O SALAZARISMO FOI UMA DAS MAIS LONGAS DITADURAS DO SÉCULO XX, INSPIRADA NO MODELO FASCISTA ITALIANO. DURANTE ESTE PERÍODO PORTUGAL VIVEU NA CENSURA, REPRESSÃO E SOB O PODER AUTORITÁRIO SALAZARISTA , ADOPTOU O MODELO DO PARTIDO ÚNICO E DO CORPORATIVISMO DO ESTADO, SENDO SUPORTADO PELA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA, UMA IGREJA TEMPORAL.
VÍDEOS
VÍDEOS
Este filme retrata o período entre os dias 25 de Abril de 1974 e o Primeiro de Maio de 1974.
Realização e produção: Colectivo de Trabalhadores da Actividade Cinematográfica
Realizadores:
José Fonseca e Costa
José de Sá Caetano
Eduardo Geada
António Escudeiro
Fernando Lopes
António de Macedo
Glauber Rocha
Alberto Seixas Santos
Artur Semedo
Fernando Matos Silva
João Matos Silva
Manuel Costa e Silva
Luís Galvão Teles
António da Cunha Teles
António Pedro Vasconcelos
Ricardo Costa (cineasta) (imagens do 25 de Abril)
direcção de produção
Henrique Espírito Santo
fotografia
Acácio de Almeida
Elso Roque
Moedas Miguel
Formato: 35 mm cor e p/b
Género: documentário histórico
Duração: 81'
Exteriores: Lisboa
Rodagem: 25 de Abril a 1 de Maio de 1974
Laboratório de imagem: Tobis Portuguesa
Laboratório de som: Valentim de Carvalho
Distribuição: Instituto Português de Cinema
Música
José Afonso e José Mário Branco
AS ARMAS E O POVO . FILME COMPLETO</
CONTINUAR A VIVER (INDIOS DA MEIA PRAIA)
BOM POVO PORTUGUÊS (FILME COMPLETO)
Filme português de Rui Simões, um documentário histórico de longa-metragem que descreve a situação social e política de Portugal entre o 25 de Abril de 1974 e o 25 de Novembro de 1975, «tal como ela foi sentida pela equipa que, ao longo deste processo, foi ao mesmo tempo espectador, actor, participante, mas que, sobretudo, se encontrava totalmente comprometida com o processo revolucionário em curso (PREC)».
Estreou em Lisboa nos cinemas Estúdio e Quarteto a 18 de Novembro de 1981.
Ficha técnica:
Argumento: Rui Simões
Realizador: Rui Simões
Produção: Cooperativa Virver
Texto: Teresa Sá
Narrador: José Mário Branco (voz over)
Formato: 35 mm p/b
Género: Documentário histórico
Duração 135'
Distribuição: Cooperativa Virver
Antestreia: 9º Festival Internacional de Cinema da Figueira da Foz (1980)
Sinopse
Portugal entre dois momentos históricos cruciais. O PREC: entre o dia 25 de Abril de 1974 e o dia 25 de Novembro de 1975.
A Revolução dos Cravos e o Primeiro Governo Provisório. As manifestações do PS e do PCP. António de Spínola e o «bom povo». O direito à greve. Camponeses e operários, os campos e as fábricas. Vasco Gonçalves, as coligações políticas e o MFA. Mário Soares perante a contaminação fascista da administração pública. Álvaro Cunhal e o Portugal democrático e independente. Os actos de repressão pela GNR, as manifestações pela descolonização. A radicalização da vida política: o 28 de Setembro, o 11 de Março, o caso Torrebela. As ocupações de prédios abandonados, a Reforma Agrária, o Norte e o Centro, Os Três Efes: Fátima, Futebol e Fado. Os retornados. Os avanços da social-democracia. Os casos do jornal República e da Rádio Renascença Os recuos do PS na revolução democrática. Os ataques a sedes dos partidos de esquerda. A Santa da Ladeira, a prisão de Otelo Saraiva de Carvalho e a entrada em cena de Ramalho Eanes.
Enquadramento histórico:
Bom Povo Português é um filme que cobre os acontecimentos sociais e políticos de um momento crucial da história de Portugal. É por isso um filme histórico. Assume-se porém como filme de intervenção, na linha do cinema militante, amplamente praticado durante a Revolução dos Cravos, inspirado pelos ideais de Maio 68 e por Jean-Luc Godard, na sua fase maoista. O filme de intervenção caracteriza-se por implicar uma tomada de posição ideológica perante a injustiça social, tomada de posição essa que intencionalmente é explícita, sendo geralmente implícita e ténue em obras que não se assumem como tal, mesmo quando o propósito interventivo existe, mas não transparece.
Fernando Solanas define assim o género: «Utilizar o cinema como uma arma ou uma espingarda, converter a própria obra num facto, numa acto, numa acção revolucionária» (Cinema fora do sistema, entrevista com Godard em Cinema Arte e Ideologia -- antologia de A. Roma Torres, pág. 257, ed. Afrontamento, Porto, 1975), Rui Simões, como muitos dos cineastas portugueses dessa época, serve-se da câmara como uma arma, algo que, na arte ou na cidadania, pode ser considerado imperativo ético e legítimo recurso: Godard e outros bem se esforçaram por o demonstrar e hoje em dia, como sempre, vários movimentos cívicos que se afirmam como idóneos e progressistas fazem cinema de intervenção. Em língua inglesa cabe na designação, mais lata, de cinema político.
O documentário Bom Povo Português ilustraria, como pano de fundo, realidades invocadas por outros filmes portugueses também presentes, em 1980, no 9º Festival Internacional da Figueira da Foz: realidades do passado, anteriores à Revolução dos Cravos, invocadas por Cerromaior (filme) e Manhã Submersa e outras, relacionadas com a revolução, aludidas por A Culpa, Verde por Fora, Vermelho por Dentro, Kilas, o Mau da Fita e Oxalá.
DEUS, PÁTRIA, AUTORIDADE (FILME COMPLETO)
Tal como o Bom Povo Português, este filme de Rui Simões foi realizado com imagens de arquivo. É, sumariamente, uma analise da sociedade portuguesa a partir de pontos vitais como o estado novo, a influência da igreja, a guerra colonial, a revolução de Abril, etc.
Realizador: Rui Simões
Narrador: Rui Paulo da Cruz
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Feito sobretudo de material de arquivo, de filmes de actualidades, a narrativa surge na montagem, analisando os principais acontecimentos históricos em Portugal, desde a queda da monarquia, em 1910, até à Revolução dos Cravos, numa perspectiva social de luta de classes. ~~ wiki
Rui Simões (Lisboa, 20 de Março de 1944) é um cineasta português que se caracteriza pela prática do documentário histórico, visto como cinema militante, de intervenção política, e ainda pela realização de documentários em vídeo e de gravações de peças de teatro e de bailado. ~~ wiki
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Description: For this documentary about Portugal's political explosion, Simoes had access to the archives of Portuguese TV, but he has cut the material together in a very different way from its original presentation (most of the archive footage predates the April 1974 coup). In addition, he includes filmed interviews with workers about their conditions, and with others about their own and the Portuguese colonies' part in the downfall of the Caetano regime. The film is less a history than a statement about class realities, and how political power in Lisbon never left the hands of the bourgeoisie.
(From Time Out Film Guide)
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