve Umm. As mulheres
têm de usar o niqab e só saem de casa com a permissão do
marido. "É para nossa segurança. Os homens sabem a que
horas os aviões vêm e quando podem cair bombas. Nesses
dias é melhor ficar em casa", explica a uma amiga que vive
na Holanda e que lhe pergunta sobre as restrições impostas
às mulheres.
com vários casais ocidentais, da Holanda, Inglaterra e
Alemanha. "Todos aqui vivem sob o estado islâmico, sob as
regras do Alcorão e da Sunnah", escreve Umm. As mulheres
têm de usar o niqab e só saem de casa com a permissão do
marido. "É para nossa segurança. Os homens sabem a que
horas os aviões vêm e quando podem cair bombas. Nesses
dias é melhor ficar em casa", explica a uma amiga que vive
na Holanda e que lhe pergunta sobre as restrições impostas
às mulheres.
De dia, a portuguesa vai às compras no centro da cidade
"com as irmãs", ao mercado buscar "coisas saborosas", há
crianças a brincar, as ruas estão cheias de pessoas e carros,
relata. As fotografias que publica mostram edifícios pintados
a preto e branco (as cores do EI) e os produtos que lhes
enchem a despensa: muita comida empacotada, batatas
fritas, molho satay, frango e arroz, a Pepsi e a Nutella que
ela não dispensa ao pequeno-almoço.
"com as irmãs", ao mercado buscar "coisas saborosas", há
crianças a brincar, as ruas estão cheias de pessoas e carros,
relata. As fotografias que publica mostram edifícios pintados
a preto e branco (as cores do EI) e os produtos que lhes
enchem a despensa: muita comida empacotada, batatas
fritas, molho satay, frango e arroz, a Pepsi e a Nutella que
ela não dispensa ao pequeno-almoço.
"Os media criam a ideia de que se vive no meio de uma
guerra, mas não é tão inseguro como dizem. É verdade que
às vezes cai uma bomba, mas não se sente medo. E se a
bomba tiver escrito o nosso nome, tornamo-nos mártires,
Insha'Allah". Numa das últimas fotos que colocou no
Facebook mostra o interior da sua mala de mão: "Sempre
me perguntei o que uma mulher tem dentro da bolsa: bem,
tenho uma [pistola de] 9 mm", graceja.
guerra, mas não é tão inseguro como dizem. É verdade que
às vezes cai uma bomba, mas não se sente medo. E se a
bomba tiver escrito o nosso nome, tornamo-nos mártires,
Insha'Allah". Numa das últimas fotos que colocou no
Facebook mostra o interior da sua mala de mão: "Sempre
me perguntei o que uma mulher tem dentro da bolsa: bem,
tenho uma [pistola de] 9 mm", graceja.
O pai de Ângela recorda as últimas conversas com a filha,
diálogos meio crispados, opostos. "Às vezes ficava mesmo
revoltado. Sabendo o que se está a passar na Síria, o
genocídio praticado por esses radicais que querem acabar
com os cristãos, os vídeos que vi no YouTube a matarem
pessoas, a queimá-las vivas, e ela a defender tudo, a
justificar".
diálogos meio crispados, opostos. "Às vezes ficava mesmo
revoltado. Sabendo o que se está a passar na Síria, o
genocídio praticado por esses radicais que querem acabar
com os cristãos, os vídeos que vi no YouTube a matarem
pessoas, a queimá-las vivas, e ela a defender tudo, a
justificar".
O radicalismo de Umm mantém-se. No dia 22, publicou nas
redes sociais a fotografia tirada antes da decapitação do
repórter James Foley, e escreveu: "Para aqueles que dizem
que era um jornalista, supostamente inofensivo, ele não era
mais do que um soldado americano que mata o nosso povo.
Quantas pessoas foram mortas por este tipo de palavras?
São mortes inúteis? Uma morte americana fica muitos
milhares atrás de quanto eles nos têm matado". Noutro post
comenta os placards publicitários, que ali enaltecem a luta do
Estado Islâmico: "Quem vai ganhar? Os nossos outdoors ou
aquelas mulheres seminuas a vender desodorizantes?"
redes sociais a fotografia tirada antes da decapitação do
repórter James Foley, e escreveu: "Para aqueles que dizem
que era um jornalista, supostamente inofensivo, ele não era
mais do que um soldado americano que mata o nosso povo.
Quantas pessoas foram mortas por este tipo de palavras?
