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domingo, 6 de julho de 2014

Jovem palestiniano foi queimado vivo em presumível acto de vingança


Jovem palestiniano foi queimado vivo em presumível acto de vingança


Jovem palestiniano foi queimado vivo em presumível acto de vingança
DR

A autópsia do jovem palestiniano que apareceu morto em Jerusalém na quarta feira mostra uma lesão no crânio e queimaduras em 90 por cento do corpo. A pancada na cabeça, segundo os médicos legistas, não foi fatal, pelo que pode concluir-se que o jovem estava vivo quando o queimaram.

Um declaração do procurador-geral palestiniano Muhammad Abd al-Ghani Uweili citada no diário israelita Haaretz, tornou público o resultado da autópsia realizada no Instituto de Medicina Forense da Universidade de al-Quds.

Segundo o procurador-geral, baseando-se no relatório preliminar da autópsia, o jovem de 16 anos, Muhammad Abu Khdeir, foi queimado vivo.

A agência noticiosa palestiniana corrobora a declaração do procurador-geral, afirmando que o relatório preliminar indica a existência de cinza nos pulmões do jovem. Daí deduz que Muhammad respirava ainda quando foi queimado.

A opinião pública e as autoridades palestinianas têm manifestado a convicção generalizada de que o jovem foi raptado por extremistas judeus, que pretendiam vingar a morte de três colonos de Hebron, desaparecidos em 12 de junho, encontrados nesta semana e sepultados na quarta feira.

A polícia israelita está a investigar também o assassínio do jovem palestiniano, mas continua a afirmar que considera prematura uma conclusão sobre a autoria do crime.

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