"O Canadá nunca será intimidado", assegura o primeiro-ministro
O primeiro-ministro canadiano Stephen Harper garante que o país não se vai "intimidar" com a ameaça terrorista, depois do ataque que
matou um soldado e feriu outro no Parlamento esta quarta-feira, prometendo ainda o reforço da segurança.
"Não nos vamos intimidar com este ato terrorista. O Canadá nunca será intimidado. Este atentado irá obrigar-nos, sim, a aumentar os
esforços de vigilância através das nossas agências de segurança, de forma a pudermos tomar todas as medidas para identificar
possíveis ameaças", declarou o governante em declarações proferidas na noite de ontem (já madrugada em Lisboa).
Stephen Harper defendeu ainda a necessidade de cooperação internacional na luta contra as organizações terroristas. "São grupos que
brutalizam outros países na esperança de trazerem a sua selvajaria às nossas costas", acrescentou.
Também o Presidente norte-americano condenou o atentado em Otava, que classificou de "ultrage", assegurando que o país continuará
vigilante. "A situação é obviamente trágica e ocorre dois dias depois de outro soldado canadiano ter sido morto noutro ataque.
Apresentamos as nossas condolêncais à família e ao povo canadiano. Como sempre, os nossos departamentos de segurança estarão
a trabalhar muito perto do Canadá ,um país não só nosso aliado como vizinho", disse Obama.
Na tarde desta quarta-feira, um atirador disparou vários tiros dentro e fora do Parlamento em Otava, atingindo um soldado que estava
de
guarda junto ao Memorial Nacional de Guerra do Canadá, e ferindo outro.
O atacante, identificado como Michael Zehaf-Bibeau, um cidadão canadiano de 32 anos, natural de Quebeque e convertido
ao islamismo,
acabou depois por morrer, abatido pela polícia no Parlamento.
Michael Zehaf-Bibeau já estava na mira das autoridades há vários anos, com antecedentes criminais, tendo sido condenado por
posse de drogas em 2004 e 2009. Mais tarde foi-lhe apreendido o passaporte, depois de se ter convertido ao islamismo, quando
tentava viajar para a Turquia, segundo refere o jornal "National Post".
O ataque ocorreu dois dias depois de um iutro militar canadiano ter sido atropelado mortalmente no Quebeque por um indivíduo com
supostas ligações a grupos jihadistas, numa altura em que foram enviados seis aviões militares do país para o Iraque, onde se
juntarão à coligação internacional contra o Estado Islâmico.
Na terça-feira, as autoridades canadianas já tinham elevado o nível de alerta terrorista de baixo para médio, na sequência de
informações que indicavam a possibilidade de atos terroristas de grupos como o Estado Islâmico e a al-Qaeda
http://expresso.sapo.pt/
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