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domingo, 10 de setembro de 2017

10 de Setembro de 1368: Tem início a Dinastia Ming


Na noite de 10 de Setembro de 1368, o imperador Shun-ti é advertido da chegada de um grupo de insurgentes. Ele deixa apressadamente o seu palácio de Pequim e refugia-se na Mongólia com os seus filhos e os seus tesouros. Esta penosa fuga põe fim à dinastia mongol dos Yuan, fundada um século antes por Kublai Khan , um neto de Gengis Khan. Ela inaugura uma nova dinastia, propriamente chinesa, a dinastia Ming.

A dinastia mongol dos Yuan deixou-se levar, numa quinzena de anos, pela acção de uma seita budista, o Lótus Branco, numa região meridional de Cantão. Esta seita milenarista anunciava o advento do Messias budista, o Meitreya, que libertaria a China dos mongóis. Entre os chefes insurgentes que se sublevaram o mais hábil era Tchou Yuan-tchang.

Este antigo bonzo, filho de um trabalhador agrícola, predomina sobre os seus rivais e submete a China Central ao seu controlo. Instala a capital em Nanquim. Finalmente, avança sobre Pequim à frente das suas tropas em perseguição dos Yuan. Funda a prestigiosa dinastia dos Ming que se pretendia genuinamente chinesa e não de origem estrangeira como a precedente.


Durante os trinta anos que lhe restaria viver, Tchou Yuan-tchang, que se tornou Hongwu, empenha-se em restaurar os valores da China tradicional, superando o interregno mongol. Cerca-se de conselheiros budistas porém confere proeminência aos letrados confucionistas que pregam a moral da temperança. Como a sua própria temperança tinha limites, houve ocasião de mandar executar alguns dos seus conselheiros e letrados.

Após o efémero reinado do seu filho mais velho, coube ao seu filho mais novo, Yongle, a proeza de levar ao apogeu a dinastia Ming e o império chinês.

Nascido em 1360, Yongle assume o trono em 1403. Em 21 anos de reinado, leva a China a uma dimensão que jamais havia atingido anteriormente. É assim que o novo ‘‘Filho do Céu’’ – cognome dos imperadores chineses – restabelece a hegemonia da China sobre o Annam (Vietname actual), que se estenderia por muitos anos. Chega a arrecadar por um tempo impostos do Japão.


Em virtude da sua preocupação em melhor vigiar as fronteiras setentrionais e a Mongólia, transfere em 1421 a capital de Nanquim para Pequim. Esta grande cidade do norte havia sido no século precedente a residência dos imperadores mongóis.

Na sua nova capital, Yongle empreende grandes obras. Embeleza a antiga residência imperial, concebendo uma sucessão de palácios e de jardins sumptuosos. Esse conjunto monumental recebeu o nome de ‘‘Cidade Violeta-Púrpura Proibida’’, em chinês Tseu-kin-tcheng. O seu nome fazia alusão à cor teórica da estrela polar que está no centro do mundo celestial como a Cidade Proibida estava no centro do mundo terrestre, segundo o historiador René Grousset em História da China.

Em matéria cultural, o imperador, ele mesmo budista, ordenou compilar todos os textos da escola neo-confuciana. Em 1416, decide que eles constituiriam doravante a base do ensino escolar.

Yongle não se deteve apenas nisso. Para consolidar o seu império e desenvolver o comércio com outros países, organizou extraordinárias expedições marítimas que, no final das contas, não surtiram muito efeito



Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)
Retrato do Imperador Hongwu

Retrato do Imperador  Yongle
Publicada por 
estoriasdahistoria12.blogspot.pt

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