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domingo, 14 de setembro de 2014

BREVE ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA DE CAVACO

BREVE ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA DE CAVACO

Cavaco Silva afirmou em Julho que o Banco Espírito Santo estava estável, não sendo permeável aos problemas do Grupo Espirito Santo. Os pequenos investidores da Bolsa, os mais ingénuos, viram nessas declarações do Presidente da República um sinal de confiança e sugestão para comprarem acções. Algum poucos dias depois, assistiu-se á derrocada do Banco e à decisão de recapitalização do mesmo. E o dinheiro investido volatilizou-se.

 Cavaco afirmou há dias que só pode saber o que se passa ou passou verdadeiramente no Banco Espirito Santo depois de ser informado pelo governo ou pelas entidades oficiais de fiscalização. Os pequenos investidores da Bolsa, os mais ingénuos, perceberam que a palavra (e já não falo da acção) do PR não vale de nada. Temos um Presidente cego e surdo para os reais problemas do País. O mundo gira e o Presidente disso não se dá conta. Os portugueses empobrecem e o Presidente não sabe. Os Portugueses, os mais ingénuos ou menos perspicazes, votaram num Presidente incapaz, frágil, enredado numa teia de mentiras ou suspeições, verbo de encher de políticos que dele se servem ou com ele pactuam.

 O jornal i informa-nos da proximidade histórica evidente de Cavaco e da Família Espirito Santo. O banqueiro Ricardo Salgado foi aluno de Cavaco no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras na década de 60. Em 1989 foi noticiado um encontro histórico entre os dois (mais Manuel Ricardo Espirito santo) na Cimeira de Davos, na Suíça, em que se apontou para a privatização do BESCL e a intenção da Família em reaver o poder financeiro em Portugal (Banco Espirito Santo e Tranquilidade), aproveitando a politica de Cavaco como Primeiro Ministro. Em 2004 Ricardo Salgado patrocina um jantar da elite PSD (Cavaco, Barroso, Marcelo) para pressionar Cavaco a candidatar-se a Presidente em 2006. A Família Espirito Santo patrocina essa candidatura com donativos que se estimam em 5% do total. O mesmo se passa em 2010 na recandidatura com afirmação pública de apoio por parte do banqueiro, não se sabendo á data qual o valor da doação. No negócio de compra do Pavilhão Atlântico, Luís Montez (genro de Cavaco) foi financiado pelo BES Investimento. 

Daí a pergunta. Cavaco é cego ou não quer ver? 

cris-sheandbobbymcgee.blogspot.pt

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