A Europa... e as velocidades
No mesmo dia em que a OCDE nos diz, friamente, que a taxa de desemprego sobe para 12,9% em Portugal, o genial Carlos Moedas, um dos ajudantes do Gaspar das Finanças, mais preocupado com o aspecto da coisa do que com a coisa em si, como seria de esperar... dele, ou de qualquer “madame” que visse o nome da sua casa de meninas caído nas bocas do mundo, diz que é preciso «melhorar a reputação de Portugal».
Defende o Moedas, que Portugal não está «no mesmo saco» de outros países do Sul...reforçando mais uma vez uma das mais acanalhadas características dos “líderes” desta crise colectiva, que é a assunção de que somos sempre, de alguma forma e por algum misterioso motivo, “superiores” a todos “os outros”. Com os quais não queremos misturas nem confusões... quanto mais solidariedades!
Por estas e outras é que já enoja a revelha conversa da “Europa que avança a várias velocidades”. Para que raio insistem estes dirigentes em falar de avanços a várias velocidades, se, na maior parte, que se veja, há já muitos anos que não engatam nenhuma “velocidade” que não seja a marcha-atrás?

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