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terça-feira, 10 de junho de 2014

HISTÓRIA DA GUERRA COLONIAL 62ª PARTE - HOJE A PUBLICAÇÃO DEDICA-SE EXCLUSIVAMENTE A IMAGENS COM IDENTIFICAÇÃO E PEQUENOS EXCERTOS ALUSIVOS ÁS MESMAS

Acerca de…

Gente que viveu sob dois fogos, dividida entre agradar “a gregos e troianos”.
pordosol2.jpg
…com o esfuziante pôr do sol no rio.
bolanha4.jpg
…pelos caminhos atravessando infindáveis “bolanhas”.
capim2.jpg
…por entre capim verde e alto.
tarrafe2.jpg
…ou no emaranhado e traiçoeiro “tarrafe”.
………………………………………………………………………….
O Autor
henri1965.jpg em 1965.
Foi mais um a chegar… dos muitos atiradores integrado numa Companhia de Caçadores de tropa-macaca mas trazia na bagagem um “kodak” e a cabeça cheia de ideias.
Andava sempre por aí… só desaparecendo às vezes quando o chamavam para dentro do aquartelamento para “fazer os serviços”.
Mas voltava… voltava sempre com a mesma curiosidade de nos conhecer. Por vezes as coisas não lhe corriam bem mas nunca o deixava transparecer… antes aproveitando o que de bom esta terra tinha para lhe oferecer: o pôr do sol esfuziante, não fora a deprimente época das chuvas; o verde das matas e seus sons inesquecíveis, não fora os perigos que escondem; a água quente dos rios, não fora algum dos seus habitantes menos agradáveis; as noites claras de lua cheia e cruzeiro do sul, não fora os indesejáveis mosquitos.
Usou 3 máquinas fotográficas que sucessivamente se foram avariando devido às péssimas condições a que eram sujeitas, tendo “disparado” cerca de 3.000 vezes.



Aldeia (tabanca) I

tabanca01.jpg
Aspecto geral de uma “tabanca”. A enorme árvore ao fundo, a regorgitar de vida proteje esta gente. Entretanto uma criança bem pequena já ajuda a mãe no “pilão”.
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Trabalho com o “pilão”.
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Outro aspecto da vida na “tabanca”.
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Bem cedo já começa o trabalho… com o “pilão”.
tabanca05.jpg
Pormenor onde se vê o espigueiro em primeiro plano. Ao centro, uma cabra faz pela vida e tenta roubar algo que ficou dentro do “pilão”.
tabanca06.jpg
Não há descanso mesmo para os mais pequenos… mais “pilão”. Sapatos? “Cá tem”.
ostras.jpg
As ostras existem em grande abundância nos braços de rio, agarradas ao “tarrafe”. Infelizmente não fazem parte da dieta alimentar mas são usadas como moeda de troca.
(cortesia: http://animals.nationalgeographic.com/)

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Mais duas bajudas pilando ao desafio.
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E as galinhas já estão à espera dos grãos que saltam. Podem estar descansadas… a sua vida irá ser longa pois só irão para a panela em situações muito especiais.
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Uma pausa para dar atenção às crianças. No chão podem ver-se vários utensílios como por exemplo uma pequena vassoura (nome?). A mulher ostenta no braço grandes escarificações que são incisões profundas na pele untadas com negro de fumo e cicatrizadas com cinza e óleo de palma.
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Pendurados alguns rolos de atilhos (nome?).
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A “torpessa”, banco de três pés feito de um bloco.
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Mais um aspecto duma “tabanca” onde se vê a fabricação do óleo de palma vermelho (“den-den”). No chão espalhadas as bagas e no panelão outras já a ferver. A mulher aqui de costas lava o caldeirão.
caju.jpg
Aqui ainda na árvore, estão quatro suculentos e doces frutos do cajueiro vendo-se as castanhas-de-caju (sementes exteriores) que serão comidas depois de torradas. Com alto poder calórico e algumas propriedades químicas, são usados na culinária e noutros preparados.
(cortesia de : http://www.mecol.com.br/)

