CARRIS, UMA EMPRESA AO SERVIÇO DA CIDADE DE LISBOA.
| 1872 - A Fundação A 18 de setembro, é fundada, no Rio de Janeiro, a Companhia Carris de Ferro de Lisboa, a qual pretendia implantar na capital portuguesa um sistema de transporte do tipo americano (carruagens movidas por tração animal e deslocando-se sobre carris). Foi autorizada em Portugal, por Decreto de 14 de novembro do mesmo ano. |
1873 - A Primeira Linha
A 14 de fevereiro, a Câmara Municipal de Lisboa aprova o trespasse para a Empresa Companhia Carris de Ferro de Lisboa. A 17 de novembro, é inaugurada a primeira linha de “Americanos”. O troço aberto ao público estendia-se entre a Estação da Linha Férrea do Norte e Leste (Stª. Apolónia) e o extremo Oeste do Aterro da Boa Vista (Santos). |
| 1874 - Estação de Santo Amaro Em terrenos da velha “Quinta do Saldanha”, ao Calvário, nasce a Estação de Santo Amaro onde é iniciada a construção de cavalariças, cocheiras, oficinas e celeiros. No final deste primeiro ano de exploração, a Companhia dispunha de 29 500 metros de linha assente, 54 carros em circulação e 421 cabeças de gado. |
| 1876 - Reconhecimento Em 31 de maio, a CARRIS torna-se exclusivamente portuguesa e é legalmente reconhecida como Sociedade Anónima. |
1882 - Estação Arco do Cego
A 17 de abril, é adquirida a “Quinta do Poço Caído”. Aí se constrói uma nova estação, que passou a designar-se do Arco do Cego, calcula-se que por extensão do nome daquela artéria.
1897 - Inicio da tração elétrica
A 5 de junho é assinado um contrato entre a Câmara Municipal de Lisboa e a CARRIS com vista à substituição do sistema de tração então utilizado. Nele se estipula que “...é concedida à Companhia Carris de Ferro de Lisboa autorização para substituir o seu atual sistema de tração, por tração elétrica por condutores aéreos nas linhas que explora e nas que está obrigada a construir...”.
1899
A 7 de julho, visando a transformação do sistema, a CARRIS contrata com a firma Wernher, Beit & Co., a cedência, por arrendamento, de todos os seus edifícios, linhas e demais material, obrigando-se esta a cumprir os contratos assinados com a Câmara e a pagar todo o passivo, juros e amortizações da Companhia, bem como um juro de 6% às suas ações.
Em 27 de julho, a Wernher, Beit & Co. cede à Lisbon Electric Tramways Limited (L.E.T.L.) todos os direitos e obrigações assumidos por aquele contrato. O relatório desse ano indica que foi acordado entre as duas Companhias que os corpos gerentes da Carris continuariam a ocupar-se da exploração das linhas por conta da L.E.T.L., respondendo esta pelos encargos provenientes da modificação ajustada.
| 1900 - Geradora Têm início os trabalhos de modificação e assentamento de linhas, de instalação da rede aérea e de construção da Central Elétrica destinada a fornecer energia para o novo sistema. |
| 1901 - Rapidez Em 31 de agosto é inaugurado o serviço de elétricos. |
1902 - Elevador de Santa Justa
O Elevador do Carmo ou de Santa Justa, atualmente propriedade da Companhia Carris, foi inaugurado a 10 de Julho, movendo-se a vapor até Novembro de 1907, quando foi equipado com motores elétricos. É o único elevador vertical de Lisboa, tendo sido concebido por Raoul Mesnier du Ponsard.
1912
Com o fim de estudar as necessidades de transporte de alguns bairros ainda não abrangidos pelo serviço de carros elétricos, a Companhia Carris, com uma pequena frota de 5 unidades, organiza carreiras de autocarros, a primeira das quais, ligando Sete Rios a Carnide, foi inaugurada no dia 14 de Novembro. Dificuldades de manutenção e fraca afluência por parte do público conduziram ao seu desaparecimento três anos mais tarde.
