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sexta-feira, 9 de maio de 2014

HISTÓRIA DA GUERRA COLONIAL 46ª PARTE - Veja o vídeo Combatentes do Ultramar contam dificuldades e medos vividos passados - O PRIMEIRO ATAQUE - DE GUILEJE A GADAM,AEL (O CORREDOR DA MORTE)

combatentes contam dificuldades vividas



O PRIMEIRO ATAQUE....

O nosso primeiro "embrulhanço", é retratado com grande realismo no livro "A Pátria ou a vida", (que para quem não sabe é da autoria do então comandante da companhia 2781).
Digitalização das páginas 98 e 99.
Pfiuuu, pfiuuu - pá, pá. Pfiuu, pfiuu, pfiuu-pá, pá, pá-pfiuuu, pfiuuu, pfiuu-pá -pá-pá. Pfiuuu... pum... Pfiu, pfiuu-pá-pá-pá... Pfiiiu... pum-pfiuu -pá-pá. Tá-tá-tá-tá... Valha-nos Nossa senhora!... Pfiu, pfiu-pá-pá... Cabrões!, filhos da puta!, tá-tá-tá-tá... Pfoc... pom, pfiu, pfiu, pfiu-pá-pá-pá-pá... Ai que ficamos aqui todos!... Tá-tá-tá-tá... Tó-tó-tó-tó... Pfiium... pum... Tá-tá-tá-tá-tá... Vira-me o caralho da arma para outro lado, cabrão!... Pfoc... pom, pfiu, pá, pá... tá-tá-tá-tá-tá... Pum, catrapum, pum... tá-tá- tá... Pfoc, pfiu, pfiu-pá-pá... pom... Filhos dum caralho!... Tá-tá-tá-tá... Pfiium... pum... Eh!, caralho, vamos é sair daqui senão fodemo -no todos!... Tá-tá-tá-tá... tó-tó-tó-tó... Pfiu-pá... Vejam para onde estão a fazer fogo, caralho!... Tá-tá-tá-tá... Mas, afinal, onde é que os cabrões estão?... Traz a HK para aqui... aponta para além... Pfiu, pfiu-pá-pá... tó-tó-tó-tó-tó... O cabrão do Morteiro 60 para onde é que está a fazer fogo?... Tá-tá-tá-tá, pfoc-pfoc-pfoc... pom, pom, pom... pom, pom... Para onde aponto, meu furriel?... pfiu, pfiu, pfiu... pá-pá-pá... Vai chamar furriel ao caralho, e aponta para além... Tá-tá-tá... Tó-tó-tó -tó.. Pfoc, pom-pom. «Parem o fogo, caralho!» — bem que há muito tempo o alferes da Companhia africana berrava a mesma coisa. «Parem o fogo, porra!» — gritava agora o Capitão. Tá-tá-tá... tá... tá Tó -tó.. tó tó... Pfoc... pom... tá-tá... pom. E a muito custo o fogo lá foi parando, uns porque perceberam e obedeceram, outros porque se mais quisessem já não tinham com quê. Afinal, parece que já há muito tempo (e o que é aqui muito tempo?) éramos só nós a disparar que nem uns desalmados, para lá, para onde calhava, pois donde eles atacaram ou onde agora estavam, isso não chegámos a perceber, com todos aque98 les tiros, chicotadas e bazucadas por cima das nossas cabeças, fora o infernal cagaçal que nós próprios fazíamos. Periquitos, não é? E os que já não são ou como estes africanos que nunca o foram?... A ordem, agora, era para preparar e retirar. E vontade disso todos tínhamos; mas a bicha, que voltou a recompor-se, não havia maneira de avançar. De resto, vá que não vá, que aqui ao lado, no pessoal da nossa secção e parece mesmo que do nosso pelotão, não houve azar. Já lá para a frente é que se sente um grande burburinho de surdas imprecações entre os africanos e ali mais para o lado ouvem-se uns gemidos de dor de alguém que de certeza é dos nossos, e estão a pedir com alguma aflição para avançar o socorrista. No rádio já estão a pedir evacuações, e o capitão mandou agora montar a segurança e alargar o dispositivo, enquanto chama uns tantos para ajudar a capinar mato para o helicóptero poder aterrar. Mesmo assim, no final de tanto estardalhaço, era de pensar que fosse bem pior. As duas primeiras bazucadas de RPG acertaram em cheio nos dois soldados da Companhia africana que estavam destacados em missão de vigilância: um, mesmo na cabeça que desapareceu completamente, esfrangalhada pelo pescoço; outro, em cheio no peito, deixando para ali um corpo praticamente informe com bocados de pele, carne e ossos por tudo quanto era sítio. E há coisas de que nem é bom falar, ali esborrachadas contra os troncos e outras dependuradas de ramos das árvores mais próximas. Sabe Deus a impressão que tudo isto deixa — andarmos para aqui a arrumar estes restos todos em panos de tenda estendidos no chão, apanhando bocados e bocadinhos ainda quentes, enquanto se espera que cheguem as evacuações. Dos nossos só ficou ferido um moço de transmissões, com uns poucos de estilhaços de RPG. Mas não parece que corra risco de vida.

