Lamentavelmente seguem existindo lugares onde as palavras "precariedade" e "sobrevivência" adquirem uma conotação bem mais acentuada que o normal. Este é o caso da favela de Makoko, localizada em uma lagoa à beira do Oceano Atlântico, a poucos passos dos modernos edifícios de Lagos. Conhecida como
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As famílias de Makoko vivem principalmente da pesca e da coleta de madeira. O meio de transporte mais comum são estas instáveis e estreitas canoas, que ademais são utilizadas para a pesca e como pontos de venda onde as mulheres vendem alimentos, água potável e artigos para o lar.
Durante décadas, os residentes de Makoko carecem de acesso à infra-estrutura básica como água potável, eletricidade e eliminação de resíduos.
A favela tem latrinas comunais que são compartilhadas por umas 15 famílias mais ou menos. Todas as águas residuais, excrementos e sacos de polietileno vão parar na água da lagoa, que nada mais é que um esgoto a céu aberto.
Isto explica o fétido cheiro das águas e por que seus habitantes estão continuamente expostos a riscos ambientais e problemas de saúde
A única forma possível de obter água potável é comprando dos vendedores ambulantes, já que o governo não fornece água ou qualquer outro serviço em Makoko
Seus habitantes demandam a abertura de mais escolas que ofereçam a possibilidade de que, com o tempo, muitas pessoas possam sair dali
Atualmente só existem um punhado de pequenas escolas para atender às milhares de pessoas que vivem em Makoko. Uma delas é esta abaixo, construída sobre 250 barris de plástico reciclado, e que foi financiada pela ONU e uma ONG alemã
Em 2012, o governo demoliu um monte de casas flutuantes e outras estruturas ilegais, usando como justificativa os problemas de saúde e a falta de saneamento básico.
No entanto, muitos dos locais suspeitam que sempre existiu uma motivação subjacente: vender os terrenos a imobiliárias para obter uma farta soma de dinheiro
Os numerosos protestos e a repercussão mediática, fizeram com que o governo lançasse um plano de reconstrução, no qual proporcionará acomodações a 250.000 pessoas e emprego para umas 150.000. Mas o plano ainda continua apenas no papel.
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