AVISO

OS COMENTÁRIOS, E AS PUBLICAÇÕES DE OUTROS
NÃO REFLETEM NECESSARIAMENTE A OPINIÃO DO ADMINISTRADOR DO "Pó do tempo"

Este blogue está aberto à participação de todos.


Não haverá censura aos textos mas carecerá
obviamente, da minha aprovação que depende
da actualidade do artigo, do tema abordado, da minha disponibilidade, e desde que não
contrarie a matriz do blogue.

Os comentários são inseridos automaticamente
com a excepção dos que o sistema considere como
SPAM, sem moderação e sem censura.

Serão excluídos os comentários que façam
a apologia do racismo, xenofobia, homofobia
ou do fascismo/nazismo.

domingo, 25 de janeiro de 2015

ESTE TERMO ESQUERDA RADICAL FAZ-ME SORRIR ! - Quem é Alexis Tsipras, líder da esquerda radical grega e o próximo primeiro-ministro

Quem é Alexis Tsipras, líder da esquerda radical grega e o próximo primeiro-ministro

Quem é Alexis Tsipras, líder da esquerda radical grega e o próximo primeiro-ministro



O líder da esquerda radical e anti-austeridade Alexis Tsipras, hoje vencedor nas eleições legislativas celebradas na Grécia, tem uma longa trajetória desde o seu início como jovem militante comunista.

Tsipras, que aos 40 anos se vai tornar o mais jovem primeiro-ministro grego num século e meio, acende a esperança de toda a esquerda europeia anti-liberal.
«A partir de segunda-feira iniciaremos uma difícil tarefa», afirmou Tsipras, confiante, na quinta-feira, na sua última declaração de campanha.
Embora não pertença a uma dinastia política - algo bastante comum na Grécia - o líder esquerdista foi um militante precoce, e tornou-se conhecido muito cedo.
O país descobriu o representante de um movimento estudantil enquanto participava num programa de televisão em 1990. Ainda adolescente, Tsipras disse: «Queremos ter o direito de escolher quando vamos às aulas».
Desde então, manteve um rosto juvenil, a sua admiração por Che Guevara - um de seus filhos até se chama Orfeu-Ernesto  -, e concluiu os estudos na Escooa Politécnica de Atenas, onde se formou em Engenharia Civil.
O Syriza, que Tsipras dirige desde 2008, foi elevado ao lugar de segunda força política do país e principal partido de oposição após as eleições legislativas de 2012.
Com 16,78% dos votos, o Syriza multiplicou por quatro a sua votação nas eleições anteriores, em 2009, e fez cair por terra o bipartidarismo que dominava o país desde a queda do regime dos coronéis, em Julho de 1974.
Nascido apenas alguns dias após o fim da ditadura, Tsipras construiu o sucesso do partido em cima de críticas às medidas «bárbaras» sobre o acordo entre a Grécia e os seus interlocutores internacionais, que condiciona os pacotes de ajuda ao país a um drástico programa de austeridade e reformas estruturais.
Tsipras começou cedo na política, no seio das juventudes comunistas gregas KKE, no final dos anos 1980. Colheu os primeiros louros na rebelião das escolas de ensino médio contra uma reforma de liberalização do sistema educativo no início da década de 1990.
Após abandonar a juventude comunista, Tsipras filiou-se no Synaspismos, pequeno partido eurocomunista e altermundialista.
Aos 33 anos foi eleito presidente deste partido, que em 2008 se transformou numa coligação de várias organizações sob o nome de Syriza, que se distingue dos comunistas devido à sua posição favorável à Europa.
Nas eleições de 2009 o Syriza obteve 4,6% dos votos, abaixo do esperado, devido, segundo analistas, ao apoio dado aos distúrbios urbanos que abalaram a Grécia após a morte de um jovem baleado pela polícia.
Mesmo assim, Tsipras conseguiu um lugar no parlamento.
Foi a eclosão da crise da dívida de 2010 e o cataclismo económico dos anos seguintes que deram uma crescente audiência a esta esquerda radical e ao seu líder, que denunciaram a «crise humanitária» causada pelas medidas de austeridade impostas pela União Europeia e o FMI em troca de empréstimos multimilionários para tirar o país da falência.
Agora, às portas do poder, Tsipras cuida da sua imagem internacional. Graças a seus notáveis progressos em inglês, multiplicou as visitas ao exterior, entre as quais ao presidente do Banco Central Europeu (BCE) Mario Draghi, ao ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble - o oposto de Tsipras, já que é defensor ferrenho da disciplina financeira - e ao papa Francisco.
O líder da esquerda grega moderou o discurso, mas manteve-se inflexível num ponto: «Até hoje, nunca me viram usar gravata, e há poucas possibilidades que isso ocorra», disse.
Tsipras é muito discreto sobre a sua vida privada. Vive com a companheira sem estar casado com ela, apesar do conservadorismo da sociedade grega. Tem dois filhos.

1 comentário:

ct5ivm disse...

Bom com toda esta história pode até ser um bom governante, mas eu sou como o São Tomé, ver para crer.