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terça-feira, 15 de julho de 2014

IRONIAS DA VIDA Há alguns meses conheci um caso de uma pessoa conhecida que, por causa de uma separação litigiosa, se viu impedido de conseguir pagar um empréstimo à habitação nos moldes em que este fora feito

IRONIAS DA VIDA

Há alguns meses conheci um caso de uma pessoa conhecida que, por causa de uma separação litigiosa, se viu impedido de conseguir pagar um empréstimo à habitação nos moldes em que este fora feito, e que teve de pedir uma renegociação do empréstimo. O banco que fizera o empréstimo era “o verdinho”, e as coisas correram mal, não sendo consentida uma alteração que na realidade permitisse o pagamento do mesmo noutras condições, mais favoráveis e realistas perante a diminuição de rendimentos do devedor.

Pouco tempo depois veio a execução da penhora e o executado ainda ficou com uma dívida 7 ou 8 mil euros, que fizeram com que parte do salário fosse retido para pagamento da dívida, o que acabou por originar uma hecatombe, pois outros compromissos foram afectados e tudo resultou na insolvência dessa pessoa.


O que é irónico é que o banco que esteve na origem do descalabro duma vida, pertencia então a uma família que agora pede protecção contra credores, como se alguma vez tivesse tido alguma preocupação real com a vida e os problemas dos seus clientes. Na realidade eu sei que quando devemos uns milhares de euros o problema é nosso, mas se a dívida for de muitos milhões de euros, então o problema passa a ser dos credores…  


pinderico.blogspot.pt

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