1926 - Ascensores de Lisboa
A CARRIS adquiriu da Nova Companhia dos Ascensores Mecânicos de Lisboa (N.C.A.M.L.) todos os seus bens, valores, direitos e obrigações, ficando, assim, integrados na sua rede os ascensores do Lavra, da Glória e da Bica, inaugurados, respetivamente, em 1884, 1885 e 1892.
| 1937 - Estação das Amoreiras Num terreno que adquiriu três anos antes, é iniciada a construção da Estação das Amoreiras, destinada ao serviço de carros elétricos. Dez anos passados, as instalações são ampliadas com a edificação da estação de serviço para autocarros. |
1944 - Inauguração do serviço de autocarros
Em 9 de abril, utilizando as viaturas adquiridas em 1940 para reforço do transporte de visitantes para a Exposição do Mundo Português, que se realizou em Belém, é inaugurado oficialmente o serviço de autocarros.
1947 - Autocarros de dois pisos
São recebidos os primeiros autocarros de dois pisos. Portadores dos números de frota 201 e 202, entraram ao serviço no dia 22 de Junho, na carreira Praça do Chile – Encarnação.
| 1958 - Estação de Cabo Ruivo O número sempre crescente de autocarros postos ao serviço do público cedo fez sentir a necessidade de uma nova Estação. No dia 11 de dezembro, é inaugurada a Estação de Serviço e Recolha de Autocarros de Cabo Ruivo. |
| 1973 - Renovação Em 21 de dezembro, pelo Decreto-Lei nº.688/73, é rescindido o contrato de arrendamento à L.E.T.L. Simultaneamente, efetua-se com a Câmara Municipal de Lisboa um contrato de renovação da concessão pelo prazo de 50 anos. Em consequência, a Companhia Carris vê o seu património substancialmente aumentado por diversos imóveis etodo o estabelecimento industrial fica com o direito de explorar por mais 50 anos uma nova concessão de transportes coletivos urbanos, utilizando autocarros, elétricos e ascensores. |
| 1974 - Reforço da frota Verificada a urgente necessidade de renovação da frota de autocarros, é aberto concurso público para o fornecimento de 200 viaturas carroçadas em Portugal. Em finais de 1975, a CARRIS já tinha em circulação 75 novos autocarros. |
1976 - Estação da Pontinha
Tendo em vista a próxima desativação da Estação das Amoreiras e a ampliação da frota de autocarros, é inaugurada no dia 1 de Outubro a Estação da Pontinha, destinada à recolha de autocarros, Estação de Serviço e pequenas reparações.
1979 - Estação de Miraflores
Com os trabalhos de terraplanagem, têm início as obras destinadas à construção do complexo de Miraflores, o qual integra três sectores de atividades: Oficinas Gerais, Estação de Serviço e Núcleo Administrativo, que entram em funcionamento à medida que vão sendo concluídos.
| 1981 - Estação da Musgueira Em 27 de Fevereiro, é inaugurada a Estação da Musgueira, no âmbito do plano de ampliação e renovação da frota de autocarros. Esta Estação ficou a apoiar uma frota de 200 autocarros utilizados na exploração de 18 carreiras regulares e garantindo o transporte de cerca de 100 milhões de passageiros por ano. |
1983 - Visita do Gen. Ramalho Eanes
A 19 de julho, o Complexo de Miraflores recebe Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa, General Ramalho Eanes, naquela que foi a primeira visita realizada pelo mais alto magistrado da Nação a instalações da Empresa.
| 1990 - Renovação Em finais deste ano, a CARRIS passa a dispor de 40 novos autocarros de tamanho mais reduzido que o habitual destinados a carreiras de percursos sinuosos e, por essa razão, vulgarmente chamados de “médios”. |
1991
Em julho deste ano, no âmbito de um plano de modernização da frota da Empresa, entraram ao serviço os primeiros autocarros articulados.
1993
Prosseguindo uma política de renovação e diversificação da frota de autocarros, é introduzido um novo segmento: os mini autocarros.
