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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

REGALIAS - DEPUTADOS




  • via mail:
    > Para lêr até ao fim!!!
    >
    >
    >
    > Assunto: DEPUTADOS
    >
    >
    > Pela inteligência com o que tema é posto, é de leitura muito
    > conveniente, principalmente para aqueles que se deixam influenciar,
    > sem pensar, pela demagogia populista e conservadora que habitualmente
    > encontramos nos textos que por aqui (e não só...) circulam e que não
    > são nada inocentes...
    >
    > Abraços e boas férias (para quem ainda as tiver)!
    >
    >
    >
    >
    > VALE A PENA LER!
    >
    > A chegar à caixa de correio eletrónico de muita gente circulam umas
    > mensagens, incluindo uma petição do mesmo teor, propondo-se acabar com
    > as regalias dos deputados em nome da justiça social.
    > Que há regalias dos deputados que deveriam pura e simplesmente acabar
    > (como as pensões vitalícias de que Ângelo Correia e Dias Loureiro,
    > apesar do muito que já ganham, não pretendem abrir mão), estamos todos
    > de acordo.
    >
    > Que ganham demais, tendo em conta a média nacional (cerca de 3.000
    > euros líquidos na Assembleia da República e um pouco menos na
    > Assembleia Legislativa da RAA), também é verdade. Mas já tenho sérias
    > dúvidas que procurar mobilizar prioritariamente os cidadãos para
    > acabar com as regalias dos deputados constitua a melhor forma de repor
    > a justiça social.
    >
    > Por melhores que sejam as intenções, o abuso de simplismo utilizado na
    > linguagem e nos objectivos destas mensagens, visando “orientar” o
    > descontentamento que alastra, resulta num autêntico tiro pela culatra…
    > Só António Mexia (EDP), com os seus 258.333 euros/mês, ganha quase o
    > dobro do que ganham por mês TODOS OS 57 DEPUTADOS da Assembleia
    > Legislativa da RAA. E se somarmos ao vencimento principal deste
    > senhor, os vencimentos principais de Zeinel Bava, da PT (208.333
    > euros/Mês), de Paulo Azevedo, da SONAE (100.830 euros/mês), de Ricardo
    > Salgado, do BES (100.000 euros/mês), de Alexandre Santos, do Pingo
    > Doce (94.166,67 euros/mês) e de Eduardo Catroga, da EDP (45.000
    > euros/mês, mais os cerca de 9.000 que recebe de pensão vitalícia da
    > A.da República), teremos que estas 6 PESSOAS ganham juntas um
    > rendimento principal de cerca de 790.000 euros/mês, ou seja, mais do
    > que ganham juntos TODOS OS 230 DEPUTADOS da Assembleia da República! A
    > estes rendimentos juntar-se-ão aqueles que provavelmente a maioria, ou
    > outra meia dúzia como estes, aufere por ter simplesmente o nome como
    > membro do Conselho de Administração ou como gestor em outras 5 a 15
    > empresas ou instituições, de acordo com estatísticas recentemente
    > divulgadas…
    >
    >
    > Quanto mais não fosse, só esta razão bastaria para pôr legitimamente
    > em causa a pontaria dos mensageiros que veem no fim das regalias dos
    > deputados a grande bandeira de luta pela justiça social!
    > Mas seria preciso ir mais longe. Tal como os partidos, e ao contrário
    > da ideia simplista veiculada nas mensagens referidas, os deputados não
    > são todos iguais e resultam da reconversão representativa dos votos
    > dos eleitores em diferentes forças políticas. Sem
    > representantes/deputados (bons ou maus…) das diferentes opiniões e
    > interesses do país e da região, não há regime democrático.
    > E se há uns que pouco mais fazem que votar ou usam o parlamento para
    > tratar de negócios particulares, de mãos dadas com a corrupção, outros
    > há que, pela sua dedicação e seriedade, não prescindem do parlamento e
    > dos poderes legislativos deste como legítima arma de luta pelos
    > interesses do povo, do país ou da região. Há os que prescindem de
    > regalias e até votam contra elas. E também aqueles que quando se
    > candidatam se comprometem por escrito a não serem beneficiados pelo
    > exercício do cargo, em caso de eleição…
    > Ser-se deputado das forças políticas actualmente maioritárias,
    > transformou-se, para muitos, numa oportunidade de negócio ou numa
    > carreira onde as ideias mudam como o vento e se servem múltiplos
    > interesses particulares.
    > Ser-se deputado de outras forças é uma honra e um compromisso político
    > de serviço à comunidade onde se inserem.
    > Se o deputado não presta, seria conveniente dar maior atenção à origem
    > partidária dos votos que o geraram e simplesmente assumir uma escolha
    > eleitoral diferente, em lugar de se abster, lamentando que nenhum
    > presta...

    João Varzielas - facebook

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