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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

TUDO, TUDO SOBRE COMO FUNCIONA O CIRQUE SOLEIL

Como funciona o Cirque du Soleil




Introdução

Não importa para onde você olhe, o Cirque du Soleil é um grande sucesso. Em pouco mais de 20 anos ( a Companhia foi criada em 1984), conquistou uma posição única na indústria do entretenimento, visitou cidades em todo o mundo e recebeu críticas espetaculares. O Cirque também está muito bem financeiramente: seus ganhos estão estimados em US$ 1 bilhão, as vendas anuais de ingressos ultrapassaram US$ 450 milhões, e mais de 40 milhões de pessoas ao redor do mundo já assistiram a pelo menos um de seus espectáculos.



Foto cedida por Al Seib
A dança do fogo
Esta grande popularidade pode ser atribuída à extraordinária experiência de ver o Cirque de perto. A combinação do trabalho dos artistas, diretores eequipe de bastidores cria um espetáculo completamente original, que deixa a platéia deslumbrada. O Cirque é reconhecido em praticamente todo o lugar que vai.


Fundamentos do Cirque

O Cirque du Soleil nasceu em 1984 na cidade de Montreal, Canadá, quando um grupo de artistas de rua se juntou para criar um espetáculo que tinha de tudo. Eles andavam sobre pernas de pau, cospiam fogo e faziam malabarismos. Ao longo dos anos, o grupo cresceu, criou novos espetáculos e começou a visitar novas cidades.
Hoje, o Cirque possui cinco espetáculos itinerantes e quatro fixos (que ficam apenas em uma cidade). A idéia é adicionar um novo a cada ano.
Mesmo que seus espetáculos e turnês estejam mais sofisticados, o Cirque nunca se afastou de suas raízes, a arte de rua. Ao contrário de muitos circos famosos, que têm números com animais, o Cirque du Soleil utiliza exclusivamente o talento extraordinário de seus artistas. Para criar um espetáculo, a equipe reúne diversos talentos de todo o mundo e os transforma em um grupo harmonioso.
Tanto os espetáculos itinerantes, como Alegría e Varekai, quanto fixos como “O”, em Las Vegas, são realizados de acordo com dois elementos principais: trilhas sonoras e temas únicos. Como vamos ver a seguir, estes elementos auxiliam o desenvolvimento de cada número, cenário e figurino dos espetáculos.


Tema

O Alegría, , foi o segundo espetáculo criado pelo Cirque, em 1994, na sede artística de Montreal. É sempre na sede que a equipe de criação - incluindo o fundador Guy Laliberte, diretores, diretores artísticos, criadores de cenário e figurino e os coreógrafos - se reúne para discutir sobre novos espetáculos.
O primeiro item a ser determinado é o tema - uma escolha difícil, já que deve interligar todos os números sem que seja necessária muita narração. A equipe do Cirque evita as narrações para permitir que o público interprete o espetáculo da maneira que quiser.




Foto cedida por Al Seib
A rota rápida
Os temas do Alegría são vários, como poder (mau uso do poder político e sua transferência através das gerações) e contraste (antigas monarquias e modernas democracias, velhice e juventude). Para representar tudo isso, os personagens do espetáculo se caracterizam de mendigos, crianças, velhos aristocratas e bobos da corte. Em cada espetáculo do Cirque, o tema é estreitamente ligado à trilha sonora. Na próxima seção, vamos conhecer esta parte do processo criativo.


Trilha sonora

A trilha sonora para cada espetáculo do Cirque é desenvolvida por membros da equipe de criação. A equipe é liderada por um compositor, como René Dupéré, que escreveu a trilha sonora de Alegría, indicada ao Grammy, e várias outras trilhas de espetáculos do Cirque.
A trilha sonora de Alegria, como todas do Cirque du Soleil, é uma mistura eclética de estilos musicais. Esta mistura indica a mudança de humor e de tema para o público.
A trilha também serve como uma deixa, guiando os artistas durante cada número do espetáculo. Para garantir que os músicos sigam o ritmo dos artistas, todos os espetáculos utilizam música ao vivo. No caso de um número falhar, os músicos ajustam o tempo e o volume, improvisando se necessário.
Todos os espetáculos do Cirque du Soleil apresentam músicas que usam "notas fonéticas" em vez de palavras. De acordo com Parisien, "o uso de palavras bloqueia a imaginação". Parisien acredita que esta característica ausência de palavras, como no tema de abertura e fechamento do espetáculo, permite a interpretação do público e torna o Cirque mais universal.



Foto cedida por Al Seib
Monsieur Fleur


"Cirquish"
Uma vez, uma estudante de doutorado da Universidade de Ohio que estava pesquisando as artes teatrais se disfarçou para estudar o Cirque du Soleil. Enquanto trabalhava com os artistas, ela aprendeu sobre a linguagem do Cirque, ou o que eles chamam de "Cirquish" (site em inglês). Os artistas usam um tipo de palavreado que é uma mistura de línguas e sons. O que parece uma língua estrangeira para alguém de fora costuma ser uma criação do artista.

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