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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

BRASIL - Fascistas hostilizam a Rede Globo - Vencido o golpe, resta a lição: fazer política


Por Altamiro Borges







O sinistro Movimento Brasil Livre (MBL), 
que evita revelar seu vínculo com as 
bilionárias fundações empresariais dos EUA, 
é muito ingrato. Até recentemente, seus 
chefetes - como o fascista mirim Kim 
Kataguiri - eram paparicados pela famiglia 
Marinho. Apesar da trajetória obscura e 
da falta de ideias, eles viraram celebridades 
nos vários veículos da empresa - no jornal 
O Globo, na revista Época e nos telejornais 
da TV Globo. Bastou um aparente recuo 
tático do império global - que teme que o caos 
na economia afete seus negócios e que a 
reação popular ao golpismo contagie 
o país -, para o MBL já tratar os seus aliados 
da Rede Globo como inimigos. Vale conferir a 
notinha do UOL de ontem, domingo:








“Incitados por representantes do Movimento Brasil Livre que falavam em cima de um trio elétrico, manifestantes cercaram e xingaram a equipe de jornalista da TV Globo, que saiu do local escoltada por policiais militares. A equipe foi abordada no momento em que o repórter Paulo Renato Soares entrevistava manifestantes favoráveis à intervenção militar no país. Segundo os críticos, a fala dos entrevistados não representaria o movimento anti-Dilma e seria editada a favor da 'causa esquerdista do governo'". Na sua lógica doentia, a TV Globo estaria a serviço da "causa esquerdista do governo". 

Este é um típico caso em que o feitiço se volta contra o feiticeiro. Chega a ser engraçado. A famiglia Marinho incentivou ao máximo os golpistas que pregam o impeachment de Dilma e ajudou a chocar o ovo da serpente fascista no Brasil. Agora, ela engole o seu próprio veneno! Será a que TV Globo vai acionar seus "jornalistas investigativos" para apurar as origens e as sinistras ligações do MBL? Ou a valente famiglia Marinho fará o jogo dos fanáticos desta organização fascista, que pretendem incendiar o Brasil? Qual é, de fato, o jogo do poderoso império midiático? A conferir!


militanciaviva.blogspot.pt


Vencido o golpe, resta a lição: fazer política

:
"O governo pode ter vencido, temporariamente, o golpe, 
mas o apagão político e comunicacional ainda não foi superado", 
diz o jornalista Miguel do Rosário, em artigo publicado no 
Tijolaço; segundo ele, "basta pôr de lado os convencionalismos, 
os formalismos, os discursos cerimoniais, a agenda burocrática, e 
se concentrar exclusivamente numa agenda política e 
comunicacional feita com os mais modernos recursos da 
tecnologia moderna"
Resultado de imagem para dilma rousseff
Por Miguel do Rosário, no Tijolaço
Os jornalões amanheceram prudentes. A capa da Folha de 
hoje joga água na fervura.
O Globo diz que a movimentação nas redes tem sido bem 
menor do que o esperado.
Só o fato dos jornalões darem esse tipo de notícia, num 
cenário midiático geralmente de oposição histérica e 
manipulação sistemática da informação, já mostra uma 
mudança de rumos. Ao menos temporariamente.
Todo o sistema oligárquico pareceu recuar fortemente nos 
últimos dias, após análise de último minuto das trágicas 
consequências de um golpe de Estado para a democracia 
brasileira.
Boletim de alguma consultoria séria, provavelmente 
estrangeira, deve ter circulado nos altos escalões do poder 
econômico: bancos, indústrias e mídia, com previsões 
catastróficas de um golpe para a imagem do Brasil lá fora 
e para a economia aqui dentro.
Protestos, greves, revolta, cenário de guerra civil.
O presidente da CUT, ao falar que pegaríamos em armas e 
iríamos todos às ruas defender a democracia, usou uma 
metáfora.
Mas também falou uma verdade literal.
Derrubar o poder do voto, depois de uma campanha tão 
difícil em 2014, seria uma profunda ofensa para milhões de 
brasileiros que se deram ao trabalho de fazer campanha e votar.
Seria humilhante para os 54 milhões de eleitores de Dilma 
Rousseff.
E a humilhação é um péssimo conselheiro.
54 milhões de humilhados, então, seriam um barril com 
54 milhões de toneladas de pólvora.
Agora é importante que a sociedade civil organizada, 
os setores do governo, e todo o campo progressista e 
popular não se deixe iludir com esse recuo das oligarquias.
Evidentemente, trata-se de estratégia.
Fizeram um cálculo e constataram que um golpe machucaria 
seus bolsos. Então vão tentar usurpar o poder de outra maneira.
O governo tem de entender que a melhor defesa é o ataque. 
E que esse recuo das oligarquias é a sua oportunidade de reagir.
Seria uma colossal estupidez voltar a enfiar a cabeça num buraco.
É hora das grandes agendas positivas, e voltadas sobretudo 
para o campo progressista e popular.
Inaugurar casas populares é legal, mas isso pode ficar por 
conta de ministros. A presidenta precisa tomar as rédeas das 
grandes narrativas políticas e ideológicas.
Com verve e inteligência, com discursos bem escritos, com 
uma assessoria de comunicação eficaz, a presidenta poderia 
recuperar sua liderança política e ajudar o governo na sempre 
dificílima missão de gerenciar expectativas, ou seja, de fazer a 
mediação entre as utopias e as realizações possíveis.
Todos continuam reclamando muito da falta de horizontes. 
O governo corta verbas de bolsas estudantis, por exemplo, mas 
não sinaliza quando haverá recomposição. Com isso, deixa seus 
defensores nos sindicatos rendidos, sem discurso.
A sociedade precisa de algo a que se agarrar para não 
sucumbir às tempestades de más notícias da mídia brasileira.
O governo pode ter vencido, temporariamente, o golpe, mas 
o apagão político e comunicacional ainda não foi superado.
As dificuldades orais de Dilma precisam ser superadas através 
do uso da palavra escrita. Por que Dilma não assina artigos e 
os divulga via redes sociais? Por que não faz discursos diários 

para veicular em seu blog?
Por que não organiza conversas públicas, com empresários, 
sindicalistas, jornalistas, ativistas, parlamentares, para veicular 
na internet?
É importante que Dilma se exponha em eventos públicos, mas 
se ela é tímida e tem dificuldade para discursar em palanques, 
porque não faz eventos mais fechados, mais organizados, voltados 
para a internet?
Por que o governo federal não lança aplicativos voltados 
especialmente para as atividades, escritos, discursos e entrevistas da presidenta?
O problema do governo está extremamente concentrado 
na figura de Dilma Rousseff. Isso tem um lado ruim, que é 
jogar peso demais numa pessoa, mas também possui um lado 
bom.
O lado bom é que bastaria melhorar a imagem de Dilma, e 
melhoraríamos a imagem do governo.
Para isso, basta pôr de lado os convencionalismos, os 

formalismos, os discursos cerimoniais, a agenda 

burocrática, e se concentrar exclusivamente numa agenda política 

comunicacional feita com os mais modernos recursos 

da tecnologia moderna.


militanciaviva.blogspot.pt

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