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quinta-feira, 21 de maio de 2015

Lua-de-Mel: Homicida dizia que bola de Berlim lhe causara ‘estalidos no cérebro’

Lua-de-Mel: Homicida dizia que bola de Berlim lhe causara ‘estalidos no cérebro’  


Sara Matos / SOL
Lua-de-Mel: Homicida dizia que bola de Berlim lhe causara ‘estalidos no cérebro’
O único suspeito da morte do gerente da pastelaria Lua-de-Mel, no bairro lisboeta de Benfica, é um sargento cadastrado que se encontrava de baixa psiquiátrica.
De acordo com o Correio da Manhã desta quinta-feira, João Gonçalves, de 49 anos, que foi detido na quarta-feira, já tinha sido condenado a uma pensa suspensa de quatro anos de prisão por agredir um homem. Era conhecido pelos vizinhos por ser um indivíduo violento. No entanto, estava na posse de um vasto arsenal, incluindo uma pistola israelita de 9 mm com que terá assassinado Manuel João Martins – o ‘Sr. João’ – na noite de segunda-feira.
O crime sangrento ocorrido na pastelaria estava anunciado. João Gonçalves já tinha ameaçado várias vezes a vítima, que acusava de enganar os clientes, e tinha a Lua-de-Mel em tribunal após uma queixa invulgar: dizia que uma bola de Berlim ali vendida lhe tinha causado “estalidos no cérebro”.
A pastelaria Lua-de-Mel (actualmente registada como Luamel, mas mais conhecida pela antiga designação) é um estabelecimento aberto há várias décadas na Avenida Grão Vasco. Depois de ter fechado na terça-feira, no dia após o crime, reabriu ontem.

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