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quinta-feira, 10 de julho de 2014

... No Entanto elas Movem-se. - Os países só existem porque neles existem pessoas. Pessoas que partilham um território comum, têm laços comuns, línguas comuns, tradições e crenças comuns, culturas comuns e sobretudo possuem uma firme convicção comum quanto aos objectivos de sociedade.





Os países só existem porque neles existem pessoas. Pessoas que partilham um território comum, têm laços comuns, línguas comuns, tradições e crenças comuns, culturas comuns e sobretudo possuem uma firme convicção comum quanto aos objetivos de sociedade.
Os Governos só existem porque existem países de pessoas e para as pessoas, Governos que, tal como os países, deveriam ser das pessoas e para as pessoas. Deveriam, mas, na sua maior parte, não são; São apenas e tão só para algumas minorias que se acham investidas de um poder divino e por isso pairam acima de tudo e de todos.
 
Vem esta arenga a propósito de uma notícia de ontem que, com exceção da TSF, passou ao lado da comunicação social (porque terá sido?), e que nos dava nota de que, o ainda Vice Presidente da Comissão Europeia e Comissário para os assuntos Económicos e monetários Siim Kallas, tinha arrasado por completo as propostas do Ministro Italiano (encomenda do novo PM Matteo Renzi), que visava flexibilizar as regras do Tratado Orçamental. A “cena” passou-se na reunião do ECOFIN na qual a nossa Miss Swaps terá sido uma das mais radicais defensoras da posição do Comissário contra a proposta Italiana. Já não é de estranhar.
 
O que é de estranhar é que alguns países da Europa que apoiam estas posições inflexíveis e radicais, como Portugal fez, não se deem conta que a terem que cumprir à risca com as regras do tal Tratado Orçamental, se colocam na primeira linha para serem pura e simplesmente chacinados económica e socialmente como aconteceu a Portugal, Grécia e Irlanda. Esta Europa não tem emenda e com esta decisão acaba de acrescentar mais um capítulo ao decreto de sentença de morte para os países "resgatados" e que envia a 2ª fila dos mais frágeis para o cadafalso.
 
Estes idiotas que vivem uma dúzia de camadas sociais acima do Povo, comportam-se assim porque simplesmente ignoram que a Europa são as pessoas e não as brigadas de tecnocratas que vivem principescamente noutra dimensão social e temporal imunes às aflições das pessoas que era pressuposto defenderem. No entanto as pessoas existem e, porque existem, acabarão por mover-se.

pralixados

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