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sábado, 18 de outubro de 2014

DIVULGADAS AS PRIMEIRAS IMAGENS DA ENFERMEIRA NINA PHAM A PRIMEIRA PESSOA A SER INFECTADA COM O ÉBOLA EM TERRITÓRIO AMERICANO

VÍDEO


São as primeiras imagens divulgadas da enfermeira, Nina Pham, a primeira pessoa infetada com o vírus do ébola em território norte-americano.
Visivelmente emocionada, a profissional de saúde de 26 anos agradece num vídeo o apoio dado pelos colegas de trabalho.
As imagens foram captadas no Hospital Presbiteriano de Dallas pelo médico da paciente, antes de ser transferida para Maryland, e divulgado nas redes sociais a pedido da mesma.
Mas é o segundo caso que está a gerar maior apreensão nos Estados Unidos devido ao risco de contágio. Em causa está uma viagem efetuada por uma outra enfermeira do Texas para Cleveland a bordo de um avião onde seguiam mais de 130 passageiros.
O Centro de Prevenção e de Controlo de Doenças diz que o risco de contágio é reduzido. A população não esconde a inquietude.
“O meu maior medo é a falta de informação. Gostava que todas as pessoas tivessem acesso a todas as informações sobre esta questão para que pudessem tomar as melhores decisões” refere um norte-americano.

A administração Obama está a ser fortemente criticada pela forma como está a gerir o combate ao ébola em território norte-americano. Barack Obama admite vir a nomear um responsável para coordenações ações no país, numa altura em que a guerra além-fronteiras não dá sinais de abrandar. O presidente norte-americano deu, entretanto, luz verde à mobilização de elementos da Guarda Nacional e de militares na reserva para ajudar nos trabalhos de combate ao vírus, na África Ocidental.


Factos sobre o Ébola

A Febre Hemorrágica Ébola ou Ébola é uma doença humana provocada pelo vírus do mesmo nome.
O Ébola foi descoberto em 1976 por uma equipa liderada por Guido van Der Groen, diretor do Laboratório de Microbiologia do Instituto de Medicina Tropical de Antuérpia, na Bélgica.
Quando foi detetado, o vírus Ébola estava distribuído por duas zonas distantes entre si algumas centenas de quilómetros: Nzara, no Sudão, e Yambuku, no Zaire, (atual República Democrática do Congo), perto do rio Ébola, que deu o nome ao vírus e à doença.

TRANSMISSÃO

A transmissão da doença é feita através do contacto com o sangue ou fluídos corporais de animais infetados, nomeadamente os macacos e os morcegos-da-fruta. Após a infeção, a doença é transmissível entre humanos, através do contacto com pessoas mortas pelo vírus.
Os sintomas surgem duas a três semanas após a infeção, e manifestam-se através de febre, dores musculares, dores de garganta e dores de cabeça.
Sucedem-se náuseas, vómitos, diarreia, acompanhadas de insuficiência hepática e renal. Durante esta fase, podem ser detetados problemas hemorrágicos.

PREVENÇÃO

A prevenção envolve fundamentalmente a utilização de equipamento de proteção individual e desinfeção. É vital evitar o contacto com sangue ou secreções corporais de pessoas infetadas, incluindo cadáveres, o que implica detetar e diagnosticar a doença durante a fase inicial e recorrer a medidas de precaução universais para todos os pacientes.
Entre as medidas recomendadas durante o tratamento de pacientes suspeitos de estarem infetados estão o uso de vestuário de proteção adequado, como máscaras, luvas, batas, óculos e a esterilização e o isolamento do equipamento. A lavagem das mãos é igualmente importante, mas em regiões onde a água é escassa, muitas vezes não é feita.
Devido à inexistência de equipamento adequado e práticas de higiene, as epidemias em larga escala têm ocorrido principalmente em regiões isoladas e pobres, sem hospitais modernos ou equipas médicas com formação adequada. As autoridades têm desencorajado alguns rituais fúnebres tradicionais, em particular os que envolvem o embalsamamento do corpo.

TRATAMENTO

Todos os medicamentos atuais são experimentais. Um dos que mais esperança dá é o ZMapp, que já foi ministrado a dois médicos norte-americanos infetados, com resultados satisfatórios. Uma terceira pessoa, um padre espanhol, também foi tratado com o mesmo medicamento mas acabou por sucumbir. Dada a situação de emergência, a OMS autorizou os tratamentos com medicamentos não homologados.


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