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domingo, 13 de julho de 2014

Um milhão em greve no serviço público britânico Diante da crise, mais ?austeridade? contra o povo, e avanço da extrema-direita Na passada quinta-feira, 10 de julho, cerca de 1 milhão de funcionários públicos paralisaram o trabalho na Inglaterra. Professores, bombeiros, varredores de rua, motoristas, vigias de parques, funcionários administrativos e até funcionários do parlamento de Westminster participaram da paralisação contra as políticas de austeridade do governo britânico.

Um milhão em greve no serviço público britânico
Diante da crise, mais ?austeridade? contra o povo, e avanço da extrema-direita
Na passada quinta-feira, 10 de julho, cerca de 1 milhão de funcionários públicos paralisaram o trabalho na Inglaterra. Professores, bombeiros, varredores de rua, motoristas, vigias de parques, funcionários administrativos e até funcionários do parlamento de Westminster participaram da paralisação contra as políticas de austeridade do governo britânico. Essa foi a maior greve até agora durante o governo do conservador David Cameron, do Partido Conservador (o “Tory”).
O desgaste dos tories é gigantesco. A perspectiva de perder de lavada as eleições de 2015 para os trabalhistas, apesar destes terem enorme repúdio popular desde o governo de Tony Blair, ficou muito evidente após a recente derrota nas eleições distritais que aconteceram recentemente em Eastleigh, um distrito de New Hampshire, onde foram superados não somente pelos liberais-democratas, mas também pelo UKIP, um partido fascista, que se apresenta com um verniz pseudodemocrático, a diferença do BNP (Partido Nacional Britânico) que é abertamente fascista. Nos últimos dois anos, o UKIP ficou em segundo lugar em quatro eleições para a renovação de vagas parlamentares nas câmaras dos comuns, sempre acima dos tories. O UKIP possui três representantes na Câmara dos Lordes, nenhum na Câmara de Deputados (House of Commons) e 24 no Parlamento Europeu.
Mais de cinco milhões de pessoas sobrevivem com menos de um salário mínimo no Reino Unido. Pesquisa indica que 3 entre 4 jovens com idade entre 18 e 21 anos recebem menos que o permitido por lei. O relatório indicou ainda que organização Save The Children (“Salvem as Crianças”) estima que número de famílias cuja renda está abaixo de um salário mínimo atinge cerca de 1,82 milhões, entre 2010 e 2011, e 1,96 milhões em 2012.
A economia do Reino Unido registrou queda no Produto Interno Bruto (PIB). O resultado, referente ao último trimestre de 2012 foi de 0,3%, o que indica que a economia do País está “quase” em recessão de acordo com os parâmetros estabelecidos pelo FMI (Fundo Monetário Internacional). Esta queda vem depois de uma alta de 0,9% no trimestre anterior, referente ao efeito dos jogos olímpicos realizados no começo do segundo semestre no Reino Unido.
A justificativa apresentada pelo Escritório Nacional de Estatísticas (NOS) é de que houve uma queda bastante significativa na indústria extrativa de petróleo no Mar do Norte.
Mas se a média geral do PIB foi de 0,3% no setor industrial a situação é muito pior. A indústria britânica caiu cinco vezes mais que a média, - 1,5% entre outubro e dezembro de 2013. Somente a construção civil teve leve alta de 0,3%, mas foi no setor de produção de petróleo que o baque foi maior.
A perda na produção da indústria extrativa de petróleo foi de 10,2%, este é a maior baixa desde 1997 quando estes relatórios foram feitos.
Os países da zona do euro são os principais compradores dos produtos britânicos, com o avanço da crise nestes países as exportações caíram deixando a economia britânica ainda mais debilitada.
O dado mais relevante é o crescimento britânico em todo o ano de 2013. Não houve crescimento, foi zero o que expõe que a economia do Reino Unido está estagnada.
Nestas condições fica difícil de acreditar no ministro da Economia britânica, George Osborne que disse, "nós podemos fugir destes problemas ou confrontá-los. E estou determinado a confrontá-los, a criar empregos para as pessoas deste país" (BBC, 25/1/2013)
A recessão do Reino Unido não é novidade, é apenas uma continuidade da crise capitalista no País que vem se desenvolvendo desde meados da década de 1970 com a crise do Petróleo. Entre 2008 e 2009, o país ficou nada menos que cinco trimestres, ou 15 meses com o PIB abaixo de zero, o que gerou o aprofundamento da recessão no País.
Os dados só comprovam que o maior mercado financeiro do mundo está em plena bancarrota, sem nenhuma chance de se recuperar.

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