COISAS DA VIDA
Pagar sem usufruir é algo que o zé povinho, a maioria, neste país de tagarelas (salvo as excepções) faz todos os dias.
Pagar ! pagar tudo! e não receber nada em troca é uma constante !
Um vício, um jogo, que o fascismo moderno das políticas encostadas como diz a venenosa Cristas mas ao contrário, um jogo dos xuxas do socialismo na gaveta, e dos que foram para a política, porque dar cabo dos ossos a trabalhar é coisa de escravos, de ignorantes de parvos e de submissos, um jogo que já tresanda e faz vítimas todos os minutos sem que alguém lhe ponha cobro e tenha coragem de higienizar, de solucionar.
Formou-se uma cortina de nevoeiro e mudez em volta das viagens dos deputados que recebem a dobrar, que recebem 500 euros semanais para se deslocarem a ver os seus "queridos" quando na realidade levam a vida com o cu almofadado a viajar e a curtir a vida em ambiente de ar condicionado e mordomias inimagináveis e ainda por cima desbocadamente têm a pouca vergonha de se dizer representantes do povo com direito a toda uma roubalheira que sai do bolso dos que trabalham e se veem privados dos direitos elementares e nucleares da sua existência como seres humanos.
Roubam o "estado" que tanto criticam, roubam o viajante, o vizinho, o velho, o jovem, roubam tudo o que lhes aparece pela frente mesmo que seja "imoral e anti ético", e depois botam cá para fora os discursos da banha da cobra próprio dos mercados e feiras medievais.
Casta de gatunos, de merdosos, de direita e até alguns que se dizem de "esquerda" que arranjaram uma forma de xular o desgraçado do trabalhador mas não passam de vulgares marginais ausentes de honra e honestidade que ainda encontra eco num povo que acreditou neles no 25 de abril.
Discutir ordenados e benesses da classe política tornou-se tabu e fica mal nos que são sempre servis e não merecem a estima de ninguém, a não ser em dia de eleições.
Já se assemelham a cardeias e a bispos com a retórica estudada e ramificada, com a verborreia que utilizam para tapar os olhos e adormecer a plebe mantendo o rebanho sossegado mesmo cercado pela alcateia.
Os eternos parvalhões de sempre, os pedreiros, carpinteiros, mecânicos,os que PRODUZEM, os que todos os dias levantam este país das bancas rotas foram condenados a suportar esta xulama e silenciados nas suas legítimas aspirações.
Se calados tudo bem !
Se botam palavra lá vêm as acusações de traição, lá vêm as críticas de que são grevistas, comunistas, acusados de esquerdismo, lá vêm as desculpas esfarrapadas de que não há condições.
Não há condições para quê seus troca tintas, aldrabões ?
Não vos chega injectar na banca 17 mil milhões de euros e vir com cara de puta fingida dizer que não há dinheiro para a saúde, a cultura, para infraestruturas elementares que prometeram há décadas ?
Não vos chegam as mordomias e benesses de que usufruem ou seja a reforma assegurada, sem chatices, sem percalços, sem dificuldades e ainda vêm extorquir mais ao zé povinho ?
Neste malfadado país que parece não ter saído da monarquia onde a família política ( sangue azul) se sucede através dos tempos, neste país onde a maior parte dos políticos e governantes superam em regalias outros países muito mais ricos no que diz respeito ao que ganham governantes e administradores, banqueiros e outros doutores, neste país onde há dinheiro para tudo menos para os que AINDA sobrevivem desempregados, para os que depois de uma vida de trabalho são remetidos para o canto do esquecimento e da miséria, neste país onde o luxo anda de mão dada com a gatunice só me apetece dizer.
Vão roubar para o c&&&#%&&, vão gozar com a puta que vos pariu.
Quando o povo vos destapa a careca não se emendam e ainda o odeiam mais e o sacrificam.
Sabendo dos "brandos costumes" das marionetas obedientes que inexplicavelmente persistem neste país, vocês vivem no paraíso remetendo o povo ao inferno que é real mesmo sem deuses e sem diabos da ficção esotérica.

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