Arménio Carlos quer que Governo assuma "o compromisso de
introduzir o aumento dos salários para todos os trabalhadores do sector público no próximo Orçamento do Estado de 2019".

Entre outras medidas, o líder da CGTP vincou que, "neste momento, se justifica que o Governo assuma desde já, na entrega deste documento, o compromisso de introduzir o aumento dos salários para todos os trabalhadores do sector público no próximo Orçamento do Estado de 2019".
"Não é só um dever, é uma obrigação que o Governo tem perante os seus trabalhadores e, simultaneamente, um exemplo que pode e deve dar para que a iniciativa privada assuma essas mesmas actualizações no quadro da negociação da contratação colectiva", notou.
Segundo noticiam o Eco e o Jornal de Negócios esta quinta-feira, o Governo já iniciou as reuniões com os parceiros parlamentares sobre o Programa de Estabilidade (PE), apresentando novas estimativas para este ano: um défice orçamental de 0,7% do PIB e um crescimento económico de 2,3%.
No Orçamento do Estado para 2018, o executivo previa um défice orçamental de 1,1% do PIB (com o impacto de 0,1 pontos das medidas de apoio e resposta aos incêndios do ano passado) e um crescimento económico de 2,2%.
A Lusa tentou confirmar estas novas previsões, mas até ao momento não foi possível.
Na conferência de imprensa, Arménio Carlos assinalou também que o Governo, "ao aproximarem-se das eleições de 2019, está eventualmente a tentar captar votos ao centro, evitando por esta via resolver os problemas, quer dos salários, quer da legislação laboral".
"Isto, a manter-se, irá inevitavelmente originar o aumento da contestação, do descontentamento e da luta dos trabalhadores", avisou o responsável.
Por essa razão, "é bom que o Governo neste momento pondere, reflicta e tenha um comportamento diferente daquele que tem manifestado nos últimos tempos, ou seja, de abertura e de concretização de um conjunto de compromissos e de expectativas que abriu, quer no que respeita à melhoria das condições de vida dos trabalhadores e da população, quer também no que respeita à revogação das normas gravosas da legislação do trabalho", alertou ainda Arménio Carlos.
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