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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

TUDO A SACUDIR A ÁGUA DO CAPOTE - Banco de Portugal nega ter dado indicações a Passos Coelho para afastar Salgado

Banco de Portugal nega ter dado indicações a Passos Coelho para afastar Salgado
"O Banco de Portugal nega que, nos contactos com o primeiro-ministro, tenha existido qualquer tipo de indicações ou considerações sobre a composição dos órgãos dirigentes do Grupo Espírito Santo", escreve o regulador.
Carlos Costa recusa a ideia de que, nas reuniões que teve com Pedro Passos Coelho, possa ter dado indicações para que Ricardo Salgado fosse afastado da cúpula do Grupo Espírito Santo, indica o regulador num comunicado de um parágrafo enviado esta quarta-feira, 10 de Setembro.

"O Banco de Portugal nega que, nos contactos com o primeiro-ministro, tenha existido qualquer tipo de indicações ou considerações sobre a composição dos órgãos dirigentes do Grupo Espírito Santo", indica o responsável pela supervisão e regulação do sector financeiro português.

Esta nota é um "esclarecimento" por parte do Banco de Portugal depois de o jornal Público ter escrito que Passos esteve reunido com o governador do Banco de Portugal Carlos Costa ainda em 2013, recebendo a mensagem de que Salgado deveria sair do BES. Segundo o artigo, Carlos Costa ter-se-á encontrando em São Bento com o primeiro-ministro, dando-lhe a indicação de que os problemas do grupo só seriam resolvidos com o afastamento de Ricardo Salgado.

Uma mensagem que terá sido, diz a publicação, transmitida pelo líder do Executivo ao órgão da cúpula do Grupo Espírito Santo, na altura o principal accionista do BES, o conselho superior do GES. Aliás, por esta altura, José Maria Ricciardi perfilou-se como candidato à liderança do banco, embora tenho saído derrotado do desafio ao primeiro.

Tal como Carlos Costa, Pedro Passos Coelho também já veio a público desmentir esta informação. "O gabinete do primeiro-ministro nega categoricamente que o Chefe do Governo tenha dado qualquer tipo de indicação ou orientação, de forma directa, através do Banco de Portugal ou por outra via, sobre a composição da equipa dirigente do Grupo Espírito Santo", indica o próprio gabinete de Passos Coelho num e-mail enviado às redacções.

Ricardo Salgado saiu do BES apenas em Julho de 2014, depois de um compromisso assumido com Carlos Costa. Passos Coelho diz nunca ter tido qualquer influência nesse processo nem em nenhum outro que envolve a actividade do grupo.

Apesar destes desmentidos, o jornal Público mantém a sua notícia. Diz que Passos Coelho enviou uma mensagem informal ao conselho superior do GES. Um envio a um membro do Grupo Espírito Santo, que terá ocorrido no final de Outubro de 2013, e que não foi feito nem de forma directa nem através do Banco de Portugal.

(Notícia actualizada às 18h12 com posição do jornal Público a reafirmar notícia)

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