1995
No primeiro trimestre, entram em exploração 10 elétricos articulados, os primeiros com esta característica a integrarem a frota da Empresa.
1996
A CARRIS conclui a remodelação de 45 elétricos tradicionais. Mantendoo seu aspeto exterior os elétricos tornam-se mais rápidos, silenciosos e seguros.
1997
Procede-se à renovação da imagem da empresa, traduzida em diversas formas de comunicação, designadamente na imagem exterior dos veículos, adotando o “amarelo” como cor dominante, em todas as viaturas de serviço público.
1999
Em 12 de janeiro é inaugurado o Museu da CARRIS, lugar de memórias e de afetos e repositório da história longa e rica da Empresa, com a presença de Sua Excelência o Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio.
2001
Refletindo a preocupação da Empresa com a melhoria da qualidade ambiental e a utilização eficiente dos recursos energéticos, entram ao serviço os primeiros autocarros movidos a gás natural.
Tendo como principais finalidades garantir melhores condições de segurança física e psicológica aos passageiros e tripulantes e aumentar a eficácia da atuação das entidades policiais, tem início a instalação de sistemas de videovigilância nos veículos de serviço público.
2002
Pelo Decreto nº. 5/2002, de 19 de fevereiro, os ascensores do Lavra, da Glória, da Bica e o Elevador de Santa Justa são classificados como Monumentos Nacionais.
| 2004 e 2005 – Renovação da frota Entrada em funcionamento do novo sistema de bilhética sem contacto, com a adoção do “Lisboa Viva” para os passes e do “7 Colinas” para os bilhetes. Início de um ambicioso processo de renovação da frota com a aquisição de 408 novos autocarros em 3 anos, resultando numa frota com idade média de 5,7 anos, no final do período. Expansão da rede de corredores reservados “BUS”, com o acréscimo de 11 novos corredores e reforço da fiscalização com a criação de um sistema de “vigilantes”. Tem lugar a transferência, de Santo Amaro para o Complexo de Miraflores, da Sede Executiva da CARRIS e de todos os seus Serviços Centrais. Foi requerida a Certificação da Empresa, de acordo com a norma ISO 9000, bem como a certificação de carreiras, processo este em que a CARRIS foi pioneira. |
2006 – A Certificação
Em janeiro, é oficialmente certificado o Sistema de Gestão da Qualidade da CARRIS, de acordo com a norma NP EN ISO 9001:2000, aprovado pela APCER - Associação Portuguesa da Certificação.Foi também iniciado o processo de Certificação do Sistema de Transporte, tendo a CARRIS obtido, em Fevereiro, a certificação das primeiras quatro carreiras (15E, 56, 60, 83). Este reconhecimento foi concedido pela CERTIF - Associação para a Certificação de Produtos - com base na norma NP EN 13816:2003 e nas especificações Técnicas da CERTIF. A 9 de setembro, é lançada a 1ª fase da “REDE 7”, refletindo uma renovação global da rede, caracterizada por menor sobreposição e maior articulação com as linhas do Metropolitano, bem como maiores níveis de frequência. A 20 de outubro é assinada, em Bilbau, a Carta de Compromisso da UITP - União Internacional de Transportes Públicos - com o Desenvolvimento Sustentável, como “Pledge Charter Signatory”. |
| 2007 - A Carta Europeia Em fevereiro, a CARRIS subscreveu a Carta Europeia de Segurança Rodoviária. Continuação do processo de certificação de serviços com a certificação, em Maio, de mais 18 carreiras. A 18 de setembro, em Lisboa, foi assinada, com a UITP, a Carta de Compromisso com o Desenvolvimento Sustentável, com o estatuto de “Full Charter Signatory” No final do ano, é finalizado o processo de externalização da manutenção de autocarros, consolidado através da CARRISBUS. |
