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sábado, 21 de dezembro de 2013

" NÃO HÁ HOMENS MUITO, OU POUCO SÉRIOS, HÁ HOMENS SÉRIOS E OUTRAS COISAS QUE PARECEM HOMENS". "Exmo Senhor Presidente da República, Aníbal António Cavaco Silva Tenho 74 nos, sou reformado, daqueles que descontou durante 41 anos, embora tenha trabalhado durante 48, para poder ter uma reforma e que, porque as pernas já me não permitem longas caminhadas e o dinheiro para os transportes e os espectáculos a que gostaria de assistir não abunda

" NÃO HÁ HOMENS MUITO, OU POUCO SÉRIOS, HÁ HOMENS SÉRIOS E OUTRAS COISAS QUE PARECEM HOMENS".


"Exmo Senhor Presidente da República, Aníbal António Cavaco Silva
Tenho 74 nos, sou reformado, daqueles que descontou durante 41 anos, embora tenha 
trabalhado durante 48, para poder ter uma reforma e que, porque as pernas já me não 
permitem longas caminhadas e o dinheiro para os transportes e os espectáculos a que 
gostaria de assistir não abunda, passo uma parte do meu dia a ler, sei quantos cantos há 
nos Lusíadas, conheço Camilo, Eça, Ferreira de Castro, Aquilino, Florbela, Natália, Sofia 
e mais uns quantos de que penso V/Exa já terá ouvido falar, ou visto ao "navegar na net".
São precisamente as "modernices" com que tenho bastante dificuldade em lidar que 
motivam esta minha tomada de posição porquanto é aí que circulam a respeito de V/Exa 
afirmações que desprestigiam a figura máxima do País Portugal, que, em minha opinião, 
não pode estar sujeita a tais insinuações que espero V/Exa desminta categoricamente.
Passemos à frente das insinuações de que V/Exa foi 1º Ministro de Portugal durante mais 
de dez anos, época em que V/Exa vendeu as nossa pescas, a nossa agricultura, a nossa 
indústria a troco dos milhões da CEE, milhões que, ao contrário do que seria desejável, 
não serviram para qualquer modernização ou reforma do nosso País mas sim para 
encher os bolsos de alguns, curiosamente seus correligionários, senão mesmo, seus
 amigos. Acredito que esse tempo que vivemos sob o comando de V/Exa e que tanto mal 
nos fez foi apenas fruto de incompetência o que, sendo lamentável, não é crime, os 
crimes foram praticados por aqueles que se encheram à custa do regabofe, perdoe-me o 
popularismo, que se viveu nessa época e que, curiosamente, ou talvez não, continuam 
sem prestar contas à justiça.

Entremos então no que mais me choca, porque nesses outros comentários, a maioria 
dos 
quais anónimos mas alguns assinados, é a honestidade de V/Exa que é posta em causa 
e eu não quero que o Presidente da República do meu país seja o indivíduo que alguns 
propalam pois que entendo que o cargo só pode ser ocupado por alguém em quem os 
portugueses se revejam como símbolo de coerência e honestidade, é assim que penso 
que nesta carta presto um favor a V/Exa, pois que respondendo às 4 questões que vou 
colocar, findarão de vez as maledicências que, quero acreditar, são os escritos que por 

aí circulam.

1ª Questão:

Circula por aí um "escrito" que afirma que V/Exa, professor da Universidade Nova de 
Lisboa, após ser ministro das finanças, foi convidado para professor da Universidade 
Católica, cargo que aceitou sem se ter desvinculado da Nova o que motivou que lhe fosse 
movido um processo disciplinar por faltar injustificadamente às aulas da Nova, processo 
esse conducente ao despedimento com justa causa, que se teria perdido no gabinete do 
então ministro da educação, a quem competiria o despacho final, João de Deus Pinheiro, 
seu amigo e beneficiado depois de V/Exa ascender a 1º Ministro com o lugar de 
comissário europeu, lugar que desempenhou tão eficazmente que o levou a ficar 
conhecido como "comissário do golfe".
Pergunta directa:
Foi ou não movido a V/Exa um processo disciplinar enquanto professor da 
Universidade Nova de Lisboa?
Se a resposta for afirmativa, qual o resultado desse processo?
Se a resposta for negativa é evidente que todas as informações que andam por aí a 
circular carecem de fundamento.

2ª Questão:

Circulam por aí vários escritos sobre a regularidade da transacção de acções do BPN 
que V/Exa adquiriu. Sendo certo que as referidas acções não estavam cotadas em bolsa 
e portanto só poderiam ser transaccionadas por contactos directos, vulgo boca a boca, 
faço sobre a matéria várias perguntas:
1ª - Quem aconselhou a V/Exa tal investimento?
2ª- A quem adquiriu V/Exa as referidas acções?
3ª- Em que data, de que forma e a quem vendeu V/Exa as acções?
4ª- Sendo V/Exa um renomado economista, não estranhou um lucro de 140% numa 
aplicação de tão curto prazo?

3ª Questão

Tendo em atenção o que por aí circula sobre a Casa da Coelha, limito-me a fazer 
perguntas:
1ª- É ou não, verdade, que o negócio entre a casa de Albufeira e a casa a Coelha foi feito 
como permuta de imóveis do mesmo valor para evitar pagamento de impostos?
2ª- Se já foi saldada ao estado a diferença de impostos com que atraso em relação à escritura 
se processou a referida regularização?
3ª- É ou não verdade que as alterações nas obras feitas na casa da Coelha, nomeadamente 
a alteração das áreas de construção foram feitas sem conhecimento da autarquia?
4ª- A ser positiva a resposta à pergunta anterior, se já foi sanado o problema resultante de 
obras feitas à revelia da autarquia, em que data foi feita tal regularização e se foi feita antes 
ou depois das obras estarem concluídas?
5ª- Última pergunta, esta de mera curiosidade, será que V/Exa já se lembra do cartório 
em que foi feita a escritura?

4ª- Questão

Ouvi V/Exa na TV dizer que tinha uma reforma de 1300 €, que quase lhe não chegava para 
as despesas, passando fugazmente pela reforma do Banco de Portugal. Assim, pergunto:
1ª- Quantas reformas tem V/Exa?
2ª- De que entidades e a que anos de serviços são devidas essas reformas?
3ª- Em quantas não recebe 13º e 14º mês?
4ª- Abdicou V/Exa do ordenado de PR por iniciativa própria ou por imposição legal?
5ª Recebe ou não V/Exa alguns milhares de euros como "despesas de representação"?
Fico a aguardar a resposta de V/Exa com o desejo de que a mesma seja de tal forma conclusiva 
e que, se V/Exa o achar conveniente, venha acompanhada de cópias de documentos, que provem 
a todos os portugueses que o que por aí circula na Net, não passam de calúnias e intrigas movidas 
contra a impoluta figura de Sua Exa o Senhor Presidente da República de Portugal.
A terminar e depois de recordar mais uma das suas afirmações na TV, lembro uma frase do
 meu avô, há muito falecido, alentejano, analfabeto e vertical:
" NÃO HÁ HOMENS MUITO, OU POUCO SÉRIOS, HÁ HOMENS SÉRIOS E OUTRAS COISAS QUE PARECEM HOMENS".
Por mim, com a idade que tenho, já não preciso nem quero nascer outra vez, basta-me morrer como tenho vivido. Sério.
Com os meus melhores cumprimentos.
José Nogueira Pardal"



ARTIGO COMPLETO: http://apodrecetuga.blogspot.com/2013/12/nao-ha-homens-muito-ou-pouco-serios-ha.html#ixzz2o6q0BZch

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