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sexta-feira, 12 de abril de 2013


Ex-Presidente Soares 'move mundos e fundos' para derrubar Governo
O antigo Presidente da República, Mário Soares, diz que anda a falar com personalidades de todos os partidos, incluindo PSD e CDS, para derrubar o Governo e defende um entendimento entre PS e Bloco de Esquerda. Soares defende ainda que é impossível Portugal pagar a sua dívida externa e aponta o exemplo da Argentina, dizendo que em plena crise financeira se recusou a pagar e nada se passou.
Soares 'move mundos e fundos' para derrubar Governo
DR
POLÍTICA
Em entrevista à Antena 1, que esta sexta-feira vai ser emitida pelas 10h00, Mário Soares contou que tem tido conversas com pessoas do PSD, CDS, PCP e Bloco de Esquerda para tentar derrubar o actual Governo liderado por Pedro Passos Coelho.


"Não são conversas por prazer, é porque acho que devo falar com eles", disse, adiantando que nesses encontros procura "uma solução para o ante e pós este Governo".
"Para atirar este Governo abaixo, é preciso que todos estejam de acordo", justificou o ex-chefe de Estado.
Na entrevista, Mário Soares defendeu que "é possível um entendimento bastante grande [dos socialistas] com o Bloco de Esquerda, porque está numa situação de muita clareza".
"O PCP ainda pensa como pensava Álvaro Cunhal, com a diferença que não tem a capacidade táctica de Álvaro Cunhal", considerou.
Interrogado sobre a possibilidade de a curto prazo haver um entendimento entre o PS e a actual maioria PSD/CDS, o ex-Presidente da República respondeu: "Era o que faltava o PS entender-se com este Governo".
"O PS foi humilhado, foi sempre afrontado pelos partidos que estão no Governo", sustentou Mário Soares, apenas destacando uma "pequena nuance do CDS" face ao PSD.
No entanto, segundo Soares, essa nuance do CDS tem uma explicação: "Faz isso para dar uma no cravo e outra na ferradura. A verdade é que, quando é essencial, o CDS vota com o Governo e isso vai custar caro a [Paulo] Portas".
Por outro lado, o antigo chefe de Estado, Mário Soares, defende que é impossível Portugal pagar a sua dívida externa e aponta o exemplo da Argentina, dizendo que em plena crise financeira se recusou a pagar e nada se passou.
"Portugal não pode nunca pagar aquilo que já deve e, por mais que se empobreça as pessoas, por mais que se roube o dinheiro às pessoas que o têm, como o caso das pensões, por mais que faça, o Estado não é capaz de pagar aquilo que deve. Quando não se pode pagar, a única solução é não pagar", advogou Mário Soares.
Em seguida, apontou o exemplo argentino: "Olhe-se a Argentina. A Argentina quando estava numa crise [financeira] disse: Nós não pagamos. Passou-se alguma coisa? Não, não se passou nada".
"Com essa ânsia de se ser útil à senhora Merkel [chanceler germânica], estão a estragar o país e a vender tudo. Em dois anos, este Governo destruiu quase tudo em Portugal", sustentou Mário Soares.
Para Soares, "qualquer político com um mínimo de bom senso, quando é vaiado - como eles do Governo são todos os dias, chamando-lhes gatunos - deveria ter a dignidade de se ir embora".
"Mas estão agarrados ao poder", considerou.
O fundador e primeiro líder do PS manifestou-se desiludido com a forma como Durão Barroso tem exercido as funções de presidente da Comissão Europeia, dizendo que é comandado pela chanceler Ângela Merkel, e manifestou-se curioso para ver como o Presidente da República "descalça a bota" se o actual Governo PSD/CDS cair."No momento em que o Governo sair, há evidentemente um problema que o Presidente da República tem de resolver.

Finalmente, vai resolver qualquer coisa", referiu.
Na entrevista, Mário Soares usou palavras duras sobre o tempo que o ministro cessante Miguel Relvas permaneceu no Governo.
Neste ponto, afirmou que a maioria no poder parece gostar "dos tipos que são arguidos e que são eventualmente criminosos".
Confrontado com o facto de Miguel Relvas não ser arguido em nenhum processo, Mário Soares retorquiu que possivelmente "será um dia" e que "já está nessa linha".

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