ALENTEJO II

Ó terra de oiro antigo e céu sem fim
Pontilhada de verde e de castanho,
Eu quero-te sem prazo e sem tamanho
Com este querer maior que existe em mim
Terra de ervas e flores, como um jardim
Espraiando-se orgulhoso em mundo estranho,
Subitamente a tela de um rebanho
Que, ao surgir, se nos deixa ver assim
Que o teu povo magoado te acrescente
Os laços sempre férteis da semente
E possa eternizar-te no seu "cante "
Que a tua voz se eleve eternamente,
Que seja sempre livre a tua gente
E que haja em ti fartura a cada instante!
Maria João Brito de Sousa
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