Citação de:http://guinecolonial.home.sapo.pt/cronicas.htm#aerograma2
Há muito tempo que os altos comandos preparavam uma operação de envergadura para Naga, na altura uma das zonas mais inóspitas no teatro de operações da Guiné, onde o 
PAIGC mantinha tranquilamente há muitos meses uma importante base de apoio. Para além de zona de treino de guerrilha existia escola, posto médico e outros equipamentos, a servir uma significativa concentração populacional, Bissum.
A operação vinha sendo preparada com muito sigilo já que seria decisivo o factor surpresa. O objectivo consistia em instalar um novo aquartelamento a nível de companhia para colmatar uma notória lacuna na malha da quadrícula militar.
Na altura o meu batalhão original ocupava a zona de Bula, a norte de Bissau, e a minha companhia tinha as funções de companhia de intervenção. Significava o permanente estado de prontidão para acorrer a qualquer situação inesperada, como fosse a reacção imediata a um ataque ao quartel ou à povoação, o auxílio ou o reforço a uma outra força no exterior, ou as operações programadas, como a montagem de emboscadas nos caminhos de acesso à povoação ou a escolta para transporte de armamento ou alimentos a outro quartel.
Designada outra companhia para ocupar o quartel a construir em Bissum, foi esta reforçada com um pelotão da dita companhia de intervenção, na circunstância o meu, para além do pelotão de sapadores especializado na construção de edificações militares, minagem e desminagem, montagem de armadilhas, etc.
A operação envolvia várias fases, a primeira das quais era a chegada de surpresa ao local, primeiro em coluna apeada e depois em lanchas da marinha, já que a zona de Naga era atravessada pelo rio Cacheu e a clareira onde nos pretendíamos instalar era praticamente ribeirinha. Muito perto existia a já referida povoação de Bissum, nome que, naturalmente passou a designar o futuro quartel.
Para que o assalto ao objectivo fosse feito aos primeiros alvores do dia, como aconselham os manuais, a saída de Bula fez-se ainda antes da meia noite. Mais de duas centenas de homens, primeiro em viaturas, depois em 
LDM rio Cacheu acima até a alguns quilómetros do objectivo e finalmente o assalto a pé.
Até ao momento decisivo do ataque foram sete horas de grande tensão e expectativa já que, para manter o segredo e evitar que algum dos espiões que pululavam no quartel fizesse anular a surpresa, apenas os oficiais conheciam o plano da operação e mesmo estes só parcialmente - o estritamente necessário para o seu desempenho, fase por fase.
É o género de operação que causa maior stress aquela em que caminhamos passo a passo para uma situação de perigo iminente, sem sabermos exactamente do que se trata. Tensão agravada pelo cansaço prematuro já que a maior parte do pessoal não tinha conseguido pregar olho nas 3 ou 4 horas que lhes foram dadas desde a ordem de preparação até ao momento da saída do quartel.
A mão crispada em torno do punho da G-3, a língua retesada dentro da boca seca, as gotas de suor que iam rolando da testa e aquela proibida vontade de encher o mais fundo das entranhas com o fumo de um cigarro, tudo isto enforma uma sensação única e por isso inesquecível.
Tanta precaução com o sigilo parece ter resultado, a julgar pela maneira precipitada como a população de Bissum fugiu mata fora, ao primeiro sinal da nossa presença. Apenas os porcos, cabritos e galinhas vagueavam assustados por entre as casas quando a atravessámos em direcção à clareira próxima, onde se começou imediatamente a assentar as bases do futuro quartel.
Montado o dispositivo de defesa o meu pelotão foi incumbido de patrulhar a zona, tendo então especial cuidado com a povoação abandonada à pressa. Sabíamos que, mais cedo ou mais tarde a população teria de regressar a suas casas, sobretudo quando se apercebesse que a presença da tropa seria definitiva. Vasculhámos a mata palmo a palmo, encontrando vestígios nítidos da fuga precipitada. A seguir foi a própria povoação a ser inspeccionada.
Quando nos aproximávamos vimos o vulto de um homem que saía a correr de uma das casas. Imediatamente se levantaram três dezenas de G-3 prontas a abrir fogo.
Apesar do cansaço e da tensão, apercebi-me num relance de milésimos de segundo que o homem levava alguma coisa na mão mas que decididamente não era uma arma. Imediatamente dei um grande berro e mandei que ninguém atirasse. Levei eu a G-3 à cara e disparei um, dois, meia dúzia de tiros cujos projécteis passaram bem acima e ao lado do turra, que fugiu espavorido. Ainda se esboçaram gestos de perseguição ao fugitivo, mas também isso eu consegui impedir.
A situação justificava quebras de disciplina e por isso só consegui esboçar um sorriso de cansaço tranquilo, quando ouvi vários:
-- Seu pexote!... Seu pexote!...
A partir desse episódio ficou seriamente abalado o meu prestígio como atirador especial, qualificado com uma das notas mais elevadas no curso de oficiais milicianos. Mas não cuidei em desfazer a má impressão e só bastante mais tarde adiantei a justificação de tal imperícia.
Ainda hoje não sei se a aceitaram, mas consola-me a ideia de que alguns terão compreendido a razão por que aquela foi uma das atitudes em combate de que me orgulho ainda hoje.

