Símbolo da canção de intervenção e protesto, José Afonso é um dos músicos portugueses mais conhecidos. Para este reconhecimento contribuíram discos clássicos como Cantares de Andarilho, Venham Mais Cinco, Cantigas do Maio ou Traz Outro Amigo Também e canções como Grândola Vila Morena, Os Vampiros ou Vejam Bem. Para celebrar os 43 anos do dia da Revolução dos Cravos escolhemos uma canção gravada em 1976 para o disco Com as Minhas Tamanquinhas, Os Índios da Meia-Praia.
Em 1971, Sérgio Godinho editou o seu primeiro registo, Os Sobreviventes. Gravado em França, o disco terminava com Maré Alta, onde o músico adianta que a "Liberdade está a passar por aqui". A liberdade que Godinho referia só chegaria a Portugal três anos depois, no dia 25 de Abril de 1974.
Chico Buarque não ficou alheio à Revolução dos Cravos e desejava o mesmo para o Brasil, ainda sob a ditadura de Getúlio Vargas. Mas rapidamente percebeu que a "semente" de Abril não tinham tido o crescimento que o mesmo desejava. Por isso gravou duas versões de Tanto Mar, uma a celebrar o 25 de Abril e uma segunda onde fala sobre a festa já "murcha", mas da qual ainda subsistiam sementes.
Fausto foi um dos músicos mais politicamente engajados no pós 25 de Abril. Nesta canção protesta contra um projecto de uma fábrica nuclear – "para alguns mortal" - planeada para Peniche, mas com um acompanhamento e uma melodia que podiam ter dado uma canção de amor.
É uma canção de protesto contemporânea que virou hino de uma geração. Os Deolinda estrearam a canção no Coliseu dos Recreios e rapidamente se difundiu pelo YouTube, chegando a milhares de pessoas que se identificaram com a letra marcadamente irónica de Que Parva que eu Sou.
Em 1978 o FMI aterrou na Portela para implementar um plano de resgate para Portugal. José Mário Branco, autor do álbum Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades e de uma adaptação para teatro de A Mãe de Máximo Gorky e fundador do Grupo de Acção Cultural, o G.A.C., era claramente contra este "internacionalismo monetário" e demonstrou-o numa das canções mais marcantes da sua discografia – e da música popular portuguesa do século XX.
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