REVOLUÇÃO!
Em decassílabo heróico)
Se sofro, o que me importa, a mim, sofrer
Enquanto tantos mil, sofrendo mais,
Transformam cada grito, dos que eu der,
Num gemido que abafa outros iguais…
Se morro, o que me importa, a mim, dizer
Que a morte me chegou cedo demais,
Enquanto mil houver que irão morrer
De frio, de fome e falta de hospitais…
Mas… uma coisa sei; morro de pé!
Ninguém ficará surdo à voz de um só
Se ela projecta em mil aquilo que é
E, na corda impotente, o sujo nó,
Rebenta de repente, explode a fé
E outro Golias cai mordendo o pó!
Maria João Brito de Sousa – 11.02.2014 – 12,49h
O Quarto Estado - Pelizza da Volpedo
Se sofro, o que me importa, a mim, sofrer
Enquanto tantos mil, sofrendo mais,
Transformam cada grito, dos que eu der,
Num gemido que abafa outros iguais…
Se morro, o que me importa, a mim, dizer
Que a morte me chegou cedo demais,
Enquanto mil houver que irão morrer
De frio, de fome e falta de hospitais…
Mas… uma coisa sei; morro de pé!
Ninguém ficará surdo à voz de um só
Se ela projecta em mil aquilo que é
E, na corda impotente, o sujo nó,
Rebenta de repente, explode a fé
E outro Golias cai mordendo o pó!
Maria João Brito de Sousa – 11.02.2014 – 12,49h
O Quarto Estado - Pelizza da Volpedo
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