IRONIAS DA VIDA
Há alguns meses conheci um caso de uma pessoa conhecida que, por causa de uma separação litigiosa, se viu impedido de conseguir pagar um empréstimo à habitação nos moldes em que este fora feito, e que teve de pedir uma renegociação do empréstimo. O banco que fizera o empréstimo era “o verdinho”, e as coisas correram mal, não sendo consentida uma alteração que na realidade permitisse o pagamento do mesmo noutras condições, mais favoráveis e realistas perante a diminuição de rendimentos do devedor.
Pouco tempo depois veio a execução da penhora e o executado ainda ficou com uma dívida 7 ou 8 mil euros, que fizeram com que parte do salário fosse retido para pagamento da dívida, o que acabou por originar uma hecatombe, pois outros compromissos foram afectados e tudo resultou na insolvência dessa pessoa.
O que é irónico é que o banco que esteve na origem do descalabro duma vida, pertencia então a uma família que agora pede protecção contra credores, como se alguma vez tivesse tido alguma preocupação real com a vida e os problemas dos seus clientes. Na realidade eu sei que quando devemos uns milhares de euros o problema é nosso, mas se a dívida for de muitos milhões de euros, então o problema passa a ser dos credores…
pinderico.blogspot.pt

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