"Por causa do Ébola vi corpos a serem mutilados por cães"
Um empresário português do setor de mineração, residente em Leiria, que faz deslocações frequentes à Serra Leoa, ficou alarmado ao saber, que após a viagem a África, tinha estado em contacto com uma pessoa que tinha contraído o Ébola. Paulo Ferreira descreveu todos os momentos das suas viagens e contou que chegou mesmo a ver corpos mutilados nas ruas africanas, avança o Jornal de Notícias
Entretanto, já voltou à Serra Leoa e de novo a Portugal. Nenhuma pergunta lhe foi feita no aeroporto da Portela. “Desta vez, tive de pedir um documento para sair do país, mas fiz escala em Casablanca e lá só havia um aparelho a medir a temperatura”, adianta.Quando apanhou o primeiro susto, dirigiu-se ao Hospital de Leiria que o enviou para o serviço de Doenças Infeto-contagiosas dos Hospitais da Universidade de Coimbra, mas saiu de ambos os hospitais sem qualquer exame. “Disseram-me que não havia forma de diagnosticar o Ébola e aconselharam-me a voltar caso tivesse algum sintoma”, disse o empresário ao Jornal de Notícias.
Relativamente ao cenário encontrado no país africano, um dos mais afetados pelo vírus, Paulo diz que é "aterrador”. “Vi dezenas de corpos abandonados nas ruas, alguns a serem mutilados pelos cães, e as pessoas a desviarem-se como se não fosse nada com elas”, acrescenta.
Relativamente ao cenário encontrado no país africano, um dos mais afetados pelo vírus, Paulo diz que é "aterrador”. “Vi dezenas de corpos abandonados nas ruas, alguns a serem mutilados pelos cães, e as pessoas a desviarem-se como se não fosse nada com elas”, acrescenta.
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