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quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Apedrejem-me... mas só depois de lerem o post até ao fim






Quando ouvi a notícia de uma actriz que se queixava de ter sido assediada sexualmente por Bush pai, pensei que a cena se tivesse passado na sala oval, durante a presidência do ambientalista céptico.
Qual não foi a minha surpresa quando soube que o ( presumível) apalpão do rabo aconteceu em 2013. Ou seja, quando Bush pai tinha 89 anos e já estava preso a uma cadeira de rodas.
Tenho um profundo desprezo por predadores sexuais mas, ao ver uma actriz queixar-se de ter sido assediada sexualmente por um velho com Parkinson , quatro anos depois da ocorrência, só me vem à cabeça uma palavra: OPORTUNISMO!
Há uma histeria generalizada nos EUA - que começa a estender-se à Europa- em relação ao assédio sexual. Não me refiro à idiotice de criminalizar o piropo. Estou a pensar em coisas mais corriqueiras como, no fim de um jantar, pegar afectuosamente na mão da companheira de ocasião e perguntar-lhe:
Vamos até lá casa tomar um copo?
Palpita-me que, pelos padrões vigentes, o assédio sexual seja um crime cometido por  ( pelo menos) 90% dos homens heterossexuais.
Parece-me muito civilizado combater o assédio sexual no local de trabalho e em situações dominantes mas, estender o conceito às relações quotidianas entre homens e mulheres, entra no domínio da histeria feminista. Uma versão queima de soutiens do século XXI.
Ao longo da vida fui alvo de assédio sexual e nunca me queixei. Excepto quando isso aconteceu numa relação laboral, episódio que já vos contei.
Eu não quero viver num mundo onde as mulheres sejam consideradas objectos sexuais e estejam sujeitas aos ímpetos animalescos do macho mas viver num mundo liofilizado, onde as relações entre homens e mulheres sejam pautadas por códigos, é igualmente desagradável.
Qualquer dia, por absurdo, chegaremos ao ponto em que as relações entre homem e  mulher serão reguladas por um código de conduta de tal forma hermético, que elimine a líbido e o próprio prazer sexual.
Como costuma dizer uma amiga, só as mulheres feias ou sem auto estima não gostam de ser assediadas. (Creio que o mesmo se passa com os homens, mas adiante...)
O problema - acrescentarei eu a partir de agora- é que algumas, apesar de gostarem, querem lucrar com isso, fazendo-se passar por vítimas anos depois de os factos terem ocorrido. Pior ainda, nenhuma mulher reconhece que propiciou essas condições para tentar obter vantagens profissionais ou monetárias. Quem me vier dizer que essas situações são excepcionais ou é ingénuo, ou anda de olhos vendados. Pessoalmente, poderia contar mais de uma dezena de casos em que percebi que a aproximação feminina tinha objectivos meramente "promocionais".
Por isso sugiro a Heather Lind - actriz que certamente por ignorância minha desconhecia- e a todas as mulheres (alegadamente) que tenham algum tento na língua antes de se proclamarem vítimas de assédio sexual. Façam-no na hora e não décadas depois.  E, sobretudo, não criem condições favoráveis à ocorrência de situações de assédio sexual. Como ontem sugeria George Clooney, o primeiro passo podia ser recusarem-se a ir a entrevistas em suites de hotel...
O segundo ( na minha modesta opinião) era preocuparem-se mais com as mulheres que vivem em países  onde a violação é tolerada ( ou mesmo incentivada) ou são tratadas como  escravas e objectos. Nem sempre apenas sexuais.

cronicasdorochedo.blogspot.pt

1 comentário:

Unknown disse...

Aprovo inteiramente as suas palavras , todos estamos assistir a uma histeria que quasi lembra a Inquisição e os julgamentos morais !