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domingo, 13 de julho de 2014

Deputados israelitas denunciam crimes de guerra e são expulsos do parlamento

Deputados israelitas denunciam crimes de guerra e são expulsos do parlamento

Deputados israelitas denunciam crimes de guerra e são expulsos do parlamento
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Reuters

Três deputados palestinianos israelitas viram silenciados os seus discursos e acabaram por ser expulsos do Knesset (parlamento israelita), aí se registando mesmo cenas de pugilato. Os três acusavam o Exército israelita de cometer crimes de guerra contra os civis da Faixa de Gaza.

Um dos deputados expulsos foi, segundo o diário israelita Jerusalem Post, Ahmed Tibi, do partido UAL-Ta'al. Tibi afirmou que "o IDF [Exército] está a cometer crimes de guerra em Gaza, incluindo o de destruir casas e o de matar famílias inteiras intencionalmente, incluindo crianças inocentes e mulheres".

Também o deputado Ibrahim Sarsour, do mesmo partido, fora silenciado e expulso da sala de plenário por ler em voz alta, no seu tempo de intervenção, uma lista de civis que, explicou, foram "assassinados por soldados do IDF".

Quando Moshe Feiglin, vice-presidente do Knesset e dirigente do partido direitista Likud, chamou a segurança do parlamento para retirar Sarsour da sala, este resistiu e lançou ao vice-presidente: "De qualquer modo, eu não ia querer falar em frente de um nazi-fascista como você".

Mais tarde seguiu-se Ahmed Tibi na tribuna e voltou a ler nomes de vítimas. Foi interrompido por apartes da extrema-direita e respondeu-lhes: "Calem-se enquanto leio nomes de pessoas mortas pelos vossos mísseis! Vocês não têm vergonha? O IDF está a cometer crimes de guerra"

Veio ainda um terceiro deputado, Masoud Gnaim e voltou a acusar o Exército de cometer crimes de guerra, acabando igualmente por ser retirado da sala.

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