NO BRASIL, EM CINCO SÉCULOS DE OCUPAÇÃO PORTUGUESA, MAIS DE 1.200 LÍNGUAS INDÍGENAS DESAPARECERAM JUNTAMENTE COM SEUS POVOS. UM EXTERMÍNIO ÉTNICO E LINGÜÍSTICO. NO ENTANTO, O QUE SE ESPERA PARA O FUTURO SÃO PERDAS PARCIAIS, OU SEJA, OS POVOS SERÃO POUPADOS, MAS SEUS IDIOMAS SUCUMBIRÃO AO PESO DA GLOBALIZAÇÃO.
O chinês possui dialetos classificados em sete grandes grupos . As diferenças no léxico e na pronúncia são análogas às existentes nas línguas românicas. A maioria dos chineses fala o mesmo dialeto, chamado pelos ocidentais de mandarim. O mandarim constitui a base da atual escrita vernácula, baihua, que, por sua vez, é a base da língua oficial: o putonghua.
O chinês, o birmanês e o tibetano — assim como muitas línguas de pequenas tribos do sudeste asiático — pertencem à família sino-tibetana. Excetuando o léxico e alguns fonemas básicos, o chinês e outras línguas afins mostram traços que as tornam diferentes das ocidentais: são monossilábicas, com escassas flexões tonais.Falada na China por mais de 1 bilhão de pessoas, 95% da população chinesa. As minorias usam idiomas de diferentes famílias lingüísticas: tibetano, mongol, lolo, miao e o tai. O chinês é a língua com maior número de falantes do mundo.
Por se tratar de língua dominante no leste da Ásia, o chinês exerceu influência sobre o léxico e a grafia de idiomas vizinhos, mas pertencentes a outro grupo lingüístico. Entre elas o japonês, o coreano e o vietnamita que pertencem ao conjunto linguístico altaico. Acredita-se que, até o século XVIII, mais da metade dos livros do mundo era publicada em chinês.
indioma indiano :indo iranianas-Até o ano 1000 a.C. a língua indo-iraniana era dividida em duas: o ramo indiano ou indo-ário e o iraní ou persa. O ramo indiano desenvolveu-se no noroeste da Índia. Sua história pode ser dividida em três grandes etapas: o indiano antigo, que inclui o védico e o sânscrito; o indiano médio, com os dialetos vernáculos do sânscrito, chamados prácritos (dos quais procede o páli, língua sagrada dos textos budistas), e o indiano novo ou moderno.
As línguas relevantes são o híndi e o urdu. A primeira, falada pelos hindus (cerca de 180 milhões), tem sua origem no sânscrito. A segunda, de origem persa, é a língua dos muçulmanos.
As outras línguas indianas são o bengali (falada por cerca de 120 milhões de pessoas em Bengala e Bangladesh), o penjabi, o biari, o cingalês (idioma oficial do Sri Lanka) e o romani (língua dos ciganos). Cerca de 150 milhões de pessoas falam 23 línguas dravídicas, principalmente no sul da Índia. Quatro têm condição para serem idiomas oficiais: tamil, télugo, canará e malaio. Estas línguas têm produção literária e escrita autônomas. lingua japonesa :Língua aglutinante falada por mais de 120 milhões de pessoas que vivem no Japão, 200 mil no Havaí, 200 mil nos Estados Unidos e quase 400 mil no Brasil.
Não há relação entre o japonês e outras línguas. Só existem semelhanças no léxico com as línguas do leste da Ásia, como as tibetano-birmanas e as austro-asiáticas.
Do século VIII em diante, apenas os caracteres da língua chinesa passaram a ser utilizados como sinais fonéticos — cada signo representava uma sílaba. Um século depois, esses caracteres foram abreviados e deram lugar à aparição de dois silabários japoneses ou kana ("sinal que representa uma sílaba"): o katakana e o hiragana. Depois da II Guerra Mundial, o número de caracteres caiu para 1.850, subindo em seguida para 2.000, num significativo processo de simplificação da língua escrita Os hieróglifos podem ter começado em tempos pré-históricos como uma escrita por meio de imagens. Embora os egípcios nunca tivessem formado um alfabeto como o conhecemos, estabeleceram símbolos para todas os sons consonantais da sua língua. O sistema mostrou-se notavelmente eficiente. Combinando-se fonogramas, formavam-se versões esquematizadas de palavras. Nem todos os hieróglifos abandonavam a sua função de imagens de palavras para se tornarem símbolos fonéticos. Pelo menos 100 hieróglifos eram usados para representar a palavra que retratavam, sendo usados também como determinativos do significado das palavras.
Durante 3000 anos constituíram a linguagem monumental do Egito. A última inscrição conhecida é do ano de 394 d.C., quando o Egito era uma província romana. Já então, tantos hieróglifos tinham sido propositadamente obscurecido pelos escribas sacerdotais fazendo com que os sinais fossem incompreensíveis para a maioria dos egípcios. Em 1822, um lingüista francês provou que os desenhos podiam formar palavras não relacionadas com a imagem. Só então os homens do Ocidente começaram a compreender que tinham diante de si toda uma linguagem que representava a chave para o que até então tinha sido um povo misterioso.
