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sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Ainda sem acordo com BE, Medina atira aos comunistas

Rui Moreira esteve ontem presente na tomada de posse de Fernando Medina
Presidente da Câmara tomou ontem posse para um novo mandato sem maioria no executivo e ainda sem parceiro para os entendimentos necessários à governação da cidade.

O número de casas a disponibilizar em regime de renda acessível, a forma de financiamento do programa e a extensão da rede do metropolitano de Lisboa são as grandes questões que estão a emperrar as negociações entre socialistas e bloquistas. Fernando Medina tomou ontem posse como presidente eleito da autarquia lisboeta ainda sem acordo com o BE. E uma porta fechada pelo PCP, que não escapou às críticas do autarca da capital.

"Tomei a iniciativa do diálogo político à esquerda. Infelizmente o PCP não se mostrou disponível para um acordo mais permanente de governação da cidade", referiu Fernando Medina, sustentando que a atitude que os comunistas assumiram agora contraria o discurso do partido durante a campanha eleitoral. 

"Creio que terá desiludido muitos dos eleitores que votaram no PCP nestas eleições, porque muitos ouviram da candidatura uma disponibilidade para o compromisso", sublinhou o autarca, dizendo lembrar-se de ouvir ao PCP que "nos locais em que é poder tem sempre a disponibilidade para partilhar pelouros, dando a entender que também o faria" no caso de Lisboa. 

"Creio que há eleitores que se podem sentir desiludidos com esta posição", rematou o presidente da autarquia, resumindo assim a recetividade dos comunistas: "Não houve negociação, o PCP entendeu que não deveria ter um acordo permanente".

Uma interpretação do discurso do PCP que Carlos Moura, vereador comunista que ontem também tomou posse, contesta: "Não sei de onde é que o presidente da câmara tirou a leitura de que estávamos disponíveis para fazer um acordo de governação da cidade", afirmou ao DN. 

Para Carlos Moura é até estranho que Medina "possa achar que os eleitores votaram no PCP para que fosse apoiar acriticamente o PS". "Se assim fosse", acrescenta, "teriam votado no PS, o senhor presidente da câmara teria conseguido a maioria absoluta e não estaria agora dependente dos dois vereadores do PCP".

Já o BE "mostrou disponibilidade para discutir", disse ontem Medina, e é isso que ambos os lados têm vindo a fazer, ainda sem resultados concretos. 

As grandes questões que estão a travar um entendimento passam pela habitação e transportes - dois pontos centrais quer do programa do BE quer do PS. Mas com pontos de partida distintos e que ainda não se encontraram. 

Em relação à habitação, a divergência mantém-se quanto ao número de fogos a disponibilizar no regime de renda acessível, e ao financiamento desse programa, que os bloquistas querem que seja exclusivamente público. 

Já nos transportes, a grande divergência prende-se com a extensão da rede do Metropolitano, que nos planos do governo (que Medina apoia) deve passar a ser uma rede circular, enquanto os bloquistas querem a extensão até Belém. 
Muito embora esta seja uma matéria de decisão do governo, o BE acredita que a oposição da câmara de Lisboa faria travar o projeto.

Já quanto a eventuais acordos à direita, Medina negou que tenha havido qualquer tentativa de entendimento para um acordo.

Medina promete mais elétricos

No discurso de tomada de posse dos eleitos para a Assembleia Municipal e para a Câmara de Lisboa, Fernando Medina prometeu avançar já no primeiro semestre de 2018 com o concurso para a construção dos primeiros seis centros de saúde dos 14 que prometeu durante a campanha eleitoral. 
E avançou com uma outra promessa, na área dos transportes: comprar "30 novos elétricos, tendo em vista a extensão do 15 a Santa Apolónia, a recuperação do 24 entre o Cais do Sodré e Campolide e o início de uma nova fase de expansão da rede na cidade".

Como já fizera no discurso do 5 de Outubro, Medina voltou a referir-se à descentralização para defender que "este é o tempo de o Estado fechar" este dossier. Com o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, sentado na primeira fila da assistência, Medina defendeu que "as cidades do Porto e Lisboa enfrentam hoje muitos desafios comuns", a "começar no combate ao centralismo" - "Obrigado Rui, pela tua presença. Vamos trabalhar juntos".

Acordo à vista em Almada

Em Almada, a socialista Inês de Medeiros dirigiu convites aos vereadores eleitos de todas as forças políticas para assumirem pelouros, apurou o DN. 

Até amanhã, dia em que tomam posse os órgãos autárquicos no município, a distribuição desses pelouros deve estar concluída entre os quatro eleitos socialistas, os quatro do PCP/PEV, os dois do PSD e a do BE.


www.dn.pt

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