O PCP exige que o Executivo esclareça “rapidamente” se firmou um acordo secreto com os patrões para não alterar, a curto prazo, o Código do Trabalho. Em entrevista à Antena 1, o líder parlamentar dos comunistas, João Oliveira, avisa que o caso da TSU serve para que patronato e Presidente da República percebam que quem decide é o “Governo e a Assembleia da República”.
A queda da proposta de redução da Taxa Social Única para os patrões encerra uma lição, segundo João Oliveira: a Concertação Social “não decide nada, é consultiva”, e as decisões cabem a “Governo e Assembleia da República”.
Entrevistado pela editora de Política da rádio pública, Maria Flor Pedroso, João Oliveira garantiu que o Partido Comunista vai avançar desde já com propostas de alteração à legislação laboral, porque essa é uma expectativa que está criada.
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Embora reclame um rápido esclarecimento por parte do Governo, quanto ao que possa ou não ter sido acertado com o patronato, o líder parlamentar do PCP afirma que a atual solução política não está em perigo. Nem vai estar com outras medidas que aí venham, como a solução para a precariedade no Estado ou a Carris, a discutir no final do mês.
João Oliveira sustentou que, se o objetivo é fragilizar a atual fórmula governativa, a direita está a falhar.
O dirigente comunista disse ainda que o caso da precariedade laboral no Estado é um exemplo das virtudes da atual solução de governo, que permite ao PCP fazer aprovar medidas que no passado não conseguiu.
Esta entrevista poder ser ouvida na íntegra depois das 10h00 na Antena 1.
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