Ninguém vai poder ir ao centro de Atenas enquanto Merkel lá estiver
O objectivo é interditar a praça Syntagma: carros, pedestres e principalmente manifestações ficam de fora. A cidade vai ser vigiada por 7 mil polícias e helicópteros, com especial cuidado para o centro, a embaixada alemã e outras instituições germânicas. A primeira visita de Merkel à Grécia desde o início da crise não deverá mudar a postura da Alemanha em relação a Atenas.
Nem
Atenas está habituada a tanto aparato policial. Vão ser destacados entre 6000 e 7000 polícias no centro da cidade - o dobro dos que foram para a última greve geral, no dia 26 de Setembro. O reforço é tal que tiveram de ser chamados polícias de fora de Atenas.
A visita oficial da chanceler alemã a Atenas vai acontecer entre as 12h e as 18h de terça-feira. Nessa altura, quem quiser ir passear ou entrar com o carro na praça Syntagma, a mais central de Atenas e mesmo à frente do Parlamento grego, vai ser parado por um dos 7000 polícias destacados. As estações de metro de Syntagma, Evangelismos, Panapistimio e Omonia não vão funcionar nesse horário.
O objectivo é vedar o centro da cidade a manifestações. Ainda assim, avança o jornal grego Kathimerini, os dois maiores sindicatos gregos, o GSEE e o ADEDY, convocaram uma greve de três horas a partir do meio-dia, para se poderem deslocar em protesto até à praça Syntagma. Segundo fonte citada pela AFP, "as manifestações a tomar lugar na praça Syntagma serão 'provavelmente' deslocadas para zonas próximas". A agência noticiosa francesa refere ainda que, caso seja necessário conter manifestantes, a polícia estará munida com cinco canhões de água.
Fora de Syntagma, embora apenas a 10 minutos de distância a pé, o partido anti-memorando (acordo com a troika) de direita Gregos Independentes apelou à formação de um cordão humano à volta da embaixada alemã.
Segundo a AFP, não era montado um dispositivo de segurança desta dimensão desde 1999, quando o então Presidente norte-americano, Bill Clinton, visitou Atenas. Na altura existia um forte sentimento anti-americano na região dos Balcãs, devido aos bombardeamentos da NATO na Sérvia.
Primeira visita de Merkel à Grécia em crise
A visita de Merkel à Grécia na terça-feira será a primeira em três anos e, por isso, a primeira desde que a Grécia assinou o memorando da troika em 2010. A chanceler alemã visitará o Presidente grego, Karolos Papoulias, às 12h, e o primeiro-ministro, Antonis Samaras, às 14h. Após cada encontro será feita uma conferência de imprensa para falar sobre os temas discutidos entre os responsáveis gregos e Merkel.
Atenas recebe a chanceler alemã ao mesmo tempo que o Governo grego se prepara para aplicar mais medidas de austeridade. Após exigência da troika, o Governo de Antonis Samaras terá de cortar 11,5 mil milhões em despesa e terá de aumentar a carga fiscal em 2 mil milhões.
O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, já descartou a hipótese de a visita de Merkel na terça-feira a Atenas ser um sinal de transigência em relação ao Governo grego. "A chanceler alemã não vai discutir com a Grécia assuntos sobre os quais a troika tem de se pronunciar antes", disse à estação televisiva alemã ZDF. "A Grécia tem de cumprir as suas obrigações para receber a próxima tranche" de 31 mil milhões de euros, rematou.
A visita oficial da chanceler alemã a Atenas vai acontecer entre as 12h e as 18h de terça-feira. Nessa altura, quem quiser ir passear ou entrar com o carro na praça Syntagma, a mais central de Atenas e mesmo à frente do Parlamento grego, vai ser parado por um dos 7000 polícias destacados. As estações de metro de Syntagma, Evangelismos, Panapistimio e Omonia não vão funcionar nesse horário.
O objectivo é vedar o centro da cidade a manifestações. Ainda assim, avança o jornal grego Kathimerini, os dois maiores sindicatos gregos, o GSEE e o ADEDY, convocaram uma greve de três horas a partir do meio-dia, para se poderem deslocar em protesto até à praça Syntagma. Segundo fonte citada pela AFP, "as manifestações a tomar lugar na praça Syntagma serão 'provavelmente' deslocadas para zonas próximas". A agência noticiosa francesa refere ainda que, caso seja necessário conter manifestantes, a polícia estará munida com cinco canhões de água.
Fora de Syntagma, embora apenas a 10 minutos de distância a pé, o partido anti-memorando (acordo com a troika) de direita Gregos Independentes apelou à formação de um cordão humano à volta da embaixada alemã.
Segundo a AFP, não era montado um dispositivo de segurança desta dimensão desde 1999, quando o então Presidente norte-americano, Bill Clinton, visitou Atenas. Na altura existia um forte sentimento anti-americano na região dos Balcãs, devido aos bombardeamentos da NATO na Sérvia.
Primeira visita de Merkel à Grécia em crise
A visita de Merkel à Grécia na terça-feira será a primeira em três anos e, por isso, a primeira desde que a Grécia assinou o memorando da troika em 2010. A chanceler alemã visitará o Presidente grego, Karolos Papoulias, às 12h, e o primeiro-ministro, Antonis Samaras, às 14h. Após cada encontro será feita uma conferência de imprensa para falar sobre os temas discutidos entre os responsáveis gregos e Merkel.
Atenas recebe a chanceler alemã ao mesmo tempo que o Governo grego se prepara para aplicar mais medidas de austeridade. Após exigência da troika, o Governo de Antonis Samaras terá de cortar 11,5 mil milhões em despesa e terá de aumentar a carga fiscal em 2 mil milhões.
O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, já descartou a hipótese de a visita de Merkel na terça-feira a Atenas ser um sinal de transigência em relação ao Governo grego. "A chanceler alemã não vai discutir com a Grécia assuntos sobre os quais a troika tem de se pronunciar antes", disse à estação televisiva alemã ZDF. "A Grécia tem de cumprir as suas obrigações para receber a próxima tranche" de 31 mil milhões de euros, rematou.

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