| 2008 - Ranking Responsabilidade Climática É lançada a 2.ª fase da “Rede 7”. Em abril, é obtida a certificação do Sistema de Gestão Ambiental através da norma NP EN ISO 14001:2004. No estudo “Estado do País em Práticas Sustentáveis”, organizado pela Heidrick & Struggles e o jornal Expresso, em parceria com o BES, a CARRIS obteve 89,3% no Barómetro da Sustentabilidade, muito acima da média nacional. Em junho, na Feira Europeia de Mobilidade, realizada em Paris, um motorista da CARRIS obteve o 2.º lugar no concurso “Bus d'Or” de Melhor Motorista da Europa. Consolidação do processo de renovação da frota com a entrada ao serviço de mais 40 autocarros, 20 médios (Euro 4) e 20 articulados (Euro 5). Início do processo de reposicionamento da marca CARRIS, através de uma abordagem inovadora em transporte público, fazendo uso do marketing multi-sensorial. |
| 2009 - Processo de renovação e certificação da frota A 12 de janeiro a CARRIS comemorou o 10.º aniversário do Museu da Empresa. Aquisição de mais 60 autocarros, tipologia “Standard”, dos quais 20 a gás natural comprimido. A certificação do Serviço de Transporte atinge um total de 52 carreiras (mais de 50 % da totalidade da rede). A 15 de abril, Sua Excelência o Presidente da República, Professor Aníbal Cavaco Silva, visita a CARRIS, no âmbito da 5.ª jornada do Roteiro para a Ciência |
| 2010 - Andamos a pensar em si A 22 de setembro, foi lançado o CARRIS Net Bus, um projeto piloto através do qual é disponibilizado o livre acesso à internet a bordo dos veículos, a partir de computadores ou telemóveis, nos 30 autocarros articulados que circulam nas carreiras 36 e 745. Foi lançada a 3.ª fase da “REDE 7”. A 18 de maio, o Museu da CARRIS passou a integrar a Rede Portuguesa de Museus. Certificação de mais 12 Carreiras, em agosto, passando a haver 64 carreiras certificadas. Em setembro, a CARRIS obteve a certificação do Sistema de Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho. |
| 2011 - Híbrido A CARRIS e a AUTO SUECO testaram, pela primeira vez, um autocarro híbrido em Lisboa, comprovando uma redução significativa de combustível. |
2012 - Uma viagem que nos une
A CARRIS Certificada em Responsabilidade Social pela Norma NP 4469, sendo a primeira Empresa em Portugal a fazê-lo em alinhamento com as orientações da Norma ISO 26000, mais uma vez, um processo pioneiro no setor.
Início do processo de integração entre a CARRIS e o METROPOLITANO DE LISBOA com a nomeação de uma administração comum que tem como principal prioridade dar concretização aos objetivos definidos no Plano Estratégico de Transportes para o transporte urbano na Área Metropolitana de Lisboa, com vista à concessão dos serviços de transporte prestados por estas empresas.
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2013 - Rede Espaços Cliente
Na sequência do processo de integração operacional, que se encontra em curso, a CARRIS / METRO inaugurou este ano os primeiros “Espaço Cliente”, que, com uma identidade própria, conjugam uma imagem corporativa com referências visuais aos dois operadores.
Disponibilização de um centro de atendimento comum.
A CARRIS / METRO associou-se a uma campanha internacional da UITP – União Internacional dos Transporte Públicos, que tem como grande objetivo contribuir para que a quota de mercado do transporte público alcance o dobro até 2025.
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2014
Continuação do processo de reestruturação e de integração operacional com o METROPOLITANO DE LISBOA, no quadro da administração e gestão comum em que atualmente funcionam as duas empresas.
Desenvolvimento, em colaboração com o METROPOLITANO DE LISBOA, de uma grande operação de combate à fraude, com a implementação, entre outras iniciativas e ações, de uma campanha de marketing global e de uma ação de fiscalização tendo em vista o uso responsável e adequado do transporte público.
A CARRIS continua a destacar-se como um dos operadores-chave na mobilidade em Lisboa durante a realização de eventos internacionais na cidade (ex. final da Taça UEFA).
Conclusão do processo de dinamização do conceito expositivo do Museu da CARRIS, com a integração nas suas coleções de espólio museológico do METROPOLITANO DE LISBOA.
www.carris.pt
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