São mortes inúteis? Uma morte americana fica muitos
milhares atrás de quanto eles nos têm matado". Noutro post
comenta os placards publicitários, que ali enaltecem a luta do
Estado Islâmico: "Quem vai ganhar? Os nossos outdoors ou
aquelas mulheres seminuas a vender desodorizantes?"
Quatro portugueses no EI
Ângela comenta a Jihad nas redes sociais, Fábio vai para a
frente de combate. Fonte ligada aos serviços de informação
portugueses coloca-o na brigada Kataub al Muhajireen do EI,
constituída apenas por combatentes de países ocidentais,
como a Grã-Bretanha, Alemanha, França ou Dinamarca. Ao
seu lado há pelo menos mais três portugueses: dois irmãos,
de 26 e 30 anos, que como Fábio, cresceram na linha de
Sintra; e um jovem de Quarteira, de 28 anos. São amigos no
Facebook e irmãos de armas na frente de guerra. Os quatro
converteram-se ao islamismo quando estavam emigrados
nos arredores de Londres e daí partiram para a Síria.
O algarvio terá sido ferido com gravidade nas pernas há
alguns meses e ainda não regressou ao combate. Os
restantes mantêm-se ativos.
frente de combate. Fonte ligada aos serviços de informação
portugueses coloca-o na brigada Kataub al Muhajireen do EI,
constituída apenas por combatentes de países ocidentais,
como a Grã-Bretanha, Alemanha, França ou Dinamarca. Ao
seu lado há pelo menos mais três portugueses: dois irmãos,
de 26 e 30 anos, que como Fábio, cresceram na linha de
Sintra; e um jovem de Quarteira, de 28 anos. São amigos no
Facebook e irmãos de armas na frente de guerra. Os quatro
converteram-se ao islamismo quando estavam emigrados
nos arredores de Londres e daí partiram para a Síria.
O algarvio terá sido ferido com gravidade nas pernas há
alguns meses e ainda não regressou ao combate. Os
restantes mantêm-se ativos.
O Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP)
confirmou em abril ao Expresso que se encontram
"referenciados alguns cidadãos nacionais que integram
esses grupos de combatentes", sendo que alguns "detinham
um estatuto de residência temporária em outros países
europeus, embora apresentem conexões sociais e familiares
ao território nacional". O recrutamento é feito "através da
Internet" e de "estruturas logísticas formais e informais que
atuam à escala regional e global", adiantou a secreta.
confirmou em abril ao Expresso que se encontram
"referenciados alguns cidadãos nacionais que integram
esses grupos de combatentes", sendo que alguns "detinham
um estatuto de residência temporária em outros países
europeus, embora apresentem conexões sociais e familiares
ao território nacional". O recrutamento é feito "através da
Internet" e de "estruturas logísticas formais e informais que
atuam à escala regional e global", adiantou a secreta.
Na semana passada, os Estados Unidos consideraram que o
Estado Islâmico representa uma ameaça terrorista "para lá"
de qualquer outra conhecida até hoje, "junta ideologia, uma
estratégia sofisticada, habilidade militar e tática e está
tremendamente bem financiado. É preciso estar preparados
para tudo". No Facebook, Ângela usa outras palavras para
descrever a luta jihadista na Síria, mas o sentido é o mesmo:
"Quando olhamos para o cano de uma arma vemos
o paraíso, quando um avião sobrevoa as nossas casas
estamos prontos para receber a bomba, quando um pai cai
mártir o filho está pronto para substituí-lo. Faremos tudo para
manter e expandir o nosso estado islâmico. Como se pode
ganhar a um povo que não teme a morte?"
Estado Islâmico representa uma ameaça terrorista "para lá"
de qualquer outra conhecida até hoje, "junta ideologia, uma
estratégia sofisticada, habilidade militar e tática e está
tremendamente bem financiado. É preciso estar preparados
para tudo". No Facebook, Ângela usa outras palavras para
descrever a luta jihadista na Síria, mas o sentido é o mesmo:
"Quando olhamos para o cano de uma arma vemos
o paraíso, quando um avião sobrevoa as nossas casas
estamos prontos para receber a bomba, quando um pai cai
mártir o filho está pronto para substituí-lo. Faremos tudo para
manter e expandir o nosso estado islâmico. Como se pode
ganhar a um povo que não teme a morte?"
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/a-noiva-portuguesa-da-jihad=f888068#ixzz3Ccp6KlVc
1 comentário:
deixou a religião católica para se dedicar a uma outra
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