Entre muitos festivais que existem pelo mundo, existe um diferente de tudo e de todos o: Burning Man. O festival é considerado atualmente o maior evento de contracultura do mundo e acontece anualmente, durante a semana do feriado do Dia do Trabalho americano, durante oito dias, em uma cidade temporária chamada Black Rock City, que por sua vez, é construída todos os anos para abrigar o evento no meio doDeserto de Nevada nos Estados Unidos.
O evento, considerado o Woodstock pós-moderno, foi criado por Larry Harvey, hoje com 65 anos, que no ano de 1986 passava por um momento de transformação em sua vida e, para marca a fase, resolveu junto com um amigo queimar um boneco de madeira em uma praia da Califórnia. Na ocasião ele reuniu cerca de 20 pessoas em volta do boneco que media apenas 2,5 metrôs. Depois de quatro anos no local, com cada vez mais participantes o evento foi vetado por falta de licença. O Burning Man precisava de um novo espaço. O lugar escolhido foi Black Rock, onde acontece até hoje.
Os participantes do Burning Man compartilham os ideais de: autoconhecimento, liberdade de expressão e amor ao próximo, o que fica muito claro durante todos os dias em que o festival acontece, é mais do que tradição as pessoas circularem nuas ou extremamente fantasiadas por todo o evento, sem qualquer tipo de julgamento. No Burning Man todos são livres, iguais e se respeitam. Porém, é claro que existem , alguns limites. O principal deles é o uso de drogas, oficialmente proibidas, embora muitos o façam. Mas como já foi dito por um dos participantes do evento à uma repórter da revista Marie Claire: “o que se vê por lá é tão surreal, que a droga pode até atrapalhar a sua viagem”.
Quem tem vontade de conhecer o festival, vale ressaltar que é necessário passar por alguns perrengues como: temperatura média é de 40ºC e banho coletivo ( para mim a pior parte!), saber que “você é o único responsável pela sua própria sobrevivência, segurança e conforto” conforme diz no manual que é entregue logo que os público chega ao evento. Outra coisa, no Burning Man dinheiro não é permitido, a “moeda” de troca é a doação, principalmente de mão de obra, também não é possível comprar água e comida, cada um leva a sua , em boa quantidade, pois só de líquido a organização aconselha que cada um consuma em média cinco litros por dia. E o mais importante, para participar do Burning Man é necessário estar aberto a conviver com o diferente e livre de preconceitos.
Até hoje a maioria das pessoas tentam entender o que exatamente é o Burning Man, mas é mais fácil fazer o inverso, entender o que ele não é. O evento não é mostra de arte, apesar de reunir grandes obras criadas ali mesmo, não é uma grande festa de Carnaval, por mais que a grande maioria dos participantes circule fantasiado, e também não é um festival de música, mesmo que tenha shows dos mais variados estilos. Tudo isso acontece simultaneamente e tem um objetivo: servir como um rito de passagem na vida das pessoas.
A proposta do festival é que é que o participante se reinvente durante os oito dias e leve algo dessa experiência para o cotidiano. Para isso, expressar-se das formas mais mirabolantes é uma ideia levada muito a sério pelos participantes, lá é possível encontrar idosos dançando tango em palcos suspensos, crianças correndo atrás de carros alegóricos e até uma casa ambulante com lindas mulheres de lingerie, além de pequenos rituais.
A celebração termina com a queima do boneco de madeira, hoje com 40 metrôs de altura e que dá nome ao evento. A “cremação” do boneco é atualmente assistida por cerca de 60 mil pessoas, que é o público presente no evento. Como a cidade é temporária, após o evento, tudo desaparece, sem deixar rastro, pelo menos na areia do deserto, pois nos participantes, com certeza deixa muitas lembranças.
Confiram algumas imagens absurdas, tiradas pelo fotografo Trey Ratcliff, do Burming Man que traduzem perfeitamente o espirito do evento:
Durante a luz do dia….
Durante a noite…
Algumas das “figuras” que circulam pelo Burning Man
Momento fofura com os “Burning Babys”
(alguém para o mundo, porque eu pre-ci-so de um bebê unicórnio, tipo agora!)
Por fim… o “Burning Man”
decracha.com.br
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