ATAQUES À C. CAÇ. 2781

Manuscritos dos anos 70, enviados pelo amigo Lameirinho , que relatam os ataques à nossa companhia e que vieram enriquecer as minhas memórias.




BISSUM - NAGA - ANOS 1970/1972

GRANDE MÁQUINA !!!!!
MELÍCIAS DE BISSUM
JUVENTUDE DE BISSUM NAGA 1970
LAVANDARIA :-)
VAMOS AO TRABALHO...
VAI HAVER PÃO QUENTE !!! O FORNO JÁ ESTÁ EM BRASA...
PREPARANDO O RANCHO - HOJE HÁ BATATA. JÁ TENHO SAUDADE DO ARROZ E SALSICHA
TAMBÉM FAZÍAMOS OS NOSSOS CRUZEIROS !!!!
A POPULAR LAVADEIRA...

TABANCAS DE BISSUM NAGA



BISSORÃ 1970 - Chegada do Batalhão de Caçadores 2927

AS FOTOS AQUI PUBLICADAS FORAM HOJE GENTILMENTE ENVIADAS PELO CAMARADA ARMANDO PIRES QUE ERA DO BATALHÃO 2861 E QUE O 2927 RENDEU EM 1970 EM BISSORÃ






FOTOS ENVIADAS PELO AMIGO LAMEIRINHO

Directamente da Alemanha para recordar Bissum
 

















ALBUM DE RECORDAÇÕES

Alguns militares do 1.º GRUPO

BISSUM - MESSE DOS GRADUADOS 

O REFEITÓRIO DE BISSUM
ABRIGOS EM BISSUM
Bissum, à esquerda o aquartelamento e à direita as tabancas, mais ao fundo a pista, é visível o grande mangueiro que imponente dava sombra para a cozinha.

VISTA DO QUARTEL DE BISSUM

Esta canoa, estava estacionada em Bissum nas traseiras do posto de transmissões e tinha sido apreendida ao então chamado "Inimigo"GUINÉ BISSAU - SPÍNOLA EM BISSUM-NAGAGUINÉ BISSAU - DO 27 ATERRA NA PISTA DE BISSUMGUINÉ BISSAU - MESSE DE GRADUADOS EM BISSUM
GUINÉ BISSAU - ABRIGOS EM BISSUM
Bissum, à esquerda o aquartelamento e à direita as tabancas, mais ao fundo a pista, é visível o grande mangueiro que imponente dava sombra para a cozinha.

2 FOTOS ENVIADAS POR ANTÓNIO REIS - 3.º GRUPO OPERACINAL
OLHA O ENXUTO A BEBER A SUA LOIRINHA !!!!!!
GUINÉ - QUARTEL DE TRMS (1972)(Enviada por Castro)

GUINÉ (Enviada por Castro)
GUINÉ BISSAU - PALÁCIO DO GOVERNADOR (Anos 70)GUINÉ BISSAU - PALÁCIO DO GOVERNADOR (Foto actual !!... GUINÉ - HOSPITAL MILITAR DE BISSAU (ANOS 70)GUINÉ - O HOSPITAL (ACTUALMENTE!!!......)A EMBOSCADA
BOLANHA 
UM PATRULHAMENTOCONSEQUÊNCIAS DE MINA
CRIANÇAS DA GUINÉNão é montagem....
A TRAGÉDIA MADINA DO BOÉ