Torre de Babel - História da Torre de Babel
Segundo o Antigo Testamento (Gênesis 11,1-9), torre construída na Babilônia pelos descendentes de Noé, com a intenção de eternizar seus nomes. A decisão era fazê-la tão alta que alcançasse o céu. Esta soberba provocou a ira de Deus que, para castigá-los, confundiu-lhes as línguas e os espalhou por toda a Terra.
Este mito é, provavelmente, inspirado na torre do templo de Marduk, nome cuja forma em hebraico é Babel ou Bavel e significa "porta de Deus". Hoje, entende-se esta história como uma tentativa dos povos antigos de explicarem a diversidade de idiomas. No entanto, ainda restam no sul da antiga Mesopotâmia, ruínas de torres que se ajustam perfeitamente à torre de Babel descrita pela Bíblia
Os fenícios foram responsáveis pelo alfabeto Árabe, grego, hebraico . Alfabeto latino também foram decorrência dos fenícios. Os fenícios, chamados sidônios no Antigo Testamento e fenícios pelo poeta Homero, eram um povo de língua semítica, ligado aos cananeus da antiga Palestina. Fundaram as primeiras povoações na costa mediterrânea por volta de 2500 a.C. No começo de sua história desenvolveram-se sob a influência das culturas suméria e acádia da vizinha Babilônia. Língua Persa - História da Língua Persa
É a mais significativa do ramo iraniano, subfamília das línguas indo-iranianas, que pertencem ao conjunto indo-europeu. É o idioma do Irã (antes Pérsia), também falado no Afeganistão e, em sua forma arcaica, no Tajiquistão e na região de Pamir. O persa (ou iraniano) moderno emprega o alfabeto árabe e tem uma literatura rica e extensa.
O iraniano antigo está representado pelo avéstico e o persa antigo. O primeiro foi a língua empregada para redigir o livro sagrado dos zoroastristas, o Avessa. Arqueólogos encontraram inscrições, no sudoeste do Irã, escritas em caracteres cuneiformes. O persa moderno apareceu no século XIX e sua grafia é a árabe-persa (uma variante da escrita árabe). Foi sempre a língua oficial e cultural da Pérsia
Linguagem dos Celtas - História da Linguagem dos Celtas -Além de nomes próprios e algumas inscrições curtas grafadas em etrusco, grego ou latim, pouco restou para documentar o idioma céltico. Exemplos importantes do residual linguístico celta — provas da grande expansão geográfica destes povos — são nomes de cidades européias: Londres (Londiniom), Viena (Vindobona), Milão (Mediolanum), Lyon (Lugdunum), Verdun (Virodunum), Kempeten (Cambodunum) e Dublin. No século I d.C, o celta continental, falado na Gália, desapareceu, sobrepujado pelo latim dos invasores romanos. Restaram, apenas, alguns dialetos do celta insular dividos em dois grupos:
Britônico, que compreende o bretão ou armórico, o córnico e o galês , Gaélico ou Goidélico, que compreende o irlandês, o escocês ou "erse" e o manês.Todas as línguas celtas empregam o alfabeto romano. O bretão é falado, hoje, na Bretanha francesa. O período de maior esplendor da língua bretã corresponde à metade do século XVII. Neste período, gramáticas foram escritas e um grande conjunto de obras de teatro, literatura e baladas surgiram.
O córnico, língua da Cornualha, desapareceu no século XVIII, embora tenham sido feitos esforços recentes para reavivá-lo. De documentos escritos na língua córnica restam algumas glosas do século IX, um vocabulário do século XII e dramas religiosos dos séculos XVI e XVII.
O galês — também chamado câmbrico e címbrico por seus próprios falantes — é o dialeto da região de Gales e uma das mais conhecidas variantes da língua Celta. Divide-se em velho, médio e moderno galês (ver Literatura galesa).
O irlandês, também chamado gaélico-irlandês, é o idioma mais antigo do grupo gaélico. Na República da Irlanda, é língua co-oficial (ver Literatura irlandesa).
No século V d.C., os irlandeses invadiram a Escócia e levaram uma variedade do gaélico que substituiu a antiga língua britônica. Durante o século XV, o escocês se constituiu em uma língua diferente do irlandês e ganhou a condição de idioma (ver Literatura escocesa).
Por último, o manês é um dialeto gaélico-escocês, bastante influenciado pelos idiomas escandinavos, falado na ilha de Man, localizada entre a Inglaterra e a Irlanda.
linguas rapa-nui- O idioma rapanui (Vananga rapa nui), é a mais oriental das línguas malaio-polinésias, falada na Ilha de Páscoa (Chile). Atualmente o espanhol e o rapanui são línguas oficiais da ilha (desde a aprovação no Chile nos anos 1990 da Lei Indígena). Morfologicamente, é muito similar ao marquesano, embora sua fonologia seja bem mais parecida à do maori. Atualmente o léxico contém uma enorme quantidade de empréstimos do tahitiano e um tanto do espanhol.
