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domingo, 25 de janeiro de 2015

CINTOS DE CASTIDADE E INFIBULAÇÃO - Na versão mais estendida sobre os cintos de castidade, os cavaleiros colocavam estes artefatos nas suas damas para proteger seu "mais precioso tesouro" e, assim, partiam tranquilos a lutar contra o inimigo. Estes protetores, normalmente metálicos, eram colocados entre as coxas da mulher e tinham dois orifícios que permitiam executar as necessidades fisiológicas, mas impediam a entrada de visitantes ousados.

Na versão mais estendida sobre os cintos de castidade, os cavaleiros colocavam estes artefatos nas suas damas para proteger seu "mais precioso tesouro" e, assim, partiam tranquilos a lutar contra o inimigo. Estes protetores, normalmente metálicos, eram colocados entre as coxas da mulher e tinham dois orifícios que permitiam executar as necessidades fisiológicas, mas impediam a entrada de visitantes ousados.


Cintos de castidade
Outras versões, nem tão novelescas, vão sendo criadas e negam a anterior baseando se nos problemas de saúde (úlceras, lacerações...) que poderia acarretar o uso durante longo tempo (as guerras podiam durar meses ou inclusive anos) destes acessórios. Além disso, creem inclusive que poderiam ser utilizados, em versões mais "toleráveis" e durante curtos espaços de tempo, pelas próprias mulheres para se proteger das frequentes violações, sobretudo durante aquartelamentos de soldados, travessias de mar, etc.
Cintos de castidade
E para enrolar ainda mais o assunto, o médico escocês John Moddie apontava que os cintos eram utilizados para evitar a masturbação das mulheres. E neste ponto que chegamos a esta palavra, a infibulação.

A infibulação foi um invento do alemão S.G. Vogel em 1786 que consistia em encerrar ambas as mãos em caixas portáteis à hora de dormir, com o objetivo de impedir a masturbação que era considerada uma doença: a perda do esperma levaria o indivíduo à loucura e provocava doenças da pele e tuberculose; as mulheres deviam ser criaturas assexuadas e não tinham orgasmo; a sexualidade aberta levava ao crime.

Entre 1856 e 1919 foram concedidas 49 patentes para aparelhos anti-masturbação nos EUA. Trinta e cinco eram para cavalos e quatorze para seres humanos (cavalos podiam masturbar-se?). Um dos dispositivos destinados para os meninos, devia ser colocado em torno de seu pênis e consistia de uma das pontas voltada para dentro para espetar o órgão do rapaz que tivesse uma ereção, outro era um fio de prata que atravessava o prepúcio sendo amarrado nos testículos.

Embora a masturbação nos homens foi repetidamente denunciada, a masturbação feminina foi combatida com uma ferocidade ainda maior. As mulheres que se masturbavam eram consideradas como loucas e como um perigo aos apetites masculinos. A partir de 1858, a infibulação passara a um outro estágio, algumas mulheres foram submetidas a uma ablação do clítoris, que era efetivamente removido. Esta operação continuou sendo considerada como um tratamento para a masturbação feminina até 1937, embora tenha sido desacreditada pelos médicos meio século antes.

Na verdade a amputação do clitóris continua sendo feita até os dias atuais em regiões da África e Ásia com o único objetivo de que a mulher não possa sentir prazer durante o ato sexual. Já a infibulação assumiu novo patamar que consiste na costura dos lábios vaginais ou do clítoris.

Para surpresa de muitos, a amputação do clitóris ou dos grandes lábios foi feita em clínicas ocidentais até 50 anos atrás. Achava-se que clítoris protuberante ou grandes lábios desbeiçados eram muito feios e que tais meninas teriam uma maior tendência para tornarem-se prostitutas.

 http://www.mdig.com.br/

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