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sábado, 24 de janeiro de 2015

RIA FORMOSA: A MINA MALTRATADA! - Estando na berra as demolições na Ria Formosa, depois de ter sido desmontada toda a fundamentação ambiental e de dominialidade, o argumento agora invocado é o da segurança de pessoas e bens, que procuraremos também desmontar.

RIA FORMOSA: A MINA MALTRATADA!


Estando na berra as demolições na Ria Formosa, depois de ter sido desmontada toda a fundamentação ambiental e de dominialidade, o argumento agora invocado é o da segurança de pessoas e bens, que procuraremos também desmontar.
As imagens, surripiadas da revista INGENIUM da Ordem dos Engenheiros dá-nos uma ajuda preciosa a que poderíamos juntar outras da revista de Gestão Costeira Integrada e acrescentar com excelentes textos dos professores Antunes do Carmo e Alveirinho Dias, dois investigadores ligados à erosão e defesa costeira.
Com a construção excessiva de barragens, por não justificarem o acréscimo de produção hidro-eléctrica, as areias não chegam à costa o que aliada à hidrodinamica das águas provoca um desgaste em toda a costa portuguesa, a que os sucessivos governos não têm dado a importância devida a não ser quando surge alguma situação mais grave como na Costa da Caparica. 
Também já percebemos que é na necessidade de obras permanentes que os vigaristas decisores políticos assentam ideias como forma de ganharem comissões para si e para uma certa máfia politica indiferente às necessidades do Povo, não hesitando em gastar o que não têm nem devem, porque é o Povo que paga tudo.
Como dissemos atrás, a defesa de pessoas e bens na Ria Formosa, assim como em toda a costa portuguesa, faz-se evitando os perigos inerentes ao défice das areias. Os recifes artificiais multi-funcionais alteram a energia das ondas de tal modo que, em lugar de provocar a destruição, as tornam amigas da costa aumentando a mancha de areal em largura e altura.
























O custo deste tipo de intervenção é reduzido e talvez por isso os decisores políticos não estejam muito interessados. E é de tal forma que no âmbito da audição publica, a propósito da Petição Salvem a Ria Formosa, essa sugestão foi apresentada e recomendada como intervenção para proteger todo o cordão dunar da Ria.
O governo actual sabe porque o informámos disso quer por carta dirigida à então ministra do ambiente quer através do relatório enviado pela Comissão Parlamentar do Ambiente: Então porque não o fazem?
Do mesmo modo, as mangas de geo-têxteis podem ser utilizadas na fixação das margens das barras naturais, dando-lhes a forma de V para que a corrente de vazante arraste as areias, num processo de "dragagem" natural, bastando par isso olhar para a barra de Faro/Olhão que sem nunca ter sido dragada, vai ficando cada vez mais funda.
Posto isto chega-se á conclusão que se à algum risco para pessoas e bens, tal deriva pela premeditação das entidades publicas que vivem na expectativa de o mar fazer aquilo que de outra forma terão de assumir como é o caso das demolições.
NÃO ÀS DEMOLIÇÕES!


olhaolivre.blogspot.pt

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