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Mulher dobrada, na cozinha, prepara talvez a única refeição do dia. Os homens comem sempre separados das mulheres.
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Sentada, esta “bajuda” aguarda calmamente que o seu penteado, que pode demorar horas, esteja acabado.
As mulheres penteiam-se umas às outras. As “bajudas” treinam a pentear os mais pequenos.
(foto gentilmente enviada por: César Dias, ex Furriel Mil. do B.C. 2885, Mansoa 69/71)

tabanca16.jpg
Separando a farinha da casca. No interior desta tabanca não corre uma aragem mas as “sombras” espreitam em redor.
(foto gentilmente enviada por: César Dias, ex Furriel Mil. do B.C. 2885, Mansoa 69/71)

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O ferreiro. Com o pé acciona o fole… com as mãos e muita imaginação transforma tudo o que já foi transformado. Nestas paragens o metal escasseia!
(foto gentilmente enviada por: César Dias, ex Furriel Mil. do B.C. 2885, Mansoa 69/71)

tabanca18.jpg
Contrariamente a todas as outras anteriores, esta é uma imagem de uma tabanca de guerrilheiros, completamente dissimulada na mata. A sua integração com a natureza é total, não se vendo nem do ar nem no chão a escassos metros. Pode ver-se aqui em primeiro plano 4 reservatórios de água para beber e mais atrás um grande baga-baga que pode servir para protecção numa retirada estratégica, o que deve ter acontecido pois ficou esquecida (encostada a uma árvore, à esquerda em primeiro plano) uma catana, utensílio valioso e imprescindível na mata.
(foto gentilmente enviada por: César Dias, ex Furriel Mil. do B.C. 2885, Mansoa 69/71)


Tudo vestido a preceito para um “ronco”. No primeiro plano, este homem exibe as suas duas mulheres.
(foto gentilmente enviada por: Jorge Picado, ex Cap Mil, CCaç 2589 e CCart 2732, 70/72)


Quem não se lembra deles?
O jagudi (necrosyrtes monachus), sempre em bandos, este personagem atrevido estava sempre presente na tabanca à espera das sobras…e não só pois eram grandes larápios.
(foto cortesia de wikimedia.org)


O “homem grande”, de costas, dá as ordens. As mulheres escutam.

Sena do quotidiano. O pilão é bem maior que a “bajuda”. Em primeiro plano à direita, está um recipiente tapado já com o grão moído não vá aparecer algum “curioso” de bico afiado.

Sem fósforos ou isqueiros, o rapaz sentado tenta fazer crescer o fogo que foi iniciado por atrito de dois paus. Uma técnica ancestral aparentemente de fácil execução mas que requer a escolha certa de todos os materiais e muita paciência.

Na nascente as bajudas lavam a loiça feita de cabaças e latas velhas. Tarefa por vezes arriscada devido à distância a que local se situava.

A lenha – único material combustível – era necessário ir apanhar bem longe. Aqui uma bajuda tem a tarefa de a rachar.
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A procura e recolha da lenha – tarefa penosa e com muitos perigos – é também feita pelas mulheres.
(foto gentilmente enviada por Mário Trindade, ex-Operador Cripto, CMI/Cumeré-Guiné 1971/1973)

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Pormenor de um rudimentar mercado.
(foto gentilmente enviada por Mário Trindade, ex-Operador Cripto, CMI/Cumeré-Guiné 1971/1973)

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Coser à máquina é tarefa dos homens.
(foto gentilmente enviada por Mário Trindade, ex-Operador Cripto, CMI/Cumeré-Guiné 1971/1973)

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Tocador de “bombolom” em pleno batuque.
(foto gentilmente enviada por Mário Trindade, ex-Operador Cripto, CMI/Cumeré-Guiné 1971/1973)

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Oficina de sandálias. (fotografado circa 1960)
(adaptação de foto, cortesia do Instituto de Investigação Cientifica Tropical, Arquivo Histórico Ultramarino,http://actd.iict.pt/)

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A gozar a sombra. (fotografado circa 1960)
(adaptação de foto, cortesia do Instituto de Investigação Cientifica Tropical, Arquivo Histórico Ultramarino,http://actd.iict.pt/)

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Venda de cestos. (fotografado circa 1960)
(adaptação de foto, cortesia do Instituto de Investigação Cientifica Tropical, Arquivo Histórico Ultramarino,http://actd.iict.pt/)

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Vista aérea de uma pequena “tabanca”. (fotografado circa 1960)
(adaptação de foto, cortesia do Instituto de Investigação Cientifica Tropical, Arquivo Histórico Ultramarino,http://actd.iict.pt/)




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