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terça-feira, 10 de junho de 2014

Angela Merkel confirma apoio à nomeação de Juncker para a Comissão Europeia "Quero que ele seja o presidente" - A chanceler alemã reafirmou o seu apoio à nomeação de Jean-Claude Juncker como novo presidente da Comissão Europeia, numa mini-cimeira com outros líderes europeus de centro-direita que se opõem totalmente a essa candidatura.

Angela Merkel confirma apoio à nomeação 
de Juncker para a Comissão Europeia 
"Quero que ele seja o presidente" 

 A chanceler alemã reafirmou o seu apoio à nomeação de Jean-Claude Juncker como novo presidente da Comissão Europeia, numa mini-cimeira com outros líderes europeus de centro-direita que se opõem totalmente a essa candidatura. 

O Reino Unido lidera a campanha contra Juncker, tendo mesmo ameaçado sair da União Europeia se o ex-primeiro-ministro do Luxemburgo for escolhido para chefiar o executivo comunitário, temendo que este a encaminhe para uma via mais federalista. “Já disse que Juncker é o meu candidato para a presidência da Comissão, que quero que ele seja o presidente”, disse Merkel numa reunião sobre a economia europeia com os primeiros-ministros britânico, David Cameron, sueco, Fredrik Reinfeldt, e holandês, Mark Rutte. “Mas esse não foi o nosso tema hoje”, acrescentou, na cimeira que está a decorrer em Harpsund, perto de Estocolmo. 


 Cameron declarou que o seu Governo não apoia uma interpretação de novas regras que dê ao Parlamento Europeu um papel mais importante na escolha do presidente da Comissão. “Penso que o Conselho Europeu tem a função – tal como os chefes de Estado e de Governo eleitos – de se unir e recomendar candidatos que sejam capazes de levar a cabo o programa de reformas que é necessário na Europa”, defendeu. 

O primeiro-ministro britânico encabeça o grupo dos partidários de reformas que permitam uma maior autonomia dos Estados-membros da UE antes de um referendo sobre a continuação do Reino Unido na União Europeia, em 2017. Juncker – o candidato do conservador Partido Popular Europeu, do Parlamento Europeu – enfrenta uma forte oposição de muitos Estados-membros que afirmam que a futura direção política europeia será decisiva e estão relutantes em dar ao PE um papel tão importante numa nomeação tão crucial. 

 Um federalista europeu convicto, Juncker, de 59 anos, acredita que a resposta para os problemas da Europa reside numa maior integração dos Estados-membros. Os homólogos sueco e holandês de Cameron concordaram hoje que o Parlamento Europeu não deve ter a principal palavra a dizer na decisão sobre quem substituirá José Manuel Durão Barroso como presidente da Comissão Europeia ainda este ano, e instaram a que fossem considerados novos candidatos. 

“Acordámos que as futuras prioridades políticas da UE devem ser decididas antes de decidirmos nomeações para diversos cargos de topo”, disse Reinfeldt. Além de Juncker, há mais quatro candidatos à presidência da Comissão Europeia apoiados pelos Socialistas, pelos Liberais, pelos Ecologistas e pela Esquerda Radical no Parlamento Europeu. 

 Todos os partidos consideram que, se os líderes da União Europeia nomearem um presidente da Comissão que não coincida com a sua escolha de candidatos, tal será um golpe na credibilidade democrática da UE.


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