amanhã eu faço
uma forca, um castigo, um laço
e na garganta dos filhos da puta
os que destroem, envenenam a luta
de quem trabalha, sofre o cansaço
o vou apertar com prazer
para que quando o corpo pender
e as moscas o idolatrarem
outros o possam ver
a justiça possam temer
e tal nunca imitarem
uma forca, um castigo, um laço
e na garganta dos filhos da puta
os que destroem, envenenam a luta
de quem trabalha, sofre o cansaço
o vou apertar com prazer
para que quando o corpo pender
e as moscas o idolatrarem
outros o possam ver
a justiça possam temer
e tal nunca imitarem
António Garrochinho

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