O pote e o círculo do poder
Na corrida desenfreada ao pote, a CP Carga é a privatização que se segue à da TAP. Várias empresas já manifestaram interesse em ir a este pote: ALB, Algeposa, Altri, Mota-Engil e MSC Portugal.
Hoje, o Diário Económico (VEJA ABAIXO) dá conta de que há mais uma candidata: a Atena Equity Partner. Trata-se de uma sociedade «criada recentemente» por João Santos, Miguel Lancastre e Victor Guégués e que «se dedica exclusivamente a reestruturações empresariais em Portugal». Apresenta como senior advisors Jorge Ponce Leão, presidente da ANA, João Moreira Rato, ex-presidente do IGCP.
Que raio, não me lembro de onde os conheço, mas estes nomes não me são estranhos.
corporacoes.blogspot.p
“Atena está a estudar a privatização da CP Carga”
Empresa que tem como seniores advisor Ponce Leão e Moreira Rato deverá apresentar uma proposta formal para a compra da CP Carga.
A Atena Equity Partner está interessada na reprivatização da CP Carga, empresa do universo do Estado e que o Governo pretende alienar até ao final do mandato.
"A Atena está a estudar o dossier de privatização da CP Carga com vista à apresentação de uma proposta formal que responda aos desafios do processo em curso", adiantou fonte oficial da empresa ao Diário Económico. A mesma fonte salienta que o objectivo é " permitir à empresa criar valor a longo prazo para colaboradores, parceiros de negócio, Estado, accionistas e demais ‘stakeholders'".
"A Atena está a estudar o dossier de privatização da CP Carga com vista à apresentação de uma proposta formal que responda aos desafios do processo em curso", adiantou fonte oficial da empresa ao Diário Económico. A mesma fonte salienta que o objectivo é " permitir à empresa criar valor a longo prazo para colaboradores, parceiros de negócio, Estado, accionistas e demais ‘stakeholders'".
A Atena assume-se como um candidato independente de base nacional e assegura que é controlada pelos seus sócios fundadores (João Santos, Miguel Lancastre e Victor Guégués) e que os fundos que gere são participados "pela equipa de gestão e por investidores institucionais europeus e norte-americanos". A empresa, criada recentemente e que se dedica exclusivamente a restruturações empresariais em Portugal tem como sénior advisores Jorge Ponce Leão, presidente da ANA, João Moreira Rato, ex-presidente do IGCP e ainda Paulo Nunes de Almeida, presidente da Associação Empresarial de Portugal.
O Diário Económico sabe que o processo de privatização da CP Carga está a ser desenvolvido por uma equipa alargada e que engloba gestores portugueses com vasta experiência no sector.
A private equity admite que tem fundos próprios para entrar nesta privatização e sobretudo que tem capacidade para levantar capital nos mercados internacionais.
Para além da Atena, a CP Carga terá despertado o interesse da ALB, Algeposa, Altri, Mota-Engil e MSC Portugal.
A private equity admite que tem fundos próprios para entrar nesta privatização e sobretudo que tem capacidade para levantar capital nos mercados internacionais.
Para além da Atena, a CP Carga terá despertado o interesse da ALB, Algeposa, Altri, Mota-Engil e MSC Portugal.
O Governo aprovou no início do mês a venda até 100% do capital da CP Carga, através de uma operação de venda directa de referência a um ou mais investidores, nacionais ou estrangeiros. Uma participação de 5% do capital ficará reservada aos trabalhadores através de uma Oferta Pública de Venda.
De acordo com o Governo, o primeiro critério de selecção no processo de privatização da CP Carga será o da robustez do projecto estratégico. Os outros dois serão o valor apresentado para aquisição das acções e eventuais mecanismos de capitalização da empresa, designadamente aumentos de capitais, e o compromisso do reforço da capacidade económico-financeira. O caderno de encargos obriga ainda à permanência dos investidores privados no capital da empresa durante pelo menos três anos.
A CP Carga obteve em 2014, um resultado líquido de 5,3 milhões de euros, que compara com o prejuízo de 23 milhões de euros registados em 2013. A CP, holding que controla a CP Carga justifica o lucro da empresa com a transferência dos terminais para a Refer em Dezembro passado.

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