À procura dos militares afogados no rio Corubal

Jangada com os sobreviventes do desastre de Cheche, no rio Corubal DR


Durante horas a fio, as duas jangadas no rio Corubal fizeram vezes sem conta a travessia para a margem norte. A companhia de caçadores 1790 estava a abandonar o quartel de Madina do Boé, onde tinha sido constantemente flagelada pelo inimigo ao longo de 13 meses, e era apoiada por homens de outras companhias. Tropas, viaturas e todo o material de guerra estavam a ser retirados daquele quartel no Leste da Guiné-Bissau, perto da fronteira com a Guiné-Conacri, na grande operação militar Mabecos Bravios. Iam na última travessia, a meio do rio, perto da povoação de Cheche, quando o desastre aconteceu.Até ali, tudo tinha decorrido sem incidentes. Para trás, tinham ficado os 30 quilómetros entre Madina de Boé e Cheche, e o rio começou a ser transposto na margem sul ao fim da tarde de 5 de Fevereiro de 1969. Passaram toda a noite naquilo. Só podia seguir uma viatura pesada de cada vez. Eram 28, mais 100 toneladas de munições e equipamentos, três auto-metralhadoras Daimler e à volta de 500 militares, conta-nos o então capitão José Aparício, comandante da companhia 1790 em Madina do Boé.
Ao início da manhã de 6 de Fevereiro, só restava na margem sul um grupo de homens: dois pelotões da companhia 2405, outros dois daquela que estava em retirada. "Eram entre 100 a 120 pessoas", diz José Aparício.
Toda a gente entrou na última jangada, que assim levava o dobro da sua lotação de segurança. Era feita por um estrado de madeira, assente em canoas e bidões de gasóleo vazios, puxada por um barco com motor fora de borda. José Aparício ia naquele grupo de homens. O alferes miliciano Rui Felício (que comandava um pelotão da companhia 2405) também.
De repente, a jangada adornou para um lado, atirando vários homens à água. Depois, balançou para o outro e cuspiu outros tanto. Ficou meio submersa, mas não foi ao fundo. José Aparício conseguiu manter-se na embarcação. Rui Felício caiu no rio.
"Estava a ir ao fundo. Percebi - se calhar muitos não perceberam - que tinha muito peso. Atirei a espingarda fora, que pesava cinco ou seis quilos, e a cartucheira à cintura, com outros cinco ou seis quilos. Descalcei as botas e nadei para a jangada." Ouviam-se gritos? "Não, não ouvi ninguém a pedir socorro, a gritar. Nada."
"Estou a arrepiar-me"
Paulo Lage Raposo, alferes miliciano da companhia 2405, atravessou o rio na viagem anterior. "Vimos que caíram uns para um lado e outros para o outro. Não houve gritos, nem esbracejares, nem coisa nenhuma. Carregados com as armas, as granadas, as botas, iam para o fundo como um prego." Muitos não sabiam nadar, o que agravou tudo. Mas naquele momento a dimensão do acidente passou despercebida.
"Só soube que tinha morrido gente - estou a arrepiar-me a contar isto - quando cheguei à margem e pedi a um furriel para formar o pelotão. Ao fim de dez minutos, fui ralhar com ele porque achava tempo demasiado para ainda faltar gente. Só percebi que se passava alguma coisa porque vi vários a chorar. Aí é que me apercebi que morreu gente. Do meu pelotão, foram 13", recorda Rui Felício.
"É uma coisa que marca para toda a vida. Tive coisas infelizes que já esqueci, mas esta não se esquece nunca. Lembro-me da data. Foi entre as nove as dez da manhã. Há pormenores que nunca mais saem da cabeça. Sei que estava um dia de sol."
Morreram cerca de 50 homens, quase todos da chamada metrópole. Do lado português do conflito, o desastre de Cheche, e não um confronto directo com o inimigo do PAIGC, foi o episódio que causou mais baixas durante a guerra colonial na Guiné-Bissau. Passados mais de 40 anos, a memória dos envolvidos retém números dos mortos diferentes. Uns falam em 45, outros 46, outros 47.
Este último número é referido, por exemplo, por José Aparício, tendo em conta os elementos que recolheu: "Morreram no desastre 25 militares da minha companhia e 22 da companhia de caçadores 2405, o que perfaz um total de 47 europeus. Morreram ainda na travessia mais cinco guineenses de um pelotão de milícias que fazia parte da guarnição de Madina do Boé. Felizmente, não morreu nenhum dos cerca de 100 elementos da população que ali viviam connosco e que foram evacuados para a então Nova Lamego, hoje Gabú. Fizeram a travessia em viagens anteriores."
Na época, a imprensa internacional fez-se eco da tragédia. Três dias depois (9 de Fevereiro), o jornal The New York Times escrevia numa breve notícia: "As autoridades militares [da Guiné portuguesa] relataram que se afogaram 47 soldados quando a sua jangada se afundou na travessia do rio Corubal. O comunicado não dizia quando ocorreu o desastre."
Duas semanas depois do naufrágio, foi organizada uma operação de recolha dos corpos por fuzileiros e mergulhadores. Muitos desapareceram para sempre. Na série de documentários A Guerra, de Joaquim Furtado, podem ver-se imagens aéreas de alguns corpos a boiar, recolhidas pelo piloto da Força Aérea José Nico. "Os [corpos] recuperados foram sepultados nas margens do rio, com as honras militares próprias", relata Joaquim Furtado.

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