Não existem mais do que 2.500 de falantes do rapanui, 2.000 na própria ilha e o resto no Chile continental e em outras partes do mundo. Era um idioma em franca regressão até há pouco tempo, atualmente existe uma Comissão de Estruturação da Língua Rapanui, que tem elaborado uma gramática e um dicionário etimológico
lingua olmeca-A escrita olmeca não é uma arte no sentido próprio do termo, mas torna-se necessário desenvolver este assunto para compreender a linguagem dos sinais que é uma forma de escrita artística que esconde um pensamento derivado sobretudo do domínio religioso e do campo sociopolítico. Têm existido bastantes especulações sobre o facto de os olmecas terem sido a primeira cultura do continente americano a criar o algarismo zero. O calendário de contagem longa utilizado pelos maias é um sistema de numeração escrita de base vinte utilizado para anotar as datas .lingua germãnica ou Língua Alemã - História da Língua Alemã Alto Alemão
Até 1100, falava-se o antigo alto alemão, conjunto de dialetos sem normas literárias. O alto alemão moderno procede do meio análogo ao que Lutero utilizou para traduzir a Bíblia.
O iídiche, idioma dos judeus asquenazitas, grupo estabelecido no centro e leste europeu, também pertence ao grupo do alto alemão e surgiu a partir do século XIV, início das modernas diásporas judaicas . Baixo Alemão
nclui o baixo frâncico, que deu origem ao holandês e ao flamengo. Atualmente, o holandês é falado na Holanda, África do Sul (com o nome de africâner) e Suriname. O flamengo é uma das línguas faladas na Bélgica.
Como língua escrita, o alemão surgiu no início do século XVI, embora sua forma atual não tenha se consolidado até meados do século XVIII. Em 1901, foi adotado um sistema uniforme de ortografia: a Rechtschreibung der Deustschen Sprache (Ortografia da língua alemã), da qual foram publicadas numerosas edições.
Cem milhões de pessoas falam alemão no mundo: mais de 80 milhões na Alemanha, 7 milhões na Áustria, quase 4 milhões na Suíça setentrional, cerca de 1,5 milhão na Alsácia-Lorena e 300 mil em Luxemburgo. O alemão é a sexta língua mais falada no mundo.
linguas grega-O dialeto mais antigo conhecido do grego é o micênico, que foi reconstruído a partir das tabuletas escritas em Linear , feitas pela civilização micênica, que habitou a Grécia na Idade do Bronze Tardia, durante o fim do segundo milênio a.C.. A distribuição clássica dos dialetos originou-se das migrações ocorridas no início da Idade do Ferro - também conhecida como Idade Grega das Trevas, porque a escrita desapareceu até a adaptação do alfabeto fenício, alguns séculos mais tarde - após o colapso da civilização micênica. Alguns falantes do micênico foram deslocados para Chipre, enquanto outros permaneceram no interior, na Arcádia, dando origem ao dialeto arcado-cipriota. Este é o único dialeto com um precedente conhecido à Idade do Bronze; os outros dialetos seguramente tiveram formas anteriores às conhecidas, porém a sua relação com o micênico ainda está por ser estabelecida.
Algumas linguas antigas extintas-Algumas línguas extintas: arapáso
É uma língua extinta brasileira usada pela tribo indígena de são Gabriel( amazônia)
Lingua chicomucelteca: A língua chicomucelteca (ou chicomucelteco, antigamente cotoque) era uma língua maia em tempos falada na região definida pelos municípios mexicanos de Chicomuselo, Mazapa de Madero, e Amatenango de la Fronter em Chiapas,, bem como em algumas áreas vizinhas da Guatemala Tornou-se uma língua extinta algures entre as décadas de 1970 e 1980, existindo vários registos na literatura maianista apontando para a inexistência de falantes nativos. As comunidades constituídas pelos actuais descendentes dos chicomuceltecos contam cerca de 1 500 pessoas no México e 100 na Guatemala actualmente falam o espanhol.
Língua cholti: A língua cholti (ch'olti') é uma língua morta da família das línguas maias que era falada na região Manche na Guatemala oriental. É conhecida a partir de um único manuscrito escrito entre 1685 e 1695 inicialmente estudado por Daniel Garrison Brinton. O cholti pertence ao ramo cholano das línguas maias e está intimamente relacionado com o chontal e em particular com o chorti A língua cholti tornou-se alvo de particular interesse para o estudo dos hieroglifos mais uma vez que parece que a maioria dos textos glíficos se encontram redigidos numa variedade antiga de cholti chamada choltiano clássico pelos epigrafistas e que se crê ter sido um dialecto de prestígio por toda a região maia durante o período clássico.
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