Estados Unidos juntam-se à campanha contra a independência da Escócia
Várias figuras ligadas ao mundo da política, da economia e da finança nos Estados Unidos quebraram o silêncio para se manifestar a favor da preservação do Reino Unido.
A vitória do "sim" no referendo sobre a independência da Escócia seria um "erro" para o futuro da economia da região mas também um "desastre geopolítico" para o Ocidente.
O texto de alerta, subscrito por figuras ligadas ao mundo da política, da economia e da finança nos Estados Unidos, vem publicado na edição desta terça-feira do Financial Times.
Alan Greenspan, antigo presidente da Reserva Federal norte-americana, avisa que as consequências económicas de uma eventual independência seriam "surpreendentemente negativas para a Escócia, e muito piores do que o partido nacionalista antecipa".
Robert Zoelick, antigo presidente do Banco Mundial, descendente de emigrantes escoceses, fala mesmo em "desastre" para o mundo ocidental. "Seria ter uma Grã-Bretanha diminuída e isso seria uma tragédia para o Ocidente, numa altura em que os Estados Unidos precisam de parceiros fortes". "Como muitos americanos, e dado que o meu nome é Robert Bruce, tenho grande admiração pelos escoceses, pela sua herança, e pelo papel que desempenharam na história dos Estados Unidos e do mundo". Mas uma ruptura do Reino Unido "suspeito fortemente de que não seria vantajoso sequer para os escoceses".
"Temos todo o interesse em que o Reino Unido se mantenha forte, robusto e unido", disse, por seu turno, Josh Earnest porta-voz da Casa Branca.
O FT cita ainda um alto funcionário da Administração de Barack Obama, segundo o qual o "pior pesadelo" para os Estados Unidos passa pela "independência da Escócia seguida de uma saída de Londres da União Europeia".
Os escoceses vão decidir nesta quinta-feira, 18 de Setembro, se querem romper com um dos mais longos e bem-sucedidos casamentos da História e ressurgir como país independente, após três séculos de união com Inglaterra e País de Gales.
As sondagens deixam tudo em aberto, e as consequências de um "sim" podem ser tremendas. O Reino Unido enfrenta o risco de se converter na primeira potência mundial amputada do século XXI, e o precedente escocês pode mudar a geografia noutras partes da Europa. Ainda hoje, os líderes políticos da Catalunha voltaram apelaram no parlamento regional ao consenso e à união a favor da realização da consulta sobre o futuro da região, em 9 de novembro.
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