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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

JÁ LHE CHAMAM A GUERRA DOS SACOS DE PLÁSTICO - Guerra dos sacos de plástico. Ministério alertado de que comerciantes compraram grandes quantidades

Guerra dos sacos de plástico. Ministério alertado de que comerciantes compraram grandes quantidades


Ministério diz que comerciantes compraram grandes quantidades de sacos antes da lei entrar em vigor, o que impede escoamento do stock. Prazo para o pagamento de dez cêntimos por saco mantém-se.
Consumidores vão ter de pagar 10 cêntimos por saco a partir de 15 de fevereiro
Getty Images
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    O imposto de oito cêntimos mais IVA que vai começar a ser aplicado sobre os sacos de plástico, a partir do dia 15 de fevereiro, voltou esta terça-feira a estar debaixo de fogo.
    Depois das críticas das associações de restauração face ao potencial desperdício, o Ministério do Ambiente alerta agora para o facto de “algumas empresas do setor” terem adquirido sacos em grandes quantidades ao preço praticado até ao final do ano (sem imposto), o que lhes impede agora de escoar o produto dentro do tempo previsto. Perante a situação criada, o Governo sugere que comerciantes acordem uma forma de “devolverem” o excedente aos fornecedores.
    “O Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia teve conhecimento, nos últimos dias e através de associações de hotelaria e restauração, que algumas empresas destes setores adquiriram, antes do final de 2014, quantidades significativas de sacos plásticos leves com condições comerciais extraordinárias, sob a expectativa de os mesmos poderem ser disponibilizados sem contribuição após a entrada em vigor da Lei da Fiscalidade Verde”, disse o Ministério em resposta ao Observador.
    O Ministério do Ambiente avançou ainda que está a concertar uma posição sobre a matéria com a secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais “com vista a enquadrar as preocupações manifestadas pelas associações de hotelaria e restauração na sequência da aquisição excessiva de sacos plásticos leves”. Mas não prevê o alargamento do prazo para a entrada em vigor da lei. A meta do dia 15 de fevereiro mantém-se.
    “O Ministério do Ambiente e a Secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais estão a analisar a questão, de forma a que, no dia 15 de fevereiro, todos os sacos plásticos leves disponibilizados aos consumidores já repercutam a contribuição”, afirma o Ministério.
    A resposta do Ministério tutelado por Jorge Moreira da Silva surge um dia depois de a Associações Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo (APHORT) ter criticado publicamente aquele imposto por resultar em “danos ambientais” e num prejuízo de “milhares de euros” para as empresas que não irão conseguir escoar o stock de sacos já adquiridos. Ao Observador, fonte do Ministério acrescentou que, além da APHORT recebeu queixas também da AHRESP (Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal).
    O Ministério do Ambiente sublinha ainda que o diploma que está em vigor desde o primeiro dia de janeiro já previa um período de transição a dois tempos para evitar situações similares. Perante as queixas das associações, nomeadamente no que diz respeito ao impacto ambiental que teria a destruição de elevadas quantidades de plásticos, o Ministério sugere agora que os comerciantes que tenham adquirido quantidades significativas de sacos possam “acordar com os seus fornecedores mecanismos para a devolução dos mesmos”.
    No comunicado divulgado a 31 de dezembro, o Governo previa que a entrada em vigor desta norma, inserida no quadro da reforma da fiscalidade verde, fosse antecedida de um “período transitório” dividido em duas fases. Assim, os produtores e importadores só passavam a cobrar o imposto aos comerciantes a partir do dia 31 de janeiro, e os consumidores passavam a adquirir os sacos de plástico com o custo acrescido de 8 cêntimos mais IVA a partir de 15 de fevereiro.

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