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sábado, 4 de fevereiro de 2017

Marine Le Pen quer criar imposto sobre contratos de trabalhadores estrangeiros



Em declarações ao diário francês “Le Monde”, Marine Le Pen avançou que, caso seja eleita Presidente de França, vai criar um imposto a quem assine contrato com empregados estrangeiros. “Nós vamos criar uma taxa sobre todos os novos contratos com empregados estrangeiros”, referiu ao jornal.
Na entrevista publicada esta quinta-feira, a candidata às eleições presidenciais francesas, Marine Le Pen justificou a decisão com os planos que tem para dar “prioridade nacional ao emprego”. Se conseguir liderar o Executivo francês a candidata de extrema direita quer impedir que os patrões contratem imigrantes com o intuito de ter mão de obra mais barata.
Questionada sobre a recusa de pagar 300 mil euros ao Parlamento Europeu pelo alegado emprego fictício de um dos seus assistentes, Marine Le Pen afirmou que a instituição europeia é uma estrutura política que decidiu encetar “contra os patriotas” que são os franceses um “combate sem prisioneiros”. De acordo com a dirigente política, o Parlamento Europeu “não suporta a ideia de que pode haver uma oposição dentro dele”.
“Nós somos deputados eleitos pelo povo para o defender. Permitir que se viole a integridade de todas as regras que sustentam a nossa justiça para tentar impedir um membro de exercer o seu mandato é algo extremamente grave”, acrescentou a líder da Frente Nacional.
Ao “Le Monde”, Marine Le Pen realçou ainda que vai levar adiante dois referendos, onde se inclui um sobre a integração do país na União Europeia, seguindo o exemplo de 23 de Junho do Reino Unido, e outro para dar início a alterações à Constituição de França.
O programa de Marine Le Pen será apresentado este fim de semana na cidade de Lyon e um dos princípios da candidata centra-se na seguinte ideia: “A palavra para o povo e a democracia de proximidade”.
A última sondagem da francesa Elabe para o jornal económico “Les Echos”, que veio a público esta quarta-feira, dia 1, indicou que Marine Le Pen se encontra com cerca de 27% das intenções de voto e que Emmanuel Macron está em segundo lugar com aproximadamente 23%. O candidato François Fillion sofreu uma queda de cinco a seis pontos percentuais nas intenções de voto, comparativamente ao mês de janeiro, registando 19% a 20% dos votos (com ou sem a candidatura de François Bayrou) e Benoît Hamon teve um acréscimo de 10 a 11 pontos em relação a janeiro, à frente de Jean-Luc Mélenchon.


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