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sábado, 12 de julho de 2014

FERNANDO ULRICH PRESIDENTE DO BPI Os problemas que vive o Grupo Espírito Santo (GES) são um "abscesso" no percurso que Portugal está a fazer para reconquistar a credibilidade internacional e voltar ao crescimento económico.

FERNANDO ULRICH
PRESIDENTE DO BPI
  

Os problemas que vive o Grupo Espírito Santo (GES) são um "abscesso" no percurso que Portugal está a fazer para reconquistar a credibilidade internacional e voltar ao crescimento económico.

.
"Há a questão da garantia do Estado angolano. Mas só isso não aguenta a credibilidade. Pode segurar durante uma ou duas semanas, mas não mais do que isso. Dizer que o Estado angolano deu uma garantia a 70% da carteira de crédito do BES Angola (no valor de 4,2 mil milhões de euros) é uma foto"
 .
"Depois, é preciso fazer o filme inteiro. É legítimo questionar se algum Estado dá uma garantia de 70% sobre uma carteira de crédito sem pedir nada em troca"
 .
"Já se fala da nacionalização do BES Angola. Se acontecer, o BES perde uma importante fonte de receitas. Os analistas querem saber o que se vai passar"
 .
O segundo ponto é o investimento de 900 milhões de euros feito pela Portugal Telecom (PT) em papel comercial da Rioforte, empresa do GES
 .
"A questão que se coloca é se a PT vai ser paga ou não. Façam as contas e expliquem o que isto pode significar"
 .
"É preciso saber "o que se passa no banco para cima", isto é, nas 'holdings' do GES.
 .
"Tem que haver uma explicação, mas com números, setinhas e gráficos. Dizer que está tudo bem não chega. Quando já se sabe que há um problema e é grande, explique-se"

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