AVISO

OS COMENTÁRIOS, E AS PUBLICAÇÕES DE OUTROS
NÃO REFLETEM NECESSARIAMENTE A OPINIÃO DO ADMINISTRADOR DO "Pó do tempo"

Este blogue está aberto à participação de todos.


Não haverá censura aos textos mas carecerá
obviamente, da minha aprovação que depende
da actualidade do artigo, do tema abordado, da minha disponibilidade, e desde que não
contrarie a matriz do blogue.

Os comentários são inseridos automaticamente
com a excepção dos que o sistema considere como
SPAM, sem moderação e sem censura.

Serão excluídos os comentários que façam
a apologia do racismo, xenofobia, homofobia
ou do fascismo/nazismo.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Casimiro


12249585_527846154031673_6600834478833516307_n
O Casimiro, numa foto da Farmácia Leão Soromenho, outra velha instituição do Largo da Fonte Nova
A nossa vida faz-se muito de pessoas e lugares. Algumas dessas pessoas confundem-se tanto com os lugares que ficam, para sempre, a fazer parte das nossas paisagens pessoais, dos cenários recordados das nossas memórias de infância, quando a felicidade era mais do que mera possibilidade. O Casimiro era uma dessas pessoas. A sua felicidade fazia (fará) sempre parte daquele lugar de aprendizagem e brincadeiras que era o Largo da Fonte Nova, centro do bairro de Tróino, em Setúbal, onde todos se cruzavam para ir ao vinho à Taberna do Nau, comprar bolos ao Caquinhas ou procurar um parafuso na drogaria. O Largo de outros tempos, shopping de bairro em que se ia à mercearia do senhor César inscrever no rol uma quarta de banha ou ao café Miami matraquear nos flippers a cinco escudos. Lá andava o Casimiro, entre o restaurante da Cilinha, a Farmácia Leão Soromenho ou o restaurante do Horácio, com paragem sempre certa no quiosque dos gelados do Calhotas. Diferente, sempre, mas ainda assim igual a nós.
Para onde foi, levou consigo o sorriso que quase sempre nos oferecia. Deixa-nos a sua memória. O que é muito para um homem deixar.

pracadobocage.files.wordpress.